Apresentação
O mês de setembro de 1987 foi marcado pela tragédia ocorrida em Goiânia, com a violação da cápsula contendo o "pó azul" do Césio 137. O acidente, sem precedentes no mundo, vitimou centenas de pessoas, dissolveu lares com a morte de uns e comprometeu a qualidade de vida de tantos outros, seja em razão da radiação e contaminação em si, seja pela discriminação social e pelo medo de desenvolver doenças. Nesse grupo de pessoas estão, em especial, aquelas que tiveram contato direto com o Césio 137, os familiares que conviveram com as vítimas imediatas e os profissionais que atuaram na guarda e limpeza dos locais contaminados, na remoção do lixo radioativo e no auxílio às primeiras vítimas.
Para marcar os 30 anos do acidente, o Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) lança esta página, neste 13 de setembro de 2017, com informações sobre a sua atuação para responsabilizar os culpados pela tragédia e proteger as vítimas e a sociedade goiana.
Com o slogan “Césio 137: 30 anos do acidente em Goiânia – Memórias e reflexões”, o MPF/GO pretende, aqui, deixar registrado para os usuários da internet, de forma unificada, informações oficiais sobre a sua atuação judicial e extrajudicial. Para isso, está disponibilizando as principais peças processuais referentes às quatro ações civis públicas (ACPs) ajuizadas e à ação penal proposta. Além disso, vídeos, galerias de fotos e a linha do tempo sobre o acidente também podem ser conferidos.
Atualização – Para que as informações aqui disponibilizadas não fiquem defasadas, o MPF/GO se compromete a manter esta página constantemente atualizada, com a divulgação de sua atuação sobre o caso, bem como das decisões judiciais ainda pendentes ou que venham a ser proferidas.
O Césio – É um elemento químico representado pelo símbolo Cs. Foi descoberto em 1860 pelos cientistas Kiirchoff e Busen. O termo Césio vem do latim caesius, que significa “céu azul”, visto que seus compostos emitem uma luminosidade de coloração azul, cristalina e fascinante. É comumente usado em equipamentos de radiografia e em irradiações terapêuticas. Quando desintegrado, passa a emitir radiações ionizantes, nocivas ao ser humano.