Patrimônio Cultural
MPF visita igrejas históricas de Mogi das Cruzes (SP) para verificar estado de preservação
Templos carmelitas integram conjunto arquitetônico e artístico raro do período barroco em SP; laudos chegaram a apontar risco de desabamento
Foto: MPF
O Ministério Público Federal (MPF) concluiu a série de visitas técnicas a igrejas históricas em Mogi das Cruzes e Guararema (SP) para verificar as condições de preservação dos imóveis. Nesta quarta-feira, 20 de maio, o MPF fez a vistoria das Igrejas da Ordem Primeira e da Ordem Terceira do Carmo, em Mogi. Erguidos nos séculos XVII e XVIII, os templos são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e constituem um conjunto arquitetônico emblemático do período colonial.
As igrejas estão localizadas no centro do município. Trabalhos de restauração estão em andamento nos dois imóveis, após levantamentos técnicos apontarem risco de desabamento das estruturas.
Apesar de unidos internamente por um corredor, os templos têm 150 anos de diferença. A Igreja da Ordem Primeira data de 1633. Já a da Ordem Terceira, voltada aos leigos que se dedicam à devoção carmelita, foi concluída em 1780. Ambas possuem elementos artísticos e decorativos característicos do barroco brasileiro, como entalhes e pinturas no forro, com rara riqueza para imóveis do período no estado de São Paulo.
A inspeção integra as providências que o MPF vem adotando no âmbito de um procedimento administrativo para acompanhar a averbação dos atos de tombamento de três igrejas nos Cartórios de Registros de Imóveis das duas cidades. As medidas pretendem garantir a segurança jurídica e a preservação dos bens a partir da atualização e da regularização dos registros. As vistorias tiveram início no dia 6 de maio, quando o Ministério Público Federal esteve na Igreja de Nossa Senhora da Escada, em Guararema.
As atividades desta quarta foram conduzidas pelo procurador da República Guilherme Rocha Göpfert, que verificou de perto as condições internas e externas dos templos e as ações de restauração em curso. Ele esteve acompanhado de representantes da comunidade religiosa, do Iphan e de outros órgãos públicos vinculados à preservação do patrimônio histórico.
“A atuação preventiva na conservação do patrimônio histórico nacional é fundamental. O Estado não pode permitir que monumentos de mais de 400 anos simplesmente desabem por falta de manutenção, tendo laudo técnico apontado esse risco. Essas igrejas e toda a arte contida nelas fazem parte da formação da sociedade brasileira e nos conferem a identidade de quem somos hoje. E o MPF está atento e atuante na defesa desse patrimônio histórico nacional”, afirmou Göpfert.




Ministério Público Federal (MPF)
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