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Indígenas

Abril Indígena: exposição no MPF destaca cultura e direitos dos povos originários

Mostra inclui peças produzidas por nove etnias brasileiras e aborda o trabalho do Ministério Público na proteção dessas populações

Data: 17/04/2026 • 17:54 Unidade: Procuradoria-Geral da República
Imagem de pessoas visitando a exposição

Foto: Zeca Ribeiro/MPF

Flauta usada em manifestações culturais do Povo Juruna do Pará; colares feitos de conchas e dentes de felino das comunidades indígenas Enawenê-Nawê de Mato Grosso e Ka’apor do Maranhão; adornos usados em cerimônias espirituais. O material faz parte da exposição "Yúrakapu e a Constituição: a Cultura que Acolhe, a Lei que Resguarda". A mostra pode ser visitada pelo público de segunda a sexta-feira, até 11 de junho, no memorial da Procuradoria-Geral da República em Brasília (DF).

Os objetos refletem a riqueza e diversidade cultural de nove etnias brasileiras. Eles conduzem os visitantes a conhecer a história de luta e resistência dessas populações, além do trabalho do Ministério Público Federal (MPF) na proteção dos territórios e dos direitos indígenas. A iniciativa é resultado de parceria com o Memorial dos Povos Indígenas (MPI) e integra as ações institucionais que marcam o Abril Indígena.

Na abertura da exposição, realizada na última quarta-feira (15), o indígena da etnia Terena David de Oliveira, que é diretor do MPI, explicou que a parceria com o MPF ajuda a dar visibilidade aos costumes e às demandas das etnias. “Quando falamos dos problemas enfrentados pelos indígenas, muitos deixam de lado. O MPF tem o papel previsto na Constituição Federal de defender nossos direitos, por isso a importância dessa parceria”, afirmou.

Segundo a coordenadora da Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais da (6CCR) do MPF, Eliana Torelly, conhecer os costumes e a cultura dos povos originários é fundamental para cumprir o papel constitucional do Ministério Público. “Na exposição temos uma pequena mostra dos povos que estavam aqui muito antes de nós. É preciso olhar para os artefatos, a cultura, os costumes e os idiomas indígenas com respeito, curiosidade e admiração, para que possamos garantir seus direitos e interesses”, destacou a subprocuradora-geral da República.

A mostra contou com a assessoria de antropólogos da 6CCR, procuradores e procuradoras que atuaram diretamente em investigações e ações judiciais voltadas à proteção de comunidades indígenas. Entre a peças expostas está um cocar produzido com plumária e fibras vegetais para rituais do povo Enawenê-Nawê, de Mato Grosso. Eles tiveram contato com pessoas não indígenas somente em 1970 e muitos deles não falam português, mantendo modos de vida tradicionais.

A exposição destaca, ainda, atuações do MPF na proteção das terras dos Ka’apor, no Maranhão, e dos Enawenê-Nawê, em Mato Grosso. Outro caso em destaque é o trabalho do Ministério Público na proteção da saúde de povos indígenas no Amazonas, que tiveram contato recente com não indígenas. Diante do cenário de extrema vulnerabilidade, marcado por surtos de malária, tuberculose e desnutrição, o MPF exigiu dos órgãos públicos providências e monitora a implantação das medidas.

Confira as fotos da exposição

Serviço
Exposição Yúrakapu e a Constituição: a Cultura que Acolhe, a Lei que Resguarda
Visitação: de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 13h às 17h, até 11 de junho
Local: Memorial MPF (PGR)
Acervo: cedido pelo Memorial dos Povos Indígenas