Criminal
Operação Narco Azimut II: MPF denuncia 13 pessoas por lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Grupo movimentou mais de R$ 262 milhões em 2025; recursos tinham origem em atividades como tráfico de drogas e jogos de azar
Imagem ilustrativa: Pixabay
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas investigadas na segunda fase da Operação Narco Azimut, realizada em março em parceira com a Polícia Federal. Os acusados integram um grupo criminoso especializado na lavagem de quantias oriundas de práticas ilícitas como tráfico internacional de drogas, rifas ilegais e apostas em plataformas sem regulamentação no Brasil. As apurações demonstram que os denunciados movimentaram mais de R$ 262 milhões ao longo de 2025.
Caso a Justiça Federal acolha a denúncia do MPF, os envolvidos responderão por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As investigações que sustentam a acusação deram continuidade às Operações Narco Vela e Narco Bet e à primeira fase da Narco Azimut, ocorrida em janeiro deste ano.
O conjunto das apurações vem desmantelando um esquema bilionário voltado à ocultação da origem de recursos provenientes de atividades ilegais, do qual participaram empresários, doleiros, influenciadores digitais e personalidades da cena musical. Nessa quarta-feira (15), uma nova etapa das investigações foi aberta com a deflagração da Operação Narco Fluxo, que busca dissolver o núcleo financeiro da organização criminosa.
A nova denúncia é a 12ª acusação que o MPF apresenta contra os integrantes do esquema. As provas colhidas após o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na segunda fase da Narco Azimut revelam que os 13 envolvidos constituíam um grupo altamente estruturado, com coordenação e divisão de tarefas entre seus membros.
De acordo com as investigações, os denunciados efetuaram inúmeras manobras com o objetivo de dificultar a fiscalização das transações, mascarar a origem ilícita do dinheiro e reincorporá-lo ao sistema econômico. Entre as práticas identificadas estão a fragmentação de operações, a pulverização de recursos em múltiplas contas, a adoção de mecanismos informais de compensação e o uso de pessoas físicas e jurídicas para maquiar as movimentações.
As transações eram realizadas em espécie e por meio de transferências bancárias, Pix e operações com criptoativos. Parte dos recursos foi remetida ao exterior à margem dos mecanismos de controle adotados pelas autoridades brasileiras.
Os trabalhos do Ministério Público Federal tiveram o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado em São Paulo.
Ministério Público Federal (MPF)
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