Criminal
Presos seis integrantes de organização que levou casal brasileiro desaparecido em travessia ilegal para os EUA
MPF se manifestou por prisões e mandados de busca e apreensão decretados pela Justiça em investigações da Operação Borderless
Arte: Comunicação MPF
Seis pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa internacional especializada em promover a entrada ilegal de brasileiros em país estrangeiro foram presas preventivamente. As prisões, decretadas pela Justiça Federal em Ribeirão Preto (SP), atendem a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Além das prisões, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão no bojo da Operação Borderless.
A operação foi deflagrada a partir de informações fornecidas à patrulha de fronteira (US Border Patrol) pelo irmão de uma das vítimas da quadrilha. De acordo com essas informações, um casal brasileiro desaparecido durante a tentativa de travessia ilegal para os Estados Unidos teria morrido num naufrágio durante a passagem pela fronteira entre o México e os EUA, em março de 2021.
Segundo as apurações, os suspeitos operavam com uma divisão clara de tarefas para atrair e transportar os migrantes de forma clandestina. No território brasileiro, membros do grupo ficavam responsáveis pela cooptação e intermediação dos interessados nos serviços de imigração ilegal. Já no México, uma rede de apoio formada por motoristas e residentes locais acolhia os brasileiros para iniciar o trajeto final. Essa estrutura logística garantia que as vítimas fossem preparadas para as tentativas de ingresso por vias terrestres ou marítimas.
O MPF destaca que a rede criminosa utilizava estratégias sofisticadas de lavagem de dinheiro para ocultar os lucros da atividade ilícita. O esquema envolvia a utilização de empresas de fachada e contas bancárias em nome de terceiros para mascarar a origem dos valores. O pagamento integral pelos serviços de travessia costumava ser quitado pelos clientes somente após o ingresso em solo norte-americano. Essas manobras financeiras dificultavam o rastreamento dos recursos obtidos com a exploração e o agenciamento das vítimas.
A manutenção das prisões preventivas foi requerida para garantir a ordem pública e assegurar que a lei penal seja aplicada adequadamente. O MPF apontou o elevado risco de fuga dos envolvidos por meio das mesmas rotas clandestinas que eles operavam profissionalmente.
Ministério Público Federal (MPF)
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