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Eleitoral

MP Eleitoral intensifica fiscalização para assegurar transporte gratuito aos eleitores

A redução injustificada do serviço habitual de transporte no dia da votação pode ser punida como crime eleitoral

Data: 03/10/2026 • 17:11 Unidade: Procuradoria-Geral da República
Fotografia mostra pedestres em São Paulo atravessando uma faixa de pedestres na rua, com dois ônibus do transporte público alinhados ao fundo. Em primeiro plano, diversas pessoas caminham em direções opostas sobre a faixa. O veículo da esquerda exibe no letreiro digital a frase "TERM. PRINC. ISABEL". O veículo da direita traz no letreiro a indicação "CIDADE D'ABRIL". Ao fundo, observam-se edifícios e a arquitetura do centro da cidade.

Foto ilustrativa: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério Público Eleitoral emitiu orientação aos procuradores e promotores eleitorais de todo o país sobre a fiscalização do transporte público gratuito, que deve ser disponibilizado aos eleitores neste domingo (4). O objetivo é assegurar, sobretudo à população de menor renda e aos povos tradicionais, acesso aos locais de votação, para garantir o direito ao voto.

O documento é assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral (vice-PGE), Alexandre Espinosa. Pelas regras eleitorais, no dia da eleição, o transporte público coletivo (urbano e intermunicipal) deve funcionar de forma gratuita e com a mesma quantidade de veículos e horários praticados em dias úteis normais. A medida está prevista na Resolução do TSE nº 23.751/2026 e em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para garantir o cumprimento da norma, o vice-PGE orienta que os procuradores e promotores devem acompanhar as informações sobre frotas e itinerários enviadas por municípios e estados, além de adotarem providências, caso ocorra omissão ou corte de linhas. A redução injustificada do serviço habitual de transporte no dia da votação pode ser punida como crime eleitoral.

Espinosa recomenda ainda atenção especial nos estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Roraima. O foco é garantir transporte, sobretudo fluvial, para moradores de Unidades de Conservação e comunidades tradicionais que enfrentam isolamento geográfico ou secas nos rios, para evitar a abstenção.

O MP Eleitoral vai trabalhar em conjunto com a Defensoria Pública da União (DPU) para apurar denúncias de descumprimento. O cidadão pode acionar o Ministério Público pelo MPF Serviços.


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