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Eleitoral

30 anos da urna: a votação eletrônica é segura e pode ser fiscalizada

Descubra curiosidades sobre o sistema usado nas eleições brasileiras, como ele evita fraudes e de que forma o MP Eleitoral fiscaliza

Data: 19/05/2026 • 13:49 Unidade: Procuradoria-Geral da República
Foto em detalhe de uma pessoa apertando a tecla confirma da urna eletrônica

Arte: Comunicação/MPF

Votos em papel que apareciam nas urnas antes do início da votação. Urnas de lona que sumiam no transporte ou eram trocadas por outras com votos diferentes, no final do dia. São apenas alguns exemplos de fraudes que eram comuns, quando a escolha dos representantes brasileiros era feita em cédulas de papel. A contagem era lenta e a fiscalização precária, como conta o ex-procurador regional eleitoral do Rio de Janeiro Alcir Molina.

Ele participou da fiscalização das eleições de 1994, no Rio de Janeiro. Foram tantas urnas violadas ou adulteradas, que o Ministério Público (MP) Eleitoral pediu à Justiça que anulasse a eleição daquele ano no estado. 

Essa e outras curiosidades sobre a evolução do nosso sistema de votação, você pode conferir no programa especial Direito de Todos sobre os 30 anos da urna eletrônica. Nele, o ouvinte vai descobrir, por exemplo, como eram as eleições na época do império, quando bolas de cera foram usadas para a escolha dos representantes, em cerimônias dentro de igrejas.

🔍 O Ministério Público segue fiscalizando a votação?

Mesmo com o avanço tecnológico, o MP Eleitoral permanece atento ao trabalho de fiscalização. Os procuradores e promotores eleitorais acompanham todas as etapas de auditoria nas urnas eletrônicas e nos sistemas de apuração usados nas eleições. 

Isso inclui a análise dos códigos-fonte (conjunto de instruções que orientam o funcionamento dos sistemas eleitorais), a geração de mídias com os sistemas, a preparação das urnas, a transmissão dos dados e a apuração. 

No dia da eleição, o Ministério Público participa da conferência da zerésima – relatório emitido antes do início da votação em cada urna eletrônica em que deve constar votação zerada a todos os candidatos. Também acompanha o sorteio das urnas que serão usadas na votação paralela, mais uma fase de auditoria nos sistemas. 

Na semana passada, a Comissão Avaliadora do Teste Público de Segurança 2025, que possui integrantes do Ministério Público, acompanhou o evento aberto para testar todas as correções aplicadas nos sistemas de votação e apuração. Os ajustes foram propostos por especialistas e entidades fiscalizadoras durante o Teste Público de Segurança da Urna, realizado no ano passado, para aprimorar a ferramenta.

🖥️ E o sistema não pode ser alterado ou invadido?

No mês de setembro, o TSE vai realizar a cerimônia de lacração, momento em que as mídias originais contendo os softwares de votação e apuração para a disputa deste ano serão atestados pelo MP Eleitoral e outras entidades fiscalizadoras, assinados e guardados.

Após a lacração, os sistemas não podem mais ser alterados. Isso porque a assinatura digital conecta o arquivo de origem à assinatura daquelas autoridades fiscalizadoras que participaram da cerimônia, incluindo a do MP Eleitoral. 

Dessa forma, se houver qualquer alteração nas mídias, as assinaturas não poderão ser mais verificadas ou validadas. Além disso, as urnas não são conectadas à internet, o que evita interferências externas no sistema. 

Partidos políticos, federações e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil também podem acompanhar todos esses procedimentos, incluindo os trabalhos de transmissão e totalização dos resultados. O objetivo da fiscalização é garantir a segurança do processo, para que o resultado reflita a vontade dos eleitores.

Confira outros tipos de fraude que a urna eletrônica eliminou

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