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Geral

PGR participa de cerimônia de sanção da lei que cria Fundo Especial da Justiça Federal

Recursos serão destinados a melhorias na estrutura e modernização do sistema de Justiça; 9% irão para o Ministério Público da União

Data: 04/09/2026 • 17:52 Unidade: Procuradoria-Geral da República
Reunião oficial no Palácio do Planalto, presidida pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Os convidados estão em torno de uma mesa de conferência de madeira escura. Da esquerda para a direita estão, o presidente da República, o advogado-geral da União,
Jorge Messias e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que gesticula enquanto fala ao microfone. Ao fundo, as bandeiras do Brasil com o Brasão de Armas em evidência.

Foto: Leobark Rodrigues/MPF

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet Branco, participou, nesta sexta-feira (4), da cerimônia de sanção da lei que cria o Fundo Especial da Justiça Federal (Fejufe). O fundo deve destinar recursos arrecadados pelos tribunais, como valores pagos em custas judiciais e taxas cobradas em processos, para financiar a estrutura e modernização do Judiciário Federal. Parte dos valores serão destinados ao Ministério Público da União (MPU), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Defensoria Pública da União (DPU).

Em seu discurso, Paulo Gonet destacou que a criação do fundo é resultado de esforços conjuntos de entidades e instituições do sistema de Justiça. “Neste momento estamos celebrando a comunhão de entendimentos dos Três Poderes sobre a importância do eficiente e bem aparelhado funcionamento das instituições de controle e de proteção da ordem jurídica democrática e civilizada”, pontuou.

O PGR ressaltou ainda que a destinação dos recursos deve fortalecer a atuação do sistema de Justiça em todo o país “especialmente diante das evidências de uma criminalidade cada vez mais sofisticada”. Para Paulo Gonet, a criação do Fundo é um marco para a Justiça.

No mesmo sentido, o presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, reforçou a importância do fundo para promover o aprimoramento tecnológico das instituições no enfrentamento da crescente demanda e complexidade dos crimes. “Efetivamente estamos aqui celebrando o intento concretizado de levar a justiça mais longe e levar a justiça mais perto de quem mais precisa”, enfatizou. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2025, foram julgados cerca de 45 milhões de processos no Brasil.

Custas processuais – A norma também reformula os valores das custas em processos federais, que passam a ter valor progressivo conforme o valor da causa e outros parâmetros, respeitando ainda a população isenta das taxas. Ao defender a mudança, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão, explicou que as custas da Justiça Federal estavam congeladas há mais de duas décadas.

O ministro reiterou ainda que os recursos serão destinados a todo o sistema de Justiça. Segundo ele, a cada R$ 100 arrecadados pelos tribunais, serão destinados R$9 para o Ministério Público da União (MPU), R$6 para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e R$5 para a Defensoria Pública da União (DPU). “O Ministério Público ganha uma fonte permanente para a defesa da cidadania”, destacou o presidente do STJ.

Na ocasião, o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, sancionou o Projeto de lei 429/24, que cria o Fundo Especial da Justiça Federal (Fejufe) e o Fundo Especial do Superior Tribunal de Justiça (Festj). A nova legislação também atualiza a Lei nº 9.289/96, que define as custas da Justiça Federal.


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