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Meio Ambiente

Caso Brumadinho: projeto de preservação ecológica destina R$ 37,8 milhões a sete parques nacionais de MG

Balanço trimestral registra avanços em obras, compra de veículos, drones e regularização de terras nas unidades de conservação

Data: 17/09/2026 • 19:15 Unidade: Procuradoria da República em Minas Gerais
Foto mostra uma montanha rochosa com uma cachoeira no meio caindo ao redor vegetação, predas e água

Parque Nacional da Serra da Canastra/Foto: ICMBio

Em mais uma etapa do acompanhamento contínuo sobre a destinação de recursos ambientais do caso Brumadinho, o Ministério Público Federal (MPF) analisou o 6º Relatório Trimestral de Atividades do Projeto G7 Parques Nacionais. O novo balanço aponta que a iniciativa atingiu a marca de R$ 37,8 milhões em solicitações destinadas a estruturar, proteger e incentivar o turismo sustentável em sete parques nacionais localizados em Minas Gerais.

Fruto de uma decisão da Justiça Federal com anuência do MPF, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o projeto converte multas ambientais aplicadas à mineradora Vale em investimentos diretos e permanentes para a preservação ecológica do estado. O G7 Parques é executado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Vale.

Relatório - O novo relatório demonstra a evolução progressiva dos trabalhos em relação aos balanços divulgados anteriormente. No período mais recente de monitoramento, o projeto registrou R$ 21 milhões em novas solicitações financeiras, impulsionadas principalmente pela organização de contratos de engenharia sob demanda, que somam R$ 18,95 milhões. O objetivo dessa estratégia é garantir a manutenção contínua e reformas nas instalações das unidades, evitando o desgaste das estruturas e assegurando suporte adequado para equipes de campo e visitantes.

Entre os avanços práticos já realizados ou em contratação estão:

Infraestrutura e visitação: avançou a elaboração do projeto arquitetônico do novo Centro de Visitantes no Parque Nacional da Serra do Cipó, enquanto o Parque Nacional Grande Sertão Veredas deu início à contratação das obras de duas pontes sobre os rios Preto e Carinhanha. Na Serra da Canastra, há reformas na base de brigadistas e a implementação de biodigestores sanitários. Já na Serra do Gandarela, foi iniciado o projeto para instalação de armadilhas fotográficas voltadas ao controle do fluxo de público e gestão do uso turístico.

Equipamentos: para reforçar a segurança e o combate a incêndios florestais, foram entregues três quadriciclos no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu e adquiridas duas caminhonetes 4x4 para o Parque Nacional do Caparaó, além da compra de drones equipados com câmeras térmicas para apoio às patrulhas.

Regularização: os trabalhos de georreferenciamento e medição de propriedades rurais avançaram nos parques Cavernas do Peruaçu e Serra da Canastra, etapa fundamental para a demarcação precisa dos limites e regularização fundiária.

O plano de trabalho prevê um aporte inicial de R$ 66 milhões ao longo de três anos para os Parques Nacionais do Caparaó, Cavernas do Peruaçu, Grande Sertão Veredas, Sempre-Vivas, Serra da Canastra, Serra do Cipó e Serra do Gandarela.

O MPF acompanha a execução de cada etapa para garantir que os valores sejam aplicados de forma transparente e tragam os benefícios esperados para a biodiversidade.


Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em Minas Gerais
Tel.: (31) 2123-9008
E-mail: PRMG-Imprensa@mpf.mp.br

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