Meio Ambiente
Junho Ambiental: MPF sediará evento sobre justiça climática e o papel de comunidades tradicionais na preservação dos biomas
Encontro "Enquanto a Mata Respira" será realizado em 12 de junho, reunindo órgãos públicos, especialistas e sociedade civil para debater o futuro da Caatinga e da Mata Atlântica em Sergipe
Imagem: Comunicação MPF
O Ministério Público Federal sediará, em 12 de junho, o evento "Enquanto a Mata Respira: Povos Tradicionais e o Futuro dos Biomas Sergipanos". O encontro ocorrerá no auditório da sede da instituição, em Aracaju, das 08h30 às 14 horas, com o objetivo de debater a proteção territorial, a justiça climática e a conservação ambiental sob a perspectiva das populações nativas.
A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), busca otimizar a articulação entre órgãos públicos, universidades, movimentos sociais e comunidades tradicionais. O foco principal é debater a coordenação de políticas públicas e a troca de saberes para enfrentar os desafios ecológicos contemporâneos enfrentados pelo estado.
Desafios ambientais em Sergipe - O debate ganha relevância diante das pressões ambientais observadas nos dois principais biomas de Sergipe: a Caatinga e a Mata Atlântica. Ambos sofrem impactos decorrentes da expansão urbana desordenada, da fragmentação florestal e dos efeitos práticos das mudanças climáticas, como os processos de desertificação no semiárido e a degradação de manguezais e restingas na faixa litorânea.
Para mitigar esses impactos, debates institucionais e estudos científicos apontam a relevância das práticas de manejo promovidas por povos tradicionais. Em Sergipe, a atuação de povos indígenas, como os Xokós, Kaxagós e Fulkaxós, e de comunidades quilombolas, a exemplo do Mocambo, contribui historicamente para a preservação de recursos hídricos, sementes crioulas e da cobertura vegetal nativa por meio de práticas agrícolas sustentáveis.
Dados de preservação florestal - A eficiência das comunidades tradicionais na conservação do meio ambiente é respaldada por dados oficiais. Levantamentos da plataforma MapBiomas indicam que as terras sob gestão de povos tradicionais e quilombolas estão entre as áreas mais preservadas do país. Entre os anos de 1985 e 2022, a perda de vegetação nativa nesses territórios foi de 4,7%, índice consideravelmente inferior ao registrado em propriedades privadas no mesmo período.
Em territórios quilombolas com titulação devidamente regularizada, o índice de supressão vegetal foi ainda menor, limitando-se a 3,2%. Os dados demonstram a correlação direta entre a garantia de direitos territoriais e o sucesso na manutenção do equilíbrio ecológico e na proteção florestal.
Os cidadãos, pesquisadores e representantes de entidades civis interessados em participar do encontro podem obter informações detalhadas sobre a programação e procedimentos de inscrição pelo e-mail prse-gabinete1otc@mpf.mp.br ou telefone (79) 98107-3880.
"Enquanto a Mata Respira: Povos Tradicionais e o Futuro dos Biomas Sergipanos"
Data: 12 de junho de 2026
Horário: 08h30 às 14h
Local: Auditório do MPF/SE (Aracaju)
Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal em Sergipe
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