Eleitoral
MPF atesta a integridade e a segurança dos sistemas que serão usados nas Eleições 2026
Evento realizado neste sábado (3) comprova que os softwares são os mesmos lacrados em setembro e que não há votos registrados para nenhum candidato nos sistemas
Foto: Leobark Rodrigues/MPF
Neste sábado (3), o Ministério Público Federal (MPF) participou da cerimônia de verificação da integridade e autenticidade dos sistemas de transmissão e totalização que serão usados nas eleições deste domingo (4) em todo o país. O evento, realizado na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF), foi acompanhado por diversas entidades que fiscalizam o processo eleitoral, entre elas o Ministério Público. O objetivo é verificar se os sistemas usados na recepção dos arquivos das urnas e na totalização de votos são os mesmos assinados e lacrados na cerimônia do dia 4 de setembro.
A verificação é um procedimento padrão que acontece na véspera do primeiro e do segundo turno das eleições e está previsto nas resoluções do TSE. Na cerimônia deste sábado, o procurador auxiliar da Procuradoria-Geral Eleitoral Pablo Beltrand acompanhou todo o processo executado pelos técnicos da Corte Eleitoral. "Essa é uma das várias etapas de auditoria que demonstram a segurança do sistema eleitoral. O eleitor pode ir votar tranquilo amanhã, com a certeza de que as eleições são seguras e de que o sistema eleitoral garante a autenticidade do voto”, afirmou Beltrand.
Além do MPF, acompanharam o procedimento observadores internacionais e representantes de diversas entidades de fiscalização, como a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União (TCU), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras. Todas as entidades verificaram os softwares de transmissão e recepção dos arquivos das urnas e de totalização dos votos (Transportador WEB, InfoArquivos, RecArquivos, e Sistema de Gerenciamento e Totalização - Sistot).
O procedimento é uma das etapas de auditoria para garantir a segurança dos sistemas eletrônicos de votação e apuração. Ele assegura que não houve nenhuma alteração ou interferência nos softwares atestados pelo MPF e outras autoridades fiscalizadoras em setembro, quando todas as mídias foram conferidas, assinadas digitalmente, lacradas e guardadas na sala cofre do TSE.
Neste domingo (4), antes do início da votação, será impressa em cada urna a chamada zerésima, para comprovar que também não existe voto direcionado a qualquer candidato nos equipamentos. O Ministério Público também acompanha esse procedimento em todo o país.
Na fiscalização das eleições participam procuradores do MPF e promotores dos Ministérios Públicos Estaduais, que integram o Ministério Público Eleitoral. Ao longo do dia de votação, eles acompanham todos os atos e ocorrências relacionadas à disputa. Denúncias de eventuais irregularidades podem ser enviadas ao Ministério Público pelo MPF Serviços.
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