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Geral

Reflexão e legado feminino histórico: MPF recebe exposição "Mulheres Invisibilizadas" e instala "Banco Vermelho" em Goiás

Iniciativas resgatam trajetórias femininas apagadas pela história oficial e reforçam o debate sobre igualdade de gênero e combate ao feminicídio

Data: 30/03/2026 • 12:32 Unidade: Procuradoria da República em Goiás
A imagem mostra uma exposição de conscientização no hall de entrada da Procuradoria da República em Goiás (MPF), focada no combate à violência contra a mulher e ao feminicídio.

Foto: Ascom MPF/GO

A sede do Ministério Público Federal em Goiás, em Goiânia, está recebendo a exposição “Mulheres Invisibilizadas”, iniciativa da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), por ocasião do Mês da Mulher.

Doze painéis foram expostos na entrada do Memorial da Procuradoria da República em Goiás (PR/GO), no andar térreo do prédio-sede, com histórias de 30 mulheres brasileiras que tiveram suas trajetórias apagadas ou minimizadas ao longo do tempo, apesar de contribuições relevantes nas áreas da política, cultura, educação, direitos humanos e movimentos sociais. A proposta é ampliar o conhecimento sobre o papel das mulheres na construção do país e estimular a reflexão sobre igualdade de gênero.

Disponível para apreciação pelo público externo, a exposição reúne nomes como Bárbara de Alencar, Bertha Lutz, Clara Camarão, Dorina Nowill, Lélia Gonzalez, Leolinda Daltro, Tereza de Benguela, Maria Felipa de Oliveira e Tia Ciata, entre outras.

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Banco Vermelho

Quem adentra a recepção da Procuradoria da República em Goiás (PR/GO) também se depara com uma instalação chamativa com uma mensagem impactante, que convida a refletir sobre a forma mais extrema de violência contra a mulher: o feminicídio.

O Banco Vermelho leva a espaços públicos frases de impacto e informações sobre canais de denúncia e apoio a vítimas de violência, visando prevenir, conscientizar e proteger a vida de mulheres. O projeto surgiu na Itália em 2016 e foi trazido ao Brasil em 2023. Conheça o site oficial da campanha.

"A campanha já foi encampada pelo MPF em diversos estados como Rondônia, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. Os dados são alarmantes, por isso é muito importante reforçar essa mensagem de conscientização", afirmou a procuradora-chefe do MPF em Goiás, Léa Batista. O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram 1.568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando houve 1.492 casos.

A ação foi incorporada formalmente ao calendário de campanhas pelo fim da violência contra a mulher pela Lei nº 14.942/2024. A mobilização reforça a necessidade de atuação contínua do poder público e da sociedade na promoção dos direitos das mulheres e na construção de uma cultura de respeito, igualdade e proteção.