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Direitos do Cidadão

Em diálogo com o MPF, aeroporto de Belém (PA) contará com sala multissensorial para pessoas com autismo

Espaço é destinado à regulação emocional, redução de estímulos e conforto sensorial ao longo da experiência aeroportuária

Data: 28/07/2025 • 17:35 Unidade: Procuradoria da República no Pará
Uma criança caminha descalça sobre um tapete sensorial texturizado, enquanto um adulto a observa. O ambiente é uma sala com iluminação azul e roxa, com colunas de bolhas ao fundo, caracterizando uma sala de terapia sensorial.

O Ministério Público Federal (MPF) foi informado que a empresa concessionária do aeroporto internacional de Belém (PA), Norte da Amazônia Airports (Noa), vai inaugurar, no final de agosto, uma sala multissensorial no aeroporto. O anúncio foi feito na última quinta-feira (24), durante reunião entre representantes da empresa e o MPF, que acompanha e apoia a iniciativa.

Salas multissensoriais em aeroportos são ambientes projetados para oferecer mais conforto, relaxamento e bem-estar para passageiros com diagnóstico autodeclarado de neurodivergência, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições que envolvem hipersensibilidade sensorial.

Esses espaços são projetados para quem precisa de um ambiente mais tranquilo e controlado, com iluminação suave, texturas calmantes e recursos que ajudam a reduzir a sobrecarga sensorial e contribuir para uma experiência de viagem mais acessível e menos estressante. A proposta também beneficia familiares e acompanhantes, o que torna as viagens mais acolhedoras e seguras.

A sala será instalada no pavimento superior da área de embarque (área restrita), nas proximidades do portão 3, ao lado da praça de alimentação do embarque doméstico. Segundo representantes da empresa informaram ao MPF, a instalação e a manutenção da sala serão custeadas pela Noa, sem utilização, diretamente, de financiamento público.

A iniciativa da abertura do espaço é coordenada pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). Assim como o MPF e a SAC, a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (SNDPD), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), também acompanha a iniciativa, que está dentro do Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência — Novo Viver sem Limite.