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Geral

Palestra no MPF/AL debate prevenção ao assédio e à discriminação a partir da experiência do TJAL

Encontro abordou comunicação não violenta, conflitos geracionais e estratégias de prevenção a práticas abusivas nas relações de trabalho

Data: 09/06/2026 • 13:52 Unidade: Procuradoria da República em Alagoas

Foto: Comunicação MPF

2 (2).jpegO Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) realizou, na última quarta-feira (3), a palestra “Prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação no serviço público: a experiência do TJAL”, promovida pela Comissão local de Combate ao Assédio e à Discriminação do MPF em Alagoas. A atividade integrou as ações de conscientização relacionadas ao Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral no Trabalho e reuniu integrantes da instituição para uma reflexão sobre respeito, dignidade e convivência no ambiente profissional.

A palestra foi conduzida por Andréa Santa Rosa, analista judiciária do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), professora universitária e integrante da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do TJAL.

Experiência no enfrentamento ao assédio

3.jpegDurante a palestra, Andréa compartilhou a experiência do TJAL na estruturação da comissão responsável por prevenir e enfrentar casos de assédio e discriminação. Ela explicou como o grupo foi organizado, quais são suas atribuições e de que forma atua tanto na prevenção de conflitos quanto no acolhimento de pessoas que buscam orientação ou desejam relatar situações vivenciadas no ambiente de trabalho.

A palestrante também detalhou os canais disponibilizados pelo tribunal para o recebimento de manifestações, denúncias e feedbacks, incluindo formulários que permitem o envio de informações de forma sigilosa. Segundo ela, a confiança nos mecanismos institucionais depende do tratamento ético das informações recebidas e da garantia de acolhimento às pessoas envolvidas. Processo que deve ser transparente no instante em que surge a necessidade de uma denúncia.

Comunicação e relações no trabalho

Partindo dessa experiência, ampliou a discussão para desafios presentes no cotidiano das organizações. Um dos temas centrais sendo a comunicação não violenta, apresentada como uma ferramenta capaz de reduzir conflitos e fortalecer relações profissionais baseadas no respeito e na escuta.

2.jpegDurante a exposição, foram discutidas situações comuns no ambiente de trabalho que podem gerar desgastes interpessoais, além da importância da escuta ativa, da empatia e do diálogo respeitoso na resolução de divergências. Andréa também abordou os desafios dos conflitos geracionais, destacando como diferentes formas de compreender a comunicação, a hierarquia e as relações profissionais exigem disposição para o diálogo e para o reconhecimento das diferenças.

O assédio moral, portanto, se torna também um ponto de ruptura. Andréa destacou que esse tipo de violência nem sempre se manifesta de forma explícita, tanto para quem prática, quanto para as vítimas, podendo aparecer em práticas sutis e repetidas ao longo dos dias. Também foram apresentados exemplos de comportamentos discriminatórios e de condutas frequentemente naturalizadas no cotidiano, mas que podem representar violações à dignidade das pessoas.

Troca de experiências

WhatsApp Image 2026-06-03 at 15.42.02.jpegAo encerrar o encontro, o procurador da República Érico Gomes de Souza, procurador-chefe substituto e presidente da Comissão de Combate ao Assédio e à Discriminação do MPF em Alagoas, destacou que o enfrentamento ao assédio e à discriminação deve fazer parte da cultura institucional dos órgãos públicos e não se limitar à apuração de casos já ocorridos. Segundo ele, investir em prevenção, diálogo e conscientização é fundamental para garantir ambientes de trabalho mais respeitosos, seguros e compatíveis com os valores que orientam o serviço público.

Além do procurador da República Érico Gomes, participaram do evento servidores, estagiários, colaboradores e os membros Niedja Kaspary, Julia Cadete e Roberta Bomfim, procuradora-chefe do MPF.

A palestra também reforçou o compromisso do MPF em Alagoas com a promoção da dignidade humana e com a construção de um ambiente institucional pautado pelo respeito às diferenças, pela valorização das pessoas e pela prevenção de práticas que possam comprometer a saúde, o bem-estar e os direitos de seus integrantes.


Assessoria de Comunicação Social
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