Alimentação tradicional nas escolas
Intimamente ligada à vida dos povos indígenas e comunidades tradicionais, a alimentação é um importante componente da relação desses grupos sociais com a natureza, fazendo parte de seu imaginário coletivo, de suas histórias e suas origens. Nesse sentido, é considerada elemento integrante do patrimônio cultural imaterial desses povos.
A compra direta, pelo poder público, de gêneros alimentícios produzidos em comunidades indígenas e tradicionais para abastecer as escolas traz muitos benefícios:
- Gera renda para povos e comunidades, contribuindo para o sustento dos modos de vida e da cultura tradicional;
- Garante mercado para pequenos produtores, permitindo inclusive ampliação da produção;
- Assegura alimentação mais fresca e variada para os alunos, com itens orgânicos e produzidos de forma sustentável, de acordo com a cultura alimentar e tradições de cada povo;
- Diminui ou até elimina o uso de industrializados e ultraprocessados na alimentação escolar, com ganhos para a saúde dos alunos e menor risco de problemas como obesidade, diabetes e alergias;
- Garante a segurança alimentar e nutricional dos povos tradicionais, com a valorização do etnoconhecimento;
- Reduz o lixo em aldeias e comunidades;
- Gera economia para o poder público, com redução do gasto com logística, transporte e armazenagem, já que a alimentação é produzida perto dos locais de consumo;
- Contribui para o cumprimento da Lei 11.947/09, que determina que no mínimo 30% dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) sejam destinados à agricultura familiar.
Como implementar a alimentação tradicional nas escolas de aldeias e comunidades? O vídeo abaixo, produzido pela Agência de Cooperação Brasil Alemanha (GIZ), explica o passo a passo de forma simples e didática:
Informações completas para lideranças, produtores tradicionais e gestores públicos:
Acesse o “Guia Prático: Alimentação Escolar Indígena e de Comunidades Tradicionais”, que reúne toda as informações sobre o tema. Há seção com o passo a passo para as comunidades acessarem o sistema de compras públicas. Para os gestores, a publicação traz um manual explicativo que orienta como elaborar chamadas públicas para compra de itens produzidos em comunidades.