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Meio Ambiente

MPF pede à Justiça cumprimento de decisão para desocupar área de manguezal em Vila Velha (ES)

Medida exige demolição de construções irregulares, além de limpeza do local, vigilância e recuperação da vegetação degradada

Data: 09/10/2026 • 15:37 Unidade: Procuradoria da República no Espírito Santo
A imagem mostra a vegetação típica de um manguezal, com raízes escoras escuras e entrelaçadas sob o solo lamacento e pneumatóforos a emergir da lama, cobertas por uma copa de folhas verdes densas.

Imagem Ilustrativa: Divulgação/Prefeitura de Vila Velha

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal o cumprimento de decisão definitiva para desocupar e demolir construções irregulares em uma área de manguezal no bairro Glória, em Vila Velha (ES). O pedido foi feito após o encerramento do processo nos tribunais superiores em agosto de 2026. A ordem afeta uma área de preservação permanente localizada na região da Pedra D'Água, que se estende da parte final da Rua Mestre Gomes até a Casa de Custódia do município.

As apurações do MPF apontaram que casas e comércios foram erguidos sobre o mangue sem autorização dos órgãos ambientais ou do governo federal, causando danos ambientais e impedindo a recuperação da vegetação nativa. Vistorias técnicas no local registraram a existência de aterros e obras clandestinas sobre a vegetação protegida.

No pedido de cumprimento de sentença, o MPF solicita que os moradores e proprietários das construções irregulares sejam notificados para deixar a área e demolir as edificações no prazo de 90 dias. Eles também deverão recolher todo o entulho gerado, sob pena de cobrança de multa diária. Caso os ocupantes não realizem a demolição dentro do prazo, a Prefeitura de Vila Velha e o governo federal deverão executar os trabalhos e limpar o local.

O MPF solicita, ainda, que a prefeitura e o governo federal apresentem um plano de fiscalização permanente para evitar novas invasões na área protegida. Além disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) foram acionados para orientar a recuperação do manguezal, com custos pagos pelos responsáveis pelos danos. Os ocupantes também deverão pagar indenização pelo uso indevido da terra pública.


Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal no Espírito Santo
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