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Direitos do Cidadão

TRF6 acolhe recomendação do MPF e ampliará vagas para pessoas com deficiência em futuros concursos

Medida adotará dados do IBGE para garantir que a reserva nos próximos processos seletivos reflita a população de Minas Gerais

Data: 01/09/2026 • 18:03 Unidade: Procuradoria da República em Minas Gerais
A imagem, capturada de costas, mostra um homem de cabelos escuros e cacheados e camisa azul, sentado em uma cadeira de rodas manual, prestes a entrar em um SUV branco estacionado. O carro está posicionado em uma vaga de estacionamento reservada, indicada pelo símbolo azul de acessibilidade pintado no chão, com a porta do motorista totalmente aberta para facilitar a transferência. Ao fundo, vê-se a entrada de um edifício moderno de linhas retas e grandes janelas de vidro, ladeada por um jardim florido e bem cuidado, sob a luz clara de um dia ensolarado.

Arte: Comunicação/MPF com auxílio da IA Gemini.

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) acolheu recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para ampliar a reserva de vagas destinada a pessoas com deficiência em seus futuros concursos públicos e processos de seleção em Minas Gerais. O tribunal passará a adotar dados estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para preencher os cargos de servidores, estagiários e residentes jurídicos exclusivamente nas próximas seleções. A medida fortalece a inclusão das pessoas com deficiência para assegurar a representatividade social nos órgãos públicos.

A iniciativa de aprimoramento surgiu a partir de diálogo estabelecido em procedimento do MPF. Durante as reuniões, as instituições identificaram que o percentual de servidores com deficiência ativos no órgão é de cerca de 4,15%, enquanto o Censo Demográfico do IBGE aponta que esse grupo representa 7,3% da população de Minas Gerais. Como o concurso que estava em andamento não pôde sofrer alterações em suas regras devido a limites técnicos e jurídicos, o tribunal propôs aplicar o novo percentual para as seleções futuras.

Diante disso, o tribunal manifestou-se favoravelmente ao aumento do percentual de reserva para 7,3% em novos editais, alinhando-se às diretrizes da Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A norma do CNJ fomenta uma postura ativa do Poder Judiciário na adoção de medidas de acessibilidade e de inclusão nos quadros de pessoal para ampliar a representatividade. O parâmetro será planejado pelas comissões organizadoras de cada seleção, que conduzirão as análises técnicas e jurídicas necessárias durante a elaboração dos editais de contratação que virão a ser publicados.

De acordo com a procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Ludmila Junqueira Duarte Oliveira, o acatamento da recomendação reforça o papel das ações de inclusão. "A reserva de vagas é um instrumento para dar efetividade à igualdade material e corrigir distorções sociais", afirma a procuradora. "A acolhida pelo tribunal demonstra o alinhamento para que a composição dos órgãos públicos espelhe a diversidade da população mineira em suas futuras contratações", conclui.


Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em Minas Gerais
Tel.: (31) 2123-9008
E-mail: PRMG-Imprensa@mpf.mp.br