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Direitos do Cidadão

ICMBio atende MPF e garante reserva de vagas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em seleções simplificadas

Autarquia acatou recomendação e confirmou que cumprirá regras sobre cotas raciais e de acessibilidade nos próximos processos seletivos

Data: 30/03/2026 • 16:14 Unidade: Procuradoria da República em Pernambuco
Esta imagem apresenta um primeiro plano detalhado das mãos de uma pessoa de pele negra preenchendo o que parece ser um formulário ou prova oficial. A mão esquerda, adornada com um anel prateado no dedo mindinho, segura uma caneta esferográfica preta e elegante com detalhes metálicos, enquanto a mão direita repousa sobre o papel para dar estabilidade. O documento possui campos estruturados, linhas e textos que sugerem um contexto administrativo ou educacional, como um concurso ou exame. A iluminação é suave e natural, com um foco nítido na ação de escrever, enquanto o fundo e o punho da vestimenta escura permanecem levemente desfocados, transmitindo uma sensação de concentração e formalidade.

Imagem ilustrativa. Fonte: IA Gemini.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acatou recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para garantir a reserva de vagas para candidatos negros, indígenas e pessoas com deficiência em seleções simplificadas. O ICMBio também confirmou que adotará procedimentos para heteroidentificação e avaliação biopsicossocial dos candidatos, conforme recomendado pelo MPF.

Por meio de ofício, a autarquia afirmou que, nos processos seletivos futuros, vai assegurar a reserva de 30% das vagas para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas, com a adoção do procedimento de autodeclaração e verificação documental complementar. Além disso, o Instituto destacou que serão devidamente observadas as normas referentes à reserva de vagas para pessoas com deficiência, que é de, no mínimo, 5%.

O ICMBio reforçou, ainda, que está investindo na capacitação de servidores para a formação de comissões de heteroidentificação, responsáveis pela confirmação complementar da autodeclaração dos candidatos inscritos para as vagas destinadas às cotas raciais. O objetivo é assegurar a adequada implementação das políticas de ação afirmativa e a apuração de eventuais fraudes ou má-fé nas declarações apresentadas.

A recomendação, assinada pela procuradora da República Mona Lisa Duarte Ismail, foi expedida após o MPF ter identificado irregularidades em processo seletivo simplificado do ICMBio para preenchimento de três vagas de agentes ambientais temporários no arquipélago de Fernando de Noronha (PE). Uma apuração do MPF apontou que o edital não contemplou a reserva de vagas para pessoas com deficiência e nem para candidatos pretos ou pardos, conforme prevê a legislação.

O Instituto informou que vem adotando providências para corrigir as irregularidades, com a edição de orientação interna no último mês de janeiro.

Assessoria de Comunicação Social
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