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Geral

Me explica, MPF: como o Ministério Público participa da Cooperação Internacional?

Neste ano, a Secretaria de Cooperação Internacional do MPF completou 20 anos

Data: 08/09/2025 • 21:55 Unidade: Procuradoria-Geral da República
Imagem de fundo branco com dois balões de fala interligados na parte superior, contornados na cor roxa. Dentro do balão inferior, está escrito "Me explica, MPF!".

Em um cenário global cada vez mais conectado, o Ministério Público Federal (MPF) amplia sua atuação para além das fronteiras brasileiras por meio da Secretaria de Cooperação Internacional (SCI). Este ano, a SCI completou 20 anos e, nesta edição do "Me explica, MPF”, você verá como funciona a participação do Ministério Público na cooperação internacional. 

A SCI tem a missão de auxiliar o procurador-geral da República e as unidades do MPF no relacionamento com autoridades estrangeiras, organismos internacionais e também com órgãos nacionais que atuam nesse campo, como o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Justiça.

Imagine um processo na Justiça Federal brasileira que precisa de informações ou provas que estão em outro país. Pode ser o caso de um estrangeiro acusado de crime aqui e que já está em seu país de origem ou uma mulher brasileira que tem filho com estrangeiro e precisa pedir a guarda ou o pagamento de pensão alimentícia, por exemplo.

Dentro do MPF, é a SCI que recebe esses pedidos, transmite ao Ministério da Justiça para formalizar a demanda ao exterior e acompanha a resposta. Quando o Brasil é o autor trata-se de um pedido de cooperação ativo. E quando recebe de outro país é um pedido de cooperação passivo. Na cooperação com países de língua portuguesa e Canadá, o MPF pode enviar os pedidos diretamente sem passar pelo Ministério da Justiça. Nesse caso, o MPF é a autoridade central para a tramitação de documentos.

E abrange tanto os processos penais quanto as ações cíveis. Entre as solicitações estão a realização de depoimentos, extradição de suspeitos, bloqueio e recuperação de bens ou valores, execução de sentenças, entre outros. Para dar conta desse trabalho, desde 2022, a Secretaria conta com 11 ofícios especiais espalhados por diferentes regiões do país que asseguram que a solicitação de assistência seja cumprida. 

Um exemplo de atuação foi a repatriação de 25 fósseis brasileiros retirados clandestinamente do país e encontrados à venda no Reino Unido. A SCI pediu auxílio jurídico das autoridades britânicas para localizar o responsável pela comercialização, coletar informações sobre a origem do material e providenciar o retorno do patrimônio ao Brasil. 

Com o objetivo de fortalecer o relacionamento com autoridades estrangeiras e facilitar o compartilhamento de informações, a Secretaria também participa de vários foros internacionais e redes de cooperação. Entre suas funções estão igualmente a de colaborar na negociação, aprovação e incorporação de tratados ao ordenamento jurídico brasileiro.

A partir de um acordo entre a SCI e as autoridades italianas, por exemplo, foi possível descobrir estreitas conexões entre as estruturas mafiosas italianas, espalhadas no Brasil e na Itália, e as organizações criminosas brasileiras de tráfico de drogas. 

💡 Visite a página da Secretaria de Cooperação Internacional.

Me explica, MPF!

A série “Me explica, MPF!” aborda perguntas frequentes sobre o Ministério Público brasileiro, que inclui o MPU e os 26 ministérios públicos estaduais. Toda segunda-feira, um novo tema será publicado no portal do MPF.