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Direitos do Cidadão

TRT-13 promove exposição Mulheres Invisibilizadas na sede do órgão em João Pessoa (PB)

Mostra foi idealizada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF, e pode ser acessada pela internet

Data: 19/09/2025 • 21:20 Unidade: Procuradoria da República na Paraíba
Fotografia colorida de um grupo de aproximadamente 30 pessoas posando para uma foto em um auditório. A maioria são jovens estudantes, com alguns adultos e autoridades em destaque, todos em pé ou agachados. No fundo, há uma tela de projeção com o texto "Mulheres Invisibilizadas". O ambiente parece ser um evento oficial ou uma palestra.

Nesta sexta-feira (19), o Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região), por meio do Comitê Gestor de Igualdade de Gênero, Raça e Diversidade, promoveu a abertura da exposição “Mulheres Invisibilizadas”, no edifício-sede do tribunal, em João Pessoa (PB). O evento discutiu a desigualdade de gênero refletida em invisibilidade social feminina e foi prestigiado por diversas autoridades e estudantes da Escola Municipal Antenor Navarro.

Pelo MPF, participaram do evento a procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Janaina Andrade, e o secretário estadual do órgão, João Monteiro de Lima Netto. A mostra ficará fisicamente no TRT na capital paraibana de 19 de setembro a 19 de outubro.

A exposição “Mulheres Invisibilizadas” foi idealizada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do MPF, por meio da Comissão Igualdade de Gênero, e, desde março, pode ser acessada pela internet. A mostra reúne narrativas de 30 brasileiras que contribuíram em diversas áreas de atuação, mas que foram invisibilizadas pela história oficial. Entre os nomes apresentados estão Margarida Maria Alves, Bárbara de Alencar, Teresa de Benguela, Maria Felipa de Oliveira, Dorina Nowill, Hipólita Jacinta Teixeira, Leolinda Daltro e Luíza Mahin.Foto mostra autoridades que participaram do evento em pé lado a lado

Para abrir oficialmente a exposição, a presidente do TRT-PB, desembargadora Herminegilda Leite Machado, destacou que as mulheres presentes na exposição não são apenas memória, são presença, raiz e caminho. “Que esta exposição não seja apenas um olhar para o passado, mas, acima de tudo, uma convocação para o presente. Que inspire a coragem de não se submeter a nenhuma forma de violência, discriminação ou silenciamento, que inspire a sonhar e a agir por um mundo mais justo”, defendeu. Segundo ela, a exposição instalada no tribunal “é um ato de justiça: justiça para aquelas que foram apagadas, justiça para aquelas que ainda lutam para serem vistas, e justiça como compromisso desta casa, a casa da justiça, que se abre mais uma vez à diversidade, à universalidade, à inclusão e aos direitos humanos”.

O cogestor do Comitê Gestor de Igualdade de Gênero, Raça e Diversidade, juiz André Cavalcanti, ressaltou que essa iniciativa integra uma política institucional da Justiça do Trabalho. “Esta exposição reafirma o compromisso da Justiça do Trabalho com a causa da equidade de gênero, não apenas em datas simbólicas, que são importantes e devem ser lembradas, celebradas, utilizadas para educação e como referencial de alerta à sociedade, mas como uma luta diária e contínua”, afirmou.

 O evento contou com a palestra da professora da Faculdade de Ensino Superior da Paraíba Ana Carolina Gondim, que tratou sobre a desigualdade de gênero refletida em invisibilidade social feminina. “Essa invisibilidade não surgiu espontaneamente. Não foi a mulher quem optou por se confinar ao âmbito privado, enquanto os homens assumiam a esfera pública, onde se concentram o poder e as decisões. A posição ‘atrás’ foi o local ao qual fomos relegadas, dando origem ao processo de invisibilização”, explicou.

A professora também destacou que essa discussão deve ser um ato contínuo. “A análise de temas relevantes, como a educação e a igualdade de gênero, exige atenção e profundidade. A importância da educação, embora frequentemente mencionada, não deve se tornar um mero clichê. Da mesma forma, a discussão sobre igualdade de gênero não pode ser banalizada. Apesar de nossos esforços, seja em debates, na escrita ou no ensino, a reflexão sobre o tema nunca será excessiva”, frisou a palestrante.

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