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Meio Ambiente

MPF inspeciona estação de tratamento de esgoto para Cidreira e Balneário Pinhal (RS)

Visita técnica integra cumprimento de sentença em ação do MPF para universalizar saneamento básico no litoral norte e garantir a balneabilidade do mar

Data: 14/04/2026 • 13:22 Unidade: Procuradoria da República no Rio Grande do Sul
Um grupo de pessoas usando capacetes de segurança realiza uma inspeção técnica em uma estação de tratamento de efluentes (ETE). Em primeiro plano, os visitantes observam as instalações, que incluem tanques cilíndricos brancos, passarelas metálicas amarelas e grandes tubulações inclinadas para o transporte de resíduos. O ambiente é externo, sob um céu nublado, com pavimentação de blocos intertravados e gramado ao redor das estruturas.

Fotos: MPF

O Ministério Público Federal (MPF) participou, em 24 de março, de inspeção judicial na nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Compacta em Cidreira (RS). A atividade faz parte do cumprimento de sentença de ação civil pública proposta pelo MPF para exigir do município de Balneário Pinhal e da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) a implementação de sistema de esgotamento sanitário adequado para impedir a poluição ambiental.

A inspeção foi acompanhada pelo procurador da República Cláudio Terre do Amaral e pela juíza federal Maria Isabel Klein, da 9ª Vara Federal do RS, além do vice-prefeito de Cidreira e de outras autoridades e especialistas da área ambiental.

Técnicos da Corsan guiaram a visita e informaram que o projeto prevê a unificação dos sistemas de Cidreira e Balneário Pinhal (RS), direcionando os efluentes para a ETE inspecionada. A unidade será ampliada até 2030, com metas de cobertura de 35% até 2028 e 90% até 2033. Os efluentes tratados serão lançados no Rio Palmares/Capivari.

Dois cones de sedimentação (cones Imhoff) posicionados lado a lado em uma base de concreto, comparando amostras de água de uma estação de tratamento. O cone à esquerda contém um líquido escuro e denso, enquanto o cone à direita apresenta um líquido claro e límpido. Ao fundo, um grupo de profissionais com capacetes brancos observa e fotografa o experimento. No canto esquerdo, parte do braço de um técnico em jaleco branco e luvas azuis manipula béqueres de laboratório.

A Corsan explicou aos visitantes o funcionamento dos módulos que compõem a ETE, desde o recebimento do esgoto bruto até a saída final do efluente tratado e devidamente submetido a processo de desinfecção, que é direcionado às bacias de infiltração com consequente absorção pelo lençol freático. Todo o sistema é automatizado, o que dá segurança operacional à unidade.

Os especialistas salientaram que, devido ao mau uso da rede de esgoto, muito lixo ainda chega às estações de tratamento. Há uma campanha educativa chamada 'De Olho no Óleo', para alertar a população sobre os riscos de se lançar óleo indiscriminadamente na rede de esgoto.

Atuação em duas frentes – O MPF atua no caso no âmbito judicial e também extrajudicial, sendo a primeira frente o acompanhamento do cumprimento de sentença, proferida em junho de 2021, que foca na implementação do sistema público de esgoto e na execução de um plano de fiscalização pelo município para controlar lançamentos irregulares e monitorar a qualidade das águas.

Na frente extrajudicial, após a sentença, as partes firmaram um termo de ajustamento de conduta (TAC) para acompanhar obrigações específicas, como a proibição de o município de Balneário Pinhal emitir ‘habite-se’ em áreas sem esgoto e o compromisso de não alterar o Plano Diretor sem compatibilização com a infraestrutura sanitária.

Contexto regional – Segundo a sentença, o monitoramento revela níveis significativos de coliformes fecais no mar do litoral norte gaúcho devido à falta de tratamento. Além de Balneário Pinhal, o MPF monitora a situação em outros sete municípios da região (Imbé, Torres, Capão da Canoa, Cidreira, Xangri-lá, Osório e Tramandaí) por meio de ações civis públicas específicas.

Ação Civil Pública nº 5047499-87.2017.4.04.7100

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