Criminal
A pedido do MPF, Justiça determina bloqueio de mais de R$ 47,9 milhões de investigados na Operação Pragas do Egito
Medida abrange contas bancárias, imóveis e veículos. Objetivo é garantir a eventual reparação dos danos aos cofres públicos
O Ministério Público Federal (MPF) obteve na Justiça o bloqueio de mais de R$ 47,9 milhões em bens móveis, imóveis e valores financeiros de pessoas físicas e jurídicas investigadas na Operação Pragas do Egito, deflagrada no último dia 15. O objetivo da medida é assegurar a eventual reparação de danos causados aos cofres públicos, caso as suspeitas de desvios sejam confirmadas ao final do processo criminal.
Conduzida pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF em Goiás, em parceria com a Polícia Federal (PF) e apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), a operação investiga a gestão de unidades de saúde pelo Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), organização social financiada com verbas federais do Sistema Único de Saúde (SUS).
As apurações indicam a possível prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de organização criminosa. Há indícios de que o esquema operava por meio de direcionamento e superfaturamento de contratos, utilizando empresas de fachada, além de quarteirização de serviços e dissimulação da origem dos valores repassados.
As medidas foram mantidas sob sigilo inicial por determinação da Justiça Federal para garantir a eficácia dos bloqueios e evitar a possível dilapidação do patrimônio pelos investigados antes do cumprimento das ordens judiciais. Após a efetivação das restrições nos sistemas bancários e de registros, o juiz determinou o levantamento do sigilo do processo.
Com a decisão, os investigados ficam impedidos de vender ou transferir os bens até o limite do valor bloqueado pela Justiça para cada um, de acordo com a suposta participação no esquema criminoso.
Processo 1053638-62.2025.4.01.3500
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