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Criminal

MPF, PF e CGU apuram desvios e cobrança de propina em empresa federal no Pará

Operação Sonar cumpriu mandados de busca e bloqueou R$ 17 milhões; Justiça afastou 12 servidores e um suspeito foi preso em flagrante

Data: 22/09/2026 • 16:04 Unidade: Procuradoria da República no Pará
Foto em ângulo superior de uma mala aberta cheia de maços de notas de R$ 100 amarradas com elásticos e faixas de papel.

Foto: Polícia Federal

O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sonar no último dia 15, no Pará. A ação conjunta investiga um esquema de desvio de dinheiro público, cobrança de propina e fraudes em contratos dentro de uma empresa pública federal sediada em Belém.

No MPF, as apurações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O caso começou a partir de denúncias de cidadãos enviadas à CGU pela plataforma Fala.BR. Em seguida, os órgãos integraram as informações e comprovaram a atuação do grupo criminoso na administração da estatal.

Medidas judiciais – A Justiça Federal no Pará expediu 12 mandados de busca e apreensão. As ordens foram cumpridas em endereços residenciais e comerciais em Belém e em Ananindeua. Durante as buscas, as equipes apreenderam carros, joias e R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo.

Um investigado foi preso em flagrante pelo crime de lavagem de dinheiro na modalidade de ocultação de valores. Ele mantinha a quantia milionária em espécie e não conseguiu comprovar a origem legal do recurso.

A Justiça também determinou o afastamento de 12 servidores públicos de suas funções. Esses funcionários não podem acessar as dependências e os sistemas de informática da empresa. Eles também estão proibidos de manter contato com fornecedores e com os outros investigados.

Para assegurar a devolução de recursos aos cofres públicos, a decisão judicial bloqueou R$ 17 milhões em bens dos envolvidos. A Justiça autorizou ainda o acesso aos dados bancários e fiscais de 35 pessoas e empresas, além da suspensão de contratos sob suspeita.

Entenda o caso – Segundo as investigações, funcionários da estatal retinham o pagamento de faturas por serviços que já tinham sido prestados. Eles exigiam o pagamento de comissão em dinheiro vivo para liberar esses valores aos credores.

O grupo também inventava falsas situações de emergência para direcionar contratações a empresas previamente combinadas, sem licitação. Para esconder a origem criminosa do dinheiro, os suspeitos usavam empresas de fachada e contas em nome de laranjas.

Crimes investigados – Os envolvidos podem responder por crimes como organização criminosa, desvio de recursos públicos, corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. Os documentos, computadores e mídias apreendidos passarão por perícia para aprofundar as apurações.

Com informações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União


Ministério Público Federal no Pará
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