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Direitos do Cidadão

MPF e instituições relembram mais de 30 anos dos massacres de Corumbiara e Eldorado dos Carajás em debate sobre violência no campo

Reunião pública realizada nesta semana em Rondônia discute memória, reforma agrária e desafios persistentes na garantia de direitos no meio rural

Data: 30/04/2026 • 15:10 Unidade: Procuradoria da República em Rondônia
Público sentado em poltronas do auditório do Ministério Público do trabalho, acompanhando evento com mesa de autoridades ao fundo. Ao centro, há painel de projeção exibindo apresentação, e bandeiras estão posicionadas ao lado da mesa principal.

Arte: Comunicação/MPF

Instituições públicas se reuniram nesta semana em um encontro dedicado à reflexão sobre os mais de 30 anos de dois dos episódios mais emblemáticos da violência no campo no Brasil: os massacres de Corumbiara (RO) e Eldorado dos Carajás (PA). O debate busca avaliar avanços, desafios e permanências na luta pela terra e na garantia de direitos no meio rural, com forte participação do Ministério Público Federal (MPF).

Durante o evento, o procurador Raphael Bevilaqua destacou a importância da memória histórica como eixo fundamental para o enfrentamento das desigualdades no campo. “É importante e fundamental o direito à memória e à verdade, e o direito à verdade reforça a luta pela reforma agrária. Há 30 anos dois massacres muito cruéis e perversos mostraram que essa luta estava muito longe de estar vencida. Sempre que relembramos esse fato descobrimos o que precisa ser feito mas também que houve avanço. Em Rondônia temos um grande número de terras públicas, então queremos fixar o homem no campo e garantir o direito ao trabalho, moradia e alimentação adequada. Com a união de todos, especialmente com os movimentos sociais chegando próximo ao Ministério Público Federal, nós temos como ter uma vitória final”, afirmou.

A reunião pública foi realizada no auditório do Ministério Público do Trabalho (MPT) e reuniu representantes da Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DPE-RO), entre outras instituições.

O procurador-chefe do MPT, Lucas Brum, também reforçou a necessidade de articulação institucional na defesa de direitos no campo. “Nós do Ministério Público do Trabalho, junto ao MPF, estamos neste evento que busca trazer não só a recordação de uma tragédia, mas reafirmar que precisamos trabalhar com temas de afirmação de direitos humanos, entender a reforma agrária e perceber a redistribuição de terras e, claro, reafirmar que a valorização do trabalhador deve vir em primeiro lugar”, disse.

O encontro tem como objetivo revisitar os marcos históricos dos conflitos agrários no país, refletir sobre a persistência de violações de direitos no meio rural e promover um espaço de diálogo entre poder público e sociedade civil. A pauta inclui reforma agrária, violência no campo, direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais, além de estratégias institucionais de prevenção a novos conflitos.

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal em Rondônia
(69) 98431-9761 / 3216-0586 / 3216-0511
prro-ascom@mpf.mp.br
@mpf_ro

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