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Eleitoral

Dia Internacional da Checagem de Fatos: conheça o trabalho do MPF no combate à desinformação nas Eleições 2026

Iniciativas incluem grupo de trabalho sobre desinformação e interferência cibernética nas eleições, além de projeto de conscientização sobre a importância de checar informações

Data: 02/04/2026 • 10:00 Unidade: Procuradoria-Geral da República
Logo do projeto Manda a Real

Imagem ilustrativa Canva

O combate à desinformação é uma das prioridades do Ministério Público Federal (MPF) em 2026, ano em que milhões de brasileiros irão às urnas para escolher os ocupantes das cadeiras de presidente da República, senadores, governadores, deputados federais, estaduais e distritais. A importância atribuída ao tema se justifica: as notícias falsas que circulam rapidamente pela internet, em quantidades cada vez maiores e impulsionadas pela inteligência artificial, têm o potencial de alterar os rumos das eleições, limitar a liberdade de escolha do eleitor e ameaçar diretamente a democracia.

Para coordenar esse trabalho e prestar apoio aos procuradores e promotores eleitorais que fiscalizam as eleições deste ano, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e a Câmara Criminal do Ministério Público Federal (2CCR) criaram o Grupo de Trabalho sobre Desinformação na Internet, Interferência Cibernética na Democracia e Influência nas Eleições. Composto por quatro procuradores e procuradoras, o GT vai promover capacitações e orientar os integrantes do MP Eleitoral sobre medidas para identificar o uso irregular de inteligência artificial, capturar e preservar provas digitais, no intuito de evitar abusos e o descumprimento da legislação.

Criado no fim do ano passado, o GT vai realizar ao longo de 2026 diversas ações em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS/Rio), entidade sem fins lucrativos que discute as dimensões legais, sociais, econômicas e culturais da tecnologia com o objetivo de promover melhores práticas de regulação. A parceria já funcionou nas eleições de 2020, 2022 e 2024, com capacitações sobre tecnologia, desinformação e ataques digitais em contexto eleitoral realizadas para membros do Ministério Público Eleitoral (promotores e procuradores) e servidores que atuam na área, com um total de 737 participantes.

Para este ano, está previsto um novo curso para maio, que vai abordar, entre outros temas, o uso de ferramenta para transformar provas digitais - como prints de WhatsApp, e-mails, vídeos ou posts de redes sociais - em documentos com validade jurídica. O objetivo é preservar a autenticidade e integridade do material coletado, de forma que ele não seja contestado ou invalidado em ações judiciais.

Monitoramento - Além disso, a parceria vai permitir que o MP Eleitoral acompanhe de perto os estudos realizados pelos pesquisadores do instituto com ferramentas de inteligência artificial (IA). Um deles vai testar as principais ferramentas de inteligência artificial usadas no Brasil, para saber se elas recomendam voto, de que forma apresentam os candidatos, se fazem ou não o ranqueamento deles ou se indicam o melhor candidato a partir de parâmetros relacionados a temas como saúde, educação, segurança pública e outras.

As informações podem subsidiar o trabalho do MPF na identificação de possíveis irregularidades e eventuais recomendações às plataformas. A nova Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe que plataformas de IA forneçam recomendação de candidatos, mesmo que seja solicitado pelo usuário. O objetivo é impedir a interferência de algoritmos no processo de escolha do eleitor.

A ideia é que o ITS também alerte o GT sobre conteúdos com desinformação na internet relacionados às campanhas e ao processo eleitoral, para auxiliar em apurações e na atuação judicial. “Quando conteúdos falsos ou manipulados circulam sem controle, há um risco real de comprometimento da liberdade de escolha do eleitor. Por isso, o MPF tem atuado de forma estratégica, combinando capacitação técnica e cooperação institucional para identificar irregularidades e assegurar que o debate público se baseie em informações verdadeiras”, conclui a coordenadora do grupo, Neide Cardoso.

Manda a Real - Em paralelo, o MPF desenvolve, por meio da Secretaria de Comunicação Social, o projeto Manda a Real, que busca conscientizar a sociedade sobre a importância de checar informações antes de compartilhar para evitar a disseminação de conteúdos falsos ou tirados de contexto.

A ideia é sensibilizar a população sobre os efeitos nocivos da desinformação para a democracia e para o acesso aos direitos individuais e coletivos. Uma página na internet oferece informações sobre a atuação da instituição, em linguagem simples e acessível, dicas para reconhecer um conteúdo enganoso na internet, como denunciá-lo ao MPF e às plataformas de redes sociais.

Mobilização - O Dia Internacional de Checagem de Fatos é celebrado em 2 de abril, no dia seguinte ao Dia da Mentira. O objetivo é conscientizar sobre a importância de checar informações antes de compartilhar, para combater a propagação de notícias falsas. Também é uma forma de alertar sobre os perigos da desinformação para a democracia.

Secretaria de Comunicação Social
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