Meio Ambiente
MPF promove reunião sobre os impactos da mineração no patrimônio espeleológico de Ouro Preto (MG)
Cavidades naturais teriam sido omitidas em processo de licenciamento ambiental
O Ministério Público Federal (MPF) se reuniu com pesquisadores, moradores e especialistas para discutir os impactos socioambientais da atividade minerária no patrimônio espeleológico da comunidade de Botafogo em Ouro Preto (MG), bem como medidas para sua proteção.
O encontro teve como foco o histórico da atuação da empresa Patrimônio Mineração, as denúncias sobre danos ambientais e as questões jurídicas relacionadas, especialmente a supressão de cavidades naturais que teriam sido omitidas no processo de licenciamento ambiental da mineradora.
Além do procurador da República Eduardo Aguiar, participaram da reunião representantes da Associação dos Moradores e Amigos de Botafogo; as professoras e pesquisadoras da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Adivane Costa, Ana Paula Assis e Lia Porto; o espeleólogo Marcelo Taylor, membro da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) e da Sociedade Excursionista e Espeleológica (SEE); o assessor Felipe Gomes, representando o mandato da deputada federal Duda Salabert; além de integrantes da equipe do MPF.
Entenda o caso - Em março de 2025, a Patrimônio Mineração foi denunciada pelo soterramento de uma gruta localizada na área do empreendimento. A denúncia aponta que a cavidade natural, embora registrada no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e citada no relatório de arqueologia da empresa, foi omitida no relatório espeleológico apresentado durante o processo de licenciamento ambiental.