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Me explica, MPF: como a imprensa protege a sociedade contra fake news?
No Dia da Imprensa, o MPF destaca a importância do jornalismo profissional
Arte: Comunicação/MPF
Como a imprensa profissional ajuda você a não cair em fake news? O “Me explica, MPF” celebra o Dia da Imprensa, neste 1º de junho, destacando a importância do jornalismo profissional no combate à desinformação, principalmente, em ano eleitoral. Mesmo com o Ministério Público Federal (MPF) e outros segmentos da sociedade denunciando a prática, informações falsas circulam ainda mais nas eleições, principalmente nas redes sociais, e podem influenciar a decisão do eleitor e comprometer a democracia do país.
A imprensa profissional tem papel importante nesse cenário porque trabalha com apuração, checagem de fatos e responsabilidade na divulgação das informações. Ao acompanhar veículos jornalísticos reconhecidos, o cidadão recebe conteúdos verificados e baseados em fontes oficiais.
❌ Sabia que, mesmo quando os jornalistas erram, neste caso, não é desinformação? A grande diferença está na intenção. A mentira é criada para enganar a pessoa de alguma forma. Já o erro jornalístico não é intencional. Além disso, na imprensa, há espaço para correção da informação e transparência para informar às pessoas o que foi corrigido e qual erro foi cometido.
💡Portanto, sempre que receber uma notícia ou mensagem com um conteúdo duvidoso, procure a informação em sites de grandes veículos da imprensa e agências de checagem.
Além disso, para evitar acreditar em mentiras, a recomendação é:
- Desconfiar de mensagens alarmistas, que mexem com a sua emoção;
- Não acreditar em informações que não citam a fonte;
- Evitar compartilhar conteúdos sem confirmação, principalmente os que pedem compartilhamento urgente;
- Buscar, ainda, se a informação foi verificada por agências de checagem.
💡 Você pode encontrar mais dicas para identificar uma desinformação no site Manda a Real. A página é uma iniciativa da Secretaria de Comunicação Social do MPF, que tem como objetivo divulgar de maneira simples e objetiva o que faz e como é estruturada a instituição, bem como dicas para identificar conteúdos falsos.
Na prática
Recentemente, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do MPF, reconheceu o importante papel da imprensa para a democracia brasileira ao publicar uma nota técnica defendendo a ampliação do conceito de assédio judicial contra jornalistas. Segundo o documento, é preciso proteger a liberdade de imprensa e evitar o uso abusivo da Justiça para intimidar profissionais da comunicação. A nota também destaca que a defesa do jornalismo não deve ser confundida com a proteção de quem espalha desinformação ou notícias falsas.
Onde denunciar?
Para denunciar uma informação falsa sobre o processo eleitoral, é possível acionar o Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) ou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As denúncias podem resultar na retirada imediata do conteúdo e até na responsabilização judicial do autor e de quem compartilhou.
🗣️ O MP Eleitoral recebe denúncias pelo MPF Serviços. Ao acessar a página, selecione “Denúncias e Pedidos de Informação". Basta ter uma conta gov.br, com classificação nível bronze, para acessar o sistema e fazer a representação.
🚨 O TSE também conta com o Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral (SIADE), que recebe denúncias de conteúdos falsos sobre candidaturas e partidos; fake news sobre a urna e o processo eleitoral; discursos de ódio e ataques à democracia e deepfakes sobre eleições. O sistema faz parte do Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (CIEDDE), que conta com a participação do MPF.
🧐 Não esqueça de fornecer todos os detalhes, documentos, prints e links referentes à desinformação detectada. O contato da pessoa ou o link do perfil que compartilhou também é essencial para a identificação.
Me explica, MPF!
A série “Me explica, MPF!” aborda perguntas frequentes sobre o Ministério Público brasileiro, que inclui o MPU e os 26 ministérios públicos estaduais. Toda segunda-feira, um novo tema será publicado no portal do MPF.
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