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Direitos do Cidadão

Exposição “Mulheres Invisibilizadas” segue aberta para visitação na sede do MPF em Pernambuco e em plataforma virtual

Mostra reúne 30 mulheres importantes para o país, mas que acabaram esquecidas pela historiografia oficial

Data: 20/10/2026 • 16:52 Unidade: Procuradoria da República em Pernambuco
A foto mostra cinco integrantes em uma mesa de debates no auditório. Ao fundo, uma tela de projeção exibe o cartaz da exposição "Mulheres Invisibilizadas", acompanhado pelas bandeiras de Pernambuco e do Brasil no palco.

Quem passa pela sede do Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco, no bairro do Espinheiro, no Recife, pode conferir de perto a 2ª edição da exposição “Mulheres Invisibilizadas: o resgate de trajetórias apagadas pela história”. A mostra traz 30 mulheres — entre lideranças negras, indígenas e quilombolas, além de intelectuais e ativistas — que foram importantes para a construção do país, mas acabaram esquecidas pela historiografia oficial. Além da visitação aos painéis físicos, é possível conferir o conteúdo de forma on-line. Para isso, basta clicar aqui.

O lançamento oficial da exposição aconteceu no último dia 8, no auditório da unidade. Na ocasião, foram realizados debates sobre o protagonismo feminino na luta abolicionista, apresentações artísticas e proferidas palestras sobre o tema. A iniciativa é da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), por meio da Comissão de Igualdade de Gênero.

Na abertura, o procurador-chefe das unidades de 1ª instância do MPF em Pernambuco, Rodolfo Lopes, enfatizou a urgência do combate a discursos que questionam os direitos políticos das mulheres e minimizam a violência de gênero. O evento contou ainda com apresentação da bailarina Júlia Xavier e declamação de poesia da servidora Edvania Chaves de Melo, que ressaltou figuras históricas como Gertrude dos Santos, Isabel da Mota e Mércia de Albuquerque.

A procuradora regional da República Acácia Suassuna, coordenadora da Comissão de Igualdade de Gênero da PFDC, explicou que o projeto nasceu para que essas trajetórias sirvam de inspiração permanente. A procuradora da República Natália Soares alertou para a vulnerabilidade dos direitos fundamentais em momentos de crise política. O painel contou ainda com contribuições da desembargadora federal Cibele Benevides, e da procuradora-chefe do MPF na 5ª Região, Caroline Maciel.

O debate acadêmico trouxe pesquisas sobre o papel decisivo das mulheres no movimento abolicionista, com apresentações da jornalista e professora da UFPE Adriana Maria de Santana e da historiadora e professora da UFRPE Maria Emília dos Santos.


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