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Criminal

A pedido do MPF, Justiça determina bloqueio de mais de R$ 47,9 milhões de investigados na Operação Pragas do Egito

Medida abrange contas bancárias, imóveis e veículos. Objetivo é garantir a eventual reparação dos danos aos cofres públicos

Data: 17/04/2026 • 19:24 Unidade: Procuradoria da República em Goiás
A imagem apresenta uma composição clássica e profissional que remete ao universo jurídico e à justiça. Abaixo, detalho os principais elementos da cena:

Elementos em Primeiro Plano
Martelo (Gavel): Um martelo de madeira escura com detalhes em metal dourado repousa sobre sua base circular. Ele é o ponto focal da imagem, simbolizando autoridade, ordem e o veredito final.

Escritório: A superfície da mesa é branca e limpa, sugerindo um ambiente organizado e sério.

Elementos em Segundo Plano
Balança da Justiça: À esquerda, observa-se uma balança dourada, símbolo universal da equidade e do equilíbrio nas decisões judiciais.

Figura Humana: Ao fundo, de forma desfocada (efeito bokeh), vê-se um homem vestindo um traje formal (paletó escuro, camisa clara e gravata). Ele parece estar manuseando documentos ou lendo um processo, reforçando a ideia de trabalho jurídico diligente.

Papelada: Sobre a mesa, há uma prancheta com papéis e uma caneta, indicando a preparação de documentos legais.

O Ministério Público Federal (MPF) obteve na Justiça o bloqueio de mais de R$ 47,9 milhões em bens móveis, imóveis e valores financeiros de pessoas físicas e jurídicas investigadas na Operação Pragas do Egito, deflagrada no último dia 15. O objetivo da medida é assegurar a eventual reparação de danos causados aos cofres públicos, caso as suspeitas de desvios sejam confirmadas ao final do processo criminal.

Conduzida pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF em Goiás, em parceria com a Polícia Federal (PF) e apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), a operação investiga a gestão de unidades de saúde pelo Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), organização social financiada com verbas federais do Sistema Único de Saúde (SUS).

As apurações indicam a possível prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de organização criminosa. Há indícios de que o esquema operava por meio de direcionamento e superfaturamento de contratos, utilizando empresas de fachada, além de quarteirização de serviços e dissimulação da origem dos valores repassados.

As medidas foram mantidas sob sigilo inicial por determinação da Justiça Federal para garantir a eficácia dos bloqueios e evitar a possível dilapidação do patrimônio pelos investigados antes do cumprimento das ordens judiciais. Após a efetivação das restrições nos sistemas bancários e de registros, o juiz determinou o levantamento do sigilo do processo.

Com a decisão, os investigados ficam impedidos de vender ou transferir os bens até o limite do valor bloqueado pela Justiça para cada um, de acordo com a suposta participação no esquema criminoso.

Processo 1053638-62.2025.4.01.3500

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