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Criminal

MPF pede e Justiça mantém prisão preventiva de acusado da morte de delegado da Polícia Federal em Passo Fundo, no RS

Policial militar preso em flagrante após atirar contra Michel Brasil Saliba durante busca e apreensão alegou questões familiares ao pedir a substituição de sua prisão preventiva por prisão domiciliar

Data: 23/07/2026 • 19:48 Unidade: Procuradoria da República no Rio Grande do Sul
Malhete de madeira com faixa dourada sobre uma base circular, tendo ao fundo estantes de livros desfocadas

Imagem: Pixabay

A Justiça Federal acolheu a manifestação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta terça-feira, dia 21, e manteve a prisão preventiva do homem acusado da morte do delegado de Polícia Federal Michel Brasil Saliba no último dia 3/7.

A defesa do réu, que se encontra preso em flagrante após desferir três tiros no delegado durante uma operação de busca e apreensão em Passo Fundo, no RS, apresentou um pedido de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas, e, subsidiariamente, de substituição por prisão domiciliar.

O MPF, contudo, se manifestou contrariamente ao pedido, inclusive ressaltando o risco que haveria diante de uma eventual prisão domiciliar.

Para o MPF, assim como o acusado recebeu a tiros os Policiais Federais que cumpriam mandado de busca e apreensão no dia do fato, "também poderá receber com violência quem possa vir a fiscalizar medidas diversas da prisão porventura concedidas ou quem tenha de cumprir outras diligências, a exemplo de cumprimento de outros mandados de busca e apreensão" uma vez solto.

Ao argumentar pela manutenção da prisão preventiva em garantia da ordem pública, conveniência da instrução processual penal e para assegurar a aplicação da lei penal, o MPF ressaltou o perigo gerado pelo estado de liberdade desse agente, de modo que deverá permanecer preso durante o processo.


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