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Procuradoria-Geral da República

Indígenas
5 de Maio de 2022 às 14h45

Órgãos de cúpula do MPF integram apuração de denúncia de violência contra Yanomamis, em Roraima

PGR e Câmara de Populações Indígenas atuam em apoio às investigações realizadas em primeira instância

Arte retangular com fundo preto, escrito nota de esclarecimento ao centro e mpf - ministério público federal na parte inferior. toda a escrita está na cor branca.

Arte: Secom/MPF

O procurador-geral da República, Augusto Aras, e a coordenadora da Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6CCR/MPF), Eliana Torelly, acompanham diariamente as providências adotadas para apurar suspeita de crimes ocorridos na aldeia Arakaça, na Região do Waikás, na Reserva Indígena Yanomami, em Roraima, bem como o posterior desaparecimento da comunidade. Os fatos relatados por lideranças locais são objeto de inquérito instaurado em primeira instância, com atuação direta do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, e com o apoio de outras instituições como a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Exército, entre outras.

Diante da gravidade dos relatos, dois dias após a veiculação da denúncia em redes sociais, um representante do MPF participou de diligências no território. Realizada em 27 e 28 de abril, a visita contou com a participação de representantes dos outros órgãos federais que têm atribuição no caso e demonstrou a necessidade de aprofundamento das investigações. É o que ocorre neste momento, inclusive com o apoio e a articulação dos órgãos de cúpula do MPF.

Informações referentes aos desdobramentos do caso têm sido repassadas diariamente à 6CCR, que, juntamente com o procurador-geral, atua para, por exemplo, garantir as medidas e os recursos necessários para viabilizar o trabalho de apuração. “Esclarecer o que realmente aconteceu nesse caso é uma prioridade para o MPF. Todas as providências estão sendo adotadas para que, não apenas os indígenas, mas toda a sociedade receba essas respostas”, afirma Augusto Aras.

Ao tempo em que reiteram o compromisso de apurar os fatos com rigor, o PGR e a coordenadora da 6CCR destacam a importância de serem respeitados os procedimentos e etapas da investigação oficial, única via capaz de assegurar a elucidação do caso. Eles ressaltam a complexidade desse trabalho em função de aspectos como a localização remota, as dificuldades de acesso, a dimensão da área envolvida e características culturais da etnia e de povos de recém-contato.

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