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Direitos do Cidadão

MPF destaca importância da implementação do piso nacional do magistério para melhores resultados na educação no Brasil

Dezoito anos após edição da lei federal que trata do tema, um terço dos municípios ainda não cumprem a determinação

Data: 04/05/2026 • 15:15 Unidade: Procuradoria-Geral da República

Foto: Ministério Público Federal

A necessidade de avanço na implementação do piso nacional do magistério pelos municípios brasileiros e a importância de um monitoramento centralizado dessa política pública foram aspectos enfatizados pelo Ministério Público Federal (MPF) no “Seminário Internacional de Gestão Educacional: Desafios e Perspectivas para a Garantia do Direito à Educação”, realizado pelo Ministério da Educação (MEC) nos dias 28 e 29 de abril, em Brasília.

O evento reuniu especialistas brasileiros e estrangeiros para debater temas para debater temas como gestão educacional em sistemas federativos, instrumentos de fortalecimento do controle das políticas públicas e transformação digital na educação. O MPF foi representado pelo procurador da República Sérgio Pinel, coordenador da Comissão de Educação da Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos (1CCR) e do programa Ministério Público pela Educação (MPEduc).

Ao participar da mesa de abertura, o procurador ressaltou que, apesar de prevista na Constituição desde 2006 e regulamentada por lei federal desde 2008, a remuneração mínima nacional dos professores da rede pública ainda não é realidade na maioria dos municípios brasileiros.

“Há 15 anos, o Supremo Tribunal Federal declarou a constitucionalidade da Lei do Piso. Ainda assim, segundo o Anuário da Educação de 2025, cerca de um terço dos municípios não cumpre o piso nacional dos professores, e não há um monitoramento nacional estruturado dessa obrigação”, alertou Sérgio Pinel. Segundo ele, a efetivação dessa política é condição essencial para o avanço de outras iniciativas na educação pública brasileira e para a garantia do direito à educação de qualidade.

Boas práticas – O procurador também falou da sua experiência à frente do MPEduc, iniciativa implementada pelo MPF em parceria com os Ministérios Públicos estaduais desde 2014. Reformulado em 2023, o programa acompanha e fiscaliza a execução de políticas públicas de educação em municípios com até cem mil habitantes e baixos índices de desenvolvimento humano (IDH) e de educação básica (Ideb).

O projeto é executado em três etapas. Na primeira, o MPF coleta informações em visitas às escolas e às comunidades, por meio da realização de audiências públicas. Em seguida, são enviadas recomendações aos gestores locais para solução dos problemas mapeados. Na última fase, o projeto presta contas à comunidade, mostrando o que foi feito e o que ainda precisa de ajuste.

A inciativa conta com a participação de membros do Ministério Público, integrantes de conselhos sociais, gestores públicos e comunidade escolar. Segundo Pinel, o programa já alcançou milhares de comunidades e unidades escolares, promovendo reuniões, audiências públicas e recomendações aos gestores locais com vistas à melhoria das condições educacionais. “Nesses 12 anos como coordenador do MPEduc, pude constatar avanço em muitas políticas públicas de educação”, afirmou.

O procurador elogiou a atuação dos articuladores do MEC, responsáveis por fomentar o regime de colaboração entre União, Estados e Municípios na implementação de programas educacionais. Destacou, ainda, os resultados do novo Plano de Ações Articuladas (PAR) como ferramenta de planejamento e gestão.

Conheça mais sobre o MPEduc: https://mpeduc.mp.br/

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