Geral
MPF marca presença na inauguração do Banco Vermelho na Defensoria Pública da Bahia
Procuradora Melina Flores prestigiou o evento que reforça a mobilização contra a violência de gênero
O Ministério Público Federal (MPF) participou, no dia 14 de abril, da inauguração do Banco Vermelho na Defensoria Pública da Bahia (DPE/BA). A procuradora da República Melina Flores prestigiou a instalação do equipamento representando a chefia do órgão. O evento foi realizado na sede da instituição, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, e chama a atenção da sociedade para a urgência do combate à violência de gênero.
Segundo Melina, o evento destaca o papel essencial de todos os órgãos públicos no combate à violência contra a mulher. “Foi uma honra representar o MPF nesta solenidade. A instalação do Banco Vermelho na Defensoria Pública simboliza um marco importante, especialmente em um local que acolhe tantas mulheres diariamente”, afirmou.
A cerimônia reuniu membros de diversas instituições e da rede de proteção à mulher, além de defensores(as) e servidores(as) da Defensoria. Durante o ato, a defensora pública geral, Camila Canário, ressaltou que “o Banco Vermelho, que hoje passa a ocupar este espaço da Defensoria Pública, não é um objeto decorativo: é um símbolo vivo. De denúncia, de memória e, sobretudo, de compromisso. Representa as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência de gênero. Este banco também nos provoca. Ele nos obriga a não desviar o olhar. A não naturalizar a violência. A não aceitar que o feminicídio seja mais um número, mais uma estatística fria”.
Além do ato inaugural, a cerimônia distribuiu balões brancos para que fossem soltos aos céus e representassem a paz e a promessa de manter viva a memória das mulheres que partiram vítimas de feminicídio. Também foi feito um minuto de silêncio para honrar estas vidas.
Em março deste ano, o MPF também esteve presente na inauguração do Banco Vermelho do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), em Salvador, sendo representado pela procuradora da República Ludmilla Vieira.
Pintado de vermelho, o banco funciona como memorial às vítimas e como um convite à reflexão sobre uma realidade que muitas vezes permanece invisível. A instalação também chama atenção para a necessidade de mobilização coletiva diante da violência de gênero e divulga canais de ajuda e denúncia, como o Ligue 180, além dos números 100, 181 e 190.
Com informações da Defensoria Pública da Bahia.