Geral
MPF participa da inauguração do Banco Vermelho no TRT-BA
Procuradora Ludmilla Vieira prestigiou o evento e destacou a importância do enfrentamento à violência contra a mulher
O Ministério Público Federal (MPF) participou, no dia 11 de março, da inauguração do Banco Vermelho na sede do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), em Salvador. A iniciativa integra uma mobilização de conscientização sobre a violência contra a mulher e tem como objetivo estimular a reflexão da sociedade sobre o tema.
A cerimônia contou com a participação de magistrados, servidores e representantes de instituições públicas, e foi conduzida pela presidente do TRT-BA, a desembargadora Ivana Magaldi, que destacou que o Banco Vermelho representa a luta permanente das mulheres por igualdade, segurança e justiça. Segundo a magistrada, a proposta é que quem passe pelo local “se sente, reflita, levante-se e aja”, transformando o gesto simbólico em compromisso coletivo. A presidente ressaltou ainda que “o TRT-BA não é apenas um órgão julgador; é também um agente ativo de acolhimento”. Na visão da presidente, a cor vermelha lembra as ausências provocadas pela violência, mas também carrega o significado de amor e de esperança.
Representando o MPF, a procuradora da República, Ludmilla Vieira, afirmou que a presença de uma mulher na presidência do TRT-BA tem significado simbólico. "Espero que o Banco Vermelho provoque reflexão não apenas sobre os casos mais extremos de violência, mas também sobre situações de desrespeito presentes no cotidiano. Que sirva de exemplo também para homens”, apontou, ao lembrar que muitas formas de violência aparecem em atitudes naturalizadas nas relações familiares e profissionais.
A procuradora também mencionou que o MPF na Bahia pretende inaugurar um Banco Vermelho em sua sede no mês de agosto, durante a campanha Agosto Lilás, que em 2026 marcará os 20 anos da Lei Maria da Penha.
Pintado de vermelho, o banco funciona como memorial às vítimas e como um convite à reflexão sobre uma realidade que muitas vezes permanece invisível. Uma placa afixada no assento reforça o significado da iniciativa ao trazer a mensagem: “Neste banco, poderia estar uma mulher exercendo sua cidadania, mas foi vítima de feminicídio”. A instalação também chama atenção para a necessidade de mobilização coletiva diante da violência de gênero e divulga canais de ajuda e denúncia, como o Ligue 180, além dos números 100, 181 e 190.
Para mais informações, acesse o site do TRT5.