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Criminal

MPF, Justiça Federal e Polícia Federal se reúnem em Minas Gerais para discutir inovações no combate ao crime

Evento que reuniu cerca de 70 profissionais das três instituições permitiu a troca de experiências sobre novas tecnologias

Data: 27/04/2026 • 14:47 Unidade: Procuradoria da República em Minas Gerais
Foto mostra mesa do evento com os palestrantes, por trás das pessoas a bandeira do Brasil e outra bandeira, um banner do MPF e um telão com a transmissão do evento

Fotos: MPF

Promover o diálogo e a troca de experiências para modernizar a atuação estatal em relação aos desafios da criminalidade contemporânea. Esse foi o objetivo do Inovacrim: Forum Interinstitucional de Inovação na Justiça Federal Criminal de Minas Gerais. O encontro, fruto de uma parceria entre o Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) e a Polícia Federal (PF), reuniu, nos dias 13 e 14 de abril, cerca de 70 integrantes das três instituições, entre procuradores, desembargadores, juízes federais e delegados.

Para o procurador da República e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Minas Gerais, Lucas Gualtieri, a integração é o pilar do fórum. Segundo ele, o Inovacrim parte do reconhecimento de que os desafios atuais da persecução penal são comuns e exigem respostas integradas.

“Ao reunir MPF, Justiça Federal e Polícia Federal, o objetivo é ir além do diálogo, promovendo soluções práticas a partir da experiência compartilhada”, explicou. Gualtieri destacou que, diante de um cenário marcado por transformações tecnológicas e novos padrões de criminalidade, a atuação coordenada torna-se essencial. E pontuou que “o evento reafirma o papel complementar das instituições na construção de uma resposta mais eficiente e alinhada à defesa da ordem jurídica”.

Foto: MPFO fórum abordou temas técnicos de alta complexidade, mas com impacto direto na sociedade. Um dos destaques foi o painel sobre criptoativos, que explicou como o crime organizado utiliza moedas digitais para lavagem de dinheiro e como o Estado deve se capacitar para rastrear esses valores. Também foi discutido o uso da Inteligência Artificial (IA) na persecução penal e na segurança pública, proteção de dados, cibercriminalidade, a atuação do Gaeco em Minas Gerais, dentre outros.

Reforçando a visão pragmática do evento, o juiz federal e um dos organizadores, Carlos Henrique Borlido Haddad, destacou o impacto do encontro na produtividade das instituições. Segundo ele, se esse evento melhorar um por cento do trabalho, o resultado será um aprimoramento para a justiça em benefício da sociedade.

Alinhamento interinstitucional – Para o procurador-chefe da Procuradoria da República em Minas Gerais, Carlos Henrique Dumont Silva, o evento representou um marco de aproximação entre os órgãos. “O grande objetivo desse evento foi a troca de ideias. A proximidade entre os delegados, os juízes federais e os procuradores, que a gente, de certa forma, perdeu um pouco quando passamos a ter quase todas as audiências criminais virtuais”, afirmou.

O intercâmbio prático também foi destacado pelo superintendente regional da Polícia Federal em Minas Gerais, Richard Murad Macedo. Durante a abertura, Murad ressaltou que a união de esforços é o caminho para superar obstáculos comuns. “Nós percebemos nitidamente que o propósito é um só. As dificuldades são muito parecidas, se não são as mesmas, e juntos a gente consegue construir caminhos criativos que nos levam a uma eficiência maior”, afirmou o delegado.

Representando a Justiça Federal, o desembargador Ricardo Machado Rabelo, vice-presidente e corregedor do TRF6, classificou o diálogo como essencial para a modernização do sistema. Rabelo enfatizou que as funções dos órgãos envolvidos não se esgotam em si mesmas. “São instituições complementares. Saber que três importantes instituições se unem para dialogar, para conversar, para buscar soluções que se adaptam aos dias de hoje, é motivo muito auspicioso para nós”, declarou o desembargador.

Encerrando o ciclo de reflexões sobre a importância da continuidade desse trabalho, o delegado do Grupo de Trabalho para Recuperação de Ativos e Repressão à Lavagem de Dinheiro da Polícia Federal e também organizador, Bruno Zampier, celebrou a trajetória do fórum. “Esta terceira oportunidade que a gente está tendo de unir a turma toda e conversar, esclarecer dúvidas e colocar diferentes pontos de vista”, comentou. “Minas Gerais está na crista da onda com esses atores, sempre reunidos, sempre discutindo, progredindo com o auxílio de todo mundo”, completou.



Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em Minas Gerais
Tel.: (31) 2123-9008
E-mail: prmg-imprensa@mpf.mp.br 

 

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