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Me explica, MPF: como a imprensa protege a sociedade contra fake news?

No Dia da Imprensa, o MPF destaca a importância do jornalismo profissional

Data: 01/06/2026 • 15:24 Unidade: Procuradoria-Geral da República
Ilustração gráfica de divulgação da série “Me Explica, MPF” no contexto das eleições de 2026. Em fundo predominantemente roxo, aparece no canto superior direito o texto “Ministério Público nas Eleições 2026”. Abaixo, há um balão de conversa roxo com contorno verde contendo a frase “ME EXPLICA, MPF”. À esquerda, um grande bloco verde ocupa parte da imagem, atravessado por três linhas brancas onduladas que seguem em direção ao centro. No canto superior esquerdo, há formas geométricas nas cores da bandeira do Brasil.

Arte: Comunicação/MPF

Como a imprensa profissional ajuda você a não cair em fake news? O “Me explica, MPF” celebra o Dia da Imprensa, neste 1º de junho, destacando a importância do jornalismo profissional no combate à desinformação, principalmente, em ano eleitoral. Mesmo com o Ministério Público Federal (MPF) e outros segmentos da sociedade denunciando a prática, informações falsas circulam ainda mais nas eleições, principalmente nas redes sociais, e podem influenciar a decisão do eleitor e comprometer a democracia do país. 

A imprensa profissional tem papel importante nesse cenário porque trabalha com apuração, checagem de fatos e responsabilidade na divulgação das informações. Ao acompanhar veículos jornalísticos reconhecidos, o cidadão recebe conteúdos verificados e baseados em fontes oficiais.

Sabia que, mesmo quando os jornalistas erram, neste caso, não é desinformação? A grande diferença está na intenção. A mentira é criada para enganar a pessoa de alguma forma. Já o erro jornalístico não é intencional. Além disso, na imprensa, há espaço para correção da informação e transparência para informar às pessoas o que foi corrigido e qual erro foi cometido.

💡Portanto, sempre que receber uma notícia ou mensagem com um conteúdo duvidoso, procure a informação em sites de grandes veículos da imprensa e agências de checagem. 

Além disso, para evitar acreditar em mentiras, a recomendação é:

  • Desconfiar de mensagens alarmistas, que mexem com a sua emoção;
  • Não acreditar em informações que não citam a fonte;
  • Evitar compartilhar conteúdos sem confirmação, principalmente os que pedem compartilhamento urgente;
  • Buscar, ainda, se a informação foi verificada por agências de checagem.

💡 Você pode encontrar mais dicas para identificar uma desinformação no site Manda a Real. A página é uma iniciativa da Secretaria de Comunicação Social do MPF, que tem como objetivo divulgar de maneira simples e objetiva o que faz e como é estruturada a instituição, bem como dicas para identificar conteúdos falsos. 

Na prática

Recentemente, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do MPF, reconheceu o importante papel da imprensa para a democracia brasileira ao publicar uma nota técnica defendendo a ampliação do conceito de assédio judicial contra jornalistas. Segundo o documento, é preciso proteger a liberdade de imprensa e evitar o uso abusivo da Justiça para intimidar profissionais da comunicação. A nota também destaca que a defesa do jornalismo não deve ser confundida com a proteção de quem espalha desinformação ou notícias falsas.

Onde denunciar?

Para denunciar uma informação falsa sobre o processo eleitoral, é possível acionar o Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) ou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As denúncias podem resultar na retirada imediata do conteúdo e até na responsabilização judicial do autor e de quem compartilhou. 

🗣️ O MP Eleitoral recebe denúncias pelo MPF Serviços. Ao acessar a página, selecione “Denúncias e Pedidos de Informação". Basta ter uma conta gov.br, com classificação nível bronze, para acessar o sistema e fazer a representação.

🚨 O TSE também conta com o Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral (SIADE), que recebe denúncias de conteúdos falsos sobre candidaturas e partidos; fake news sobre a urna e o processo eleitoral; discursos de ódio e ataques à democracia e deepfakes sobre eleições. O sistema faz parte do Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (CIEDDE), que conta com a participação do MPF.

🧐 Não esqueça de fornecer todos os detalhes, documentos, prints e links referentes à desinformação detectada. O contato da pessoa ou o link do perfil que compartilhou também é essencial para a identificação. 

Me explica, MPF!

A série “Me explica, MPF!” aborda perguntas frequentes sobre o Ministério Público brasileiro, que inclui o MPU e os 26 ministérios públicos estaduais. Toda segunda-feira, um novo tema será publicado no portal do MPF.


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