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Indígenas

MPF obtém avanço no acesso à água para comunidade indígena na Aldeia Takuara, no Mato Grosso do Sul

Prefeitura de Juti concluiu a perfuração de um poço e deve, ainda, instalar reservatórios e rede de distribuição para famílias

Data: 09/10/2025 • 16:45 Unidade: Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul
Fotografia colorida em plano aberto de um poço artesiano instalado em uma área rural indígena. Há um morro de barro com uma caixa d´água azul em cima. Ao redor, há um homem andando, uma moto ao fundo e o chão de terra batida se mistura com vegetação rasteira e arbustos. No plano de fundo, visível do centro para a direita, há uma área de mata densa. A luz do dia sugere que o trabalho está em andamento.

O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu um avanço concreto para garantir o acesso à água, um direito básico e fundamental, para famílias da Aldeia Indígena Takuara, no município de Juti, no Mato Grosso do Sul. Após atuação do MPF, a prefeitura municipal concluiu a perfuração de um poço na comunidade, localizada em área de retomada.

A necessidade da obra foi identificada pelo MPF durante visita técnica à aldeia, em fevereiro de 2025, quando foram levantadas diversas demandas da comunidade, incluindo a falta de água encanada para 12 residências. Na ocasião, os moradores relataram que o fornecimento por caminhão-pipa havia sido interrompido após as eleições municipais de 2024.

Em reunião com o MPF em maio, o prefeito de Juti, Gilson Cruz, colocou-se à disposição para arcar com a perfuração. O município integra um consórcio intermunicipal (Conesul) que possui uma perfuratriz, embora o equipamento esteja inoperante por falta de mão de obra qualificada. A perfuração foi executada e concluída pela prefeitura, que recentemente comunicou formalmente o MPF sobre a conclusão desta etapa.

“A obra de perfuração de poço em área de retomada pelo município, após reunião extrajudicial com o MPF, que visa atender famílias indígenas em vulnerabilidade social e econômica, é um caso paradigmático, que garante um direito básico e fundamental”, destacou o MPF no procedimento de acompanhamento do caso.

Próximos passos – Com a perfuração concluída, é necessário dar continuidade ao sistema de abastecimento. A prefeitura de Juti informou ao MPF que há necessidade de estruturar o poço com reservatórios (caixas d'água) e realizar a correta distribuição da água até as famílias.

Diante disso, o MPF já realizou nova demanda ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei/MS), para que assuma essa próxima etapa fundamental. O objetivo do MPF é assegurar que a água captada chegue de forma eficiente e permanente às casas dos indígenas.