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Direitos do Cidadão

FPAI repudia falas preconceituosas de ex-secretário de Esporte de São Caetano do Sul (SP)

Fórum sob coordenação do MPF condena declarações capacitistas de Mauro Chekin, que se referiu à inclusão pelo esporte como “problema”

Data: 12/05/2026 • 14:56 Unidade: Procuradoria da República em São Paulo
A imagem mostra, em primeiro plano e de forma aproximada, um atleta sentado em uma cadeira de rodas esportiva, segurando uma bola de basquete. A foto foi tirada de um ângulo baixo, focando da cintura para baixo do atleta e em sua mão direita, o que destaca a ação e o equipamento.

Imagem: Canva

O Fórum Paulista para Acessibilidade e Inclusão de Pessoas com Deficiência (FPAI) emitiu uma nota de repúdio a declarações de cunho capacitista proferidas pelo ex-secretário de Esporte, Lazer e Juventude de São Caetano do Sul (SP) Mauro Chekin. Em audiência na Câmara de Vereadores da cidade no dia 29 de abril, Chekin, ainda à frente da pasta municipal, referiu-se à inclusão por meio do esporte como um “problema”.

O FPAI destaca que a fala preconceituosa do agora ex-secretário atenta gravemente contra valores da Constituição e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015). Segundo a nota, o pronunciamento de Chekin revela insensibilidade e ignorância e vai contra o dever do Poder Público de garantir oportunidades no esporte a todos os cidadãos.

“Torna-se ainda mais inadmissível que tais declarações partam de gestor de uma cidade como São Caetano do Sul, que possui sua história vinculada ao Movimento Paralímpico nacional, tendo sido polo de treinamento de Seleções Brasileiras e moradia de diversos atletas”, ressalta o texto.

“O que deve acabar não é a busca pela inclusão, mas sim o capacitismo e as barreiras atitudinais de quem deveria promover os direitos de uma das populações mais vulneráveis do país”, conclui o FPAI.

A nota é assinada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto em São Paulo, José Rubens Plates, que representa o Ministério Público Federal (MPF) no Fórum. Além do MPF, que coordena o FPAI, integram a iniciativa outras 27 instituições públicas e entidades sociais que somam esforços pela defesa dos direitos de pessoas com deficiência no estado de São Paulo.

Leia a íntegra da nota de repúdio