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Direitos do Cidadão

MPF e governo da Paraíba renovam projeto de soluções em direitos humanos

Seminário discute resultados do primeiro ciclo e temas como conflitos territoriais, justiça de transição e impactos das energias renováveis

Data: 16/04/2026 • 17:22 Unidade: Procuradoria da República na Paraíba
A imagem mostra um grupo de cerca de trinta pessoas reunidas em uma sala de conferências. Elas estão dispostas em duas fileiras, algumas usando crachás de identificação. Ao fundo, há uma tela de projeção branca e uma parede com o logotipo repetido do MPF (Ministério Público Federal).

O procurador da República José Godoy (centro) participa do 1º Seminário Integrador do LABDH, realizado em março de 2026, no auditório do MPF em João Pessoa (PB). Foto: Comunicação/MPF.

O projeto voltado ao desenvolvimento de soluções em direitos humanos, executado em parceria entre o Ministério Público Federal (MPF) e o governo da Paraíba, foi renovado por mais um ciclo. A continuidade das atividades do Laboratório de Pesquisas e Práticas Jurídicas em Direitos Humanos (LABDH) foi consolidada com a publicação da Portaria nº 0029/2026, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), que formaliza a coordenação do projeto e assegura sua execução até 2027.

O LABDH atua no acompanhamento, assessoria e sistematização de demandas em direitos humanos junto ao MPF, como em crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. O laboratório articula produção acadêmica e atuação institucional para ampliar a capacidade de resposta em contextos que envolvem conflitos territoriais e populações em situação de vulnerabilidade em casos que tramitam na Procuradoria da República na Paraíba (PR/PB). A iniciativa combina elaboração técnica, escuta direta das comunidades e desenvolvimento de soluções jurídicas aplicadas, voltadas à efetividade das políticas públicas e à garantia de direitos.

Além do MPF e da Secties, também cooperam com o projeto a Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), reunindo pesquisadores, gestores públicos e comunidades em um modelo de atuação que integra ensino, pesquisa e prática jurídica e institucional.

A portaria designa o professor Hugo Belarmino de Morais como coordenador geral do LABDH. Também foram nomeados os coordenadores dos Grupos de Trabalho e Assessoria (GTAs), todos doutorandos: Isabella Arruda Pimentel (GTA 1), Ingrid Tereza de Moura Fontes (GTA 2), Rômulo Lima Silva de Góis (GTA 3), Lara Melinne Matos Cardoso (GTA 4) e Rárisson Jardiel Santos Sampaio (GTA 5).

Ampliação da capacidade de resposta – Para o procurador da República José Godoy Bezerra de Souza, a formalização da estrutura reforça o modelo de atuação baseado na integração entre instituições públicas, universidade e comunidades: “Um dos diferenciais desse projeto é a construção conjunta de soluções, com participação direta das comunidades envolvidas nos casos acompanhados. A metodologia que escolhemos prioriza o protagonismo das pessoas afetadas e incorpora suas demandas na formulação das estratégias institucionais”, afirmou.

Seminário – Os resultados do primeiro ciclo de atuação do laboratório – de novembro de 2025 a março de 2026 – foram apresentados no 1º Seminário Integrador do LABDH, realizado na última semana de março, no auditório do MPF em João Pessoa. O evento reuniu instituições públicas, pesquisadores e representantes de comunidades. Foram debatidos temas como conflitos territoriais rurais e urbanos; justiça de transição e violações de direitos humanos na Paraíba, com foco em memória, verdade e reparação; e os impactos das energias renováveis, com ênfase na necessidade de uma transição energética justa.

Durante o seminário, o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba, Claudio Furtado, anunciou a renovação do termo de cooperação por mais um ano. “Já está garantido no orçamento e essa é a grande boa nova para o LABDH”, afirmou. O secretário ressaltou o caráter integrador do laboratório e o foco nas demandas das comunidades acompanhadas. “A justiça está sendo feita em várias partes da nossa população. É muito importante ver a ciência cumprindo o papel de reparar isso e ajudando o Ministério Público nessa empreitada”, acrescentou.

O coordenador do LABDH, Hugo Belarmino de Morais, destacou que o laboratório é um projeto pioneiro em práticas jurídicas em direitos humanos, já com resultados relevantes em seus primeiros meses. O professor afirmou que a experiência demonstra a viabilidade de integrar prática, pesquisa empírica e extensão, com foco na escuta e no diálogo com comunidades e grupos na defesa dos direitos humanos.


Acesse aqui a gravação do 1º Seminário Integrador do Laboratório de Pesquisas e Práticas Jurídicas em Direitos Humanos, disponível no canal oficial do MPF-PB no YouTube.

Assessoria de Comunicação
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