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Comunidades Tradicionais

Plataforma de Territórios Tradicionais amplia acesso ao programa Floresta+ Amazônia

Ferramenta que permite a autodeclaração de territórios tradicionais foi desenvolvida pelo MPF em parceria com o Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais

Data: 26/08/2026 • 18:34 Unidade: Procuradoria-Geral da República
Banner da "Plataforma de Territórios Tradicionais" com fundo de floresta, o texto em azul, um logotipo com o mapa do Brasil e uma arara colorida voando à direita.

Arte: Comunicação/MPF

Pela primeira vez, territórios tradicionais autodeclarados por povos e comunidades tradicionais poderão concorrer ao edital de apoio a projetos locais do programa Floresta+ Amazônia. A iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), executada em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiada pelo Fundo Verde para o Clima (GCF), recompensa financeiramente quem protege e recupera a vegetação nativa na Amazônia Legal.

Com recursos que chegam a 96 milhões de dólares em 2026, o projeto apoia a conservação da vegetação nativa e a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) em pequenas propriedades rurais de até quatro módulos fiscais.

Agora, além de territórios demarcados, titulados, unidades de conservação e assentamentos agroextrativistas reconhecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o edital passa a aceitar territórios cadastrados na Plataforma de Territórios Tradicionais.

Reconhecimento - Os editais dessa natureza estabelecem como requisito o reconhecimento ou a titulação formal dos territórios, deixando de fora comunidades que, embora mantenham uma relação histórica, cultural e tradicional com seus territórios, ainda não tiveram seus direitos territoriais formalmente reconhecidos.

Com essa mudança, comunidades autodeclaradas passam a ter a oportunidade de participar do edital, fortalecendo o reconhecimento do direito à autodeclaração territorial e à posse tradicional.

Para o procurador da República Wilson Rocha Assis, diretor do Projeto Territórios Vivos, de fomento ao uso da plataforma, "a iniciativa representa um marco para o reconhecimento dos direitos dos povos e comunidades tradicionais, ao considerar suas formas próprias de ocupação e sua relação histórica e cultural com o território no acesso a políticas públicas e mecanismos de financiamento".

A Plataforma - A Plataforma de Territórios Tradicionais é uma ferramenta do Ministério Público Federal (MPF) e do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) que tem o apoio da Cooperação Brasil-Alemanha para Desenvolvimento Sustentável.

Desde junho de 2026, o MPF tem um acordo de cooperação técnica (ACT) com os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Igualdade Racial (MIR) para ampliar o uso da plataforma na implementação de políticas públicas.

A inclusão dos territórios cadastrados na ferramenta no edital do Floresta+ Amazônia é um exemplo concreto de como a integração de dados e instrumentos públicos pode contribuir para ampliar a participação de povos e comunidades tradicionais nas políticas de desenvolvimento sustentável e acesso a financiamento.


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