Javascript desabilitado
Logo MPF nome Logo MPF

Pará

Indígenas
26 de Maio de 2021 às 17h15

Garimpeiros atacam e incendeiam aldeia de liderança Munduruku contrária ao garimpo no Tapajós (PA)

O MPF acionou a PF. Ataque ocorre no mesmo dia em que garimpeiros confrontaram agentes federais para impedir fiscalização

#ParaTodosVerem: arte em formato retangular, na horizontal, com fundo em degradê do preto para o vermelho escuro, e, em branco ao centro da imagem, o texto Violência da mineração ilegal. A arte é da assessoria de comunicação do Ministério Público Federal

Arte: Ascom/MPF

Um grupo de garimpeiros armados atacou nesta quarta-feira (26), no início da tarde, a aldeia Fazenda Tapajós, em Jacareacanga, no sudoeste do Pará. O grupo incendiou várias casas da aldeia, onde estava uma das principais lideranças Munduruku que se opõem ao garimpo ilegal na região. As casas de Maria Leusa Kaba Munduruku e de seus parentes foram totalmente destruídas pelo fogo. O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Polícia Federal (PF) que enviasse forças para o local. Não há notícias de feridos pelos incêndios.

A tensão segue grande porque, segundo os indígenas que foram atacados pelos garimpeiros, o grupo seguiu viagem para atacar outras aldeias onde vivem lideranças contrárias ao garimpo. No momento estão presentes em Jacareacanga forças federais que cumprem decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para coibir as atividades ilegais dos garimpeiros, mas nem isso foi capaz de intimidar os invasores. Na manhã desta quarta-feira eles chegaram a atacar as forças federais na tentativa de depredar equipamentos que seriam utilizados na retirada dos garimpeiros. Houve confronto nas ruas de Jacareacanga.

Segundo a PF, os garimpeiros tentaram invadir a base montada pela corporação e incendiar carros, em uma tentativa de impedir a operação contra as dezenas de garimpos ilegais que invadiram o território Munduruku nos últimos dois anos. Os garimpeiros são investigados por associação criminosa, exploração ilegal de matéria-prima pertencente à União e delito contra o meio ambiente.

Os ataques de garimpeiros vêm se agravando desde o início do ano e levaram o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, a decretar a adoção de medidas contra o avanço dos criminosos nos territórios Munduruku. A ordem atendeu um pedido da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) para proteção dos povos Munduruku e Ianomâmi contra os ataques cada vez mais violentos de garimpeiros ilegais.

Recentemente um importante grupo criminoso que atua com garimpo ilegal na região sudoeste do Pará foi tornado réu na Justiça Federal após denúncia do MPF. Foram denunciados oito não indígenas, ligados ao grupo conhecido como Boi na Brasa, e cinco indígenas que se aliaram aos criminosos. Os não indígenas são responsáveis por diversas invasões dentro dos territórios protegidos na região do alto Tapajós e acusados por operarem pelo menos quatro garimpos na Terra Indígena (TI) Munduruku e na Floresta Nacional do Crepori, causando graves danos às matas e cursos d’água. Pelas estimativas dos investigadores, os invasores já causaram pelo menos R$ 73,8 milhões em danos ambientais na região de Jacareacanga.

 

Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação
(91) 3299-0148 / 3299-0212
(91) 98403-9943 / 98402-2708
saj.mpf.mp.br
mpf.mp.br/pa
twitter.com/MPF_PA
facebook.com/MPFederal
instagram.com/mpf_oficial
youtube.com/canalmpf
linkedin.com/company/mpf-oficial/

Relacionadas

registrado em: *6CCR, *4CCR
Contatos
Endereço da Unidade

Rua Domingos Marreiros, 690

Umarizal – Belém/PA

CEP 66.055-215

PABX: (91) 3299-0111
Atendimento de segunda a sexta, das 8 às 18h

Sala de Atendimento ao Cidadão (SAC):

10 às 17h

(91) 3299-0138 / 0125 / 0166

Atendimento exclusivamente por WhatsApp: (91) 98437-1299

Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão:

9 às 18h

Protocolo:

9 às 18h

Biblioteca:

13 às 18h

Plantão:

Telefone: (91) 98404-6620

O plantão da Procuradoria da República no Pará funciona em apoio ao plantão da Justiça Federal e também para o atendimento dos casos emergenciais de violação dos direitos do cidadão e da coletividade, por meio de pedidos, ações, procedimentos e medidas de urgência destinadas a evitar perecimento e danos a direito individual, difuso e coletivo, assegurar a liberdade de locomoção e garantir a aplicação da lei penal. Período e horário do plantão: Sábados, domingos, feriados, recessos e nos dias úteis iniciará às 18h01 e finalizará às 08h59 do dia seguinte, bem como abrangerá também as Procuradorias da República nos municípios do Pará nos finais de semana, nos feriados, nos pontos facultativos e nos recessos.

Como chegar
Sites relacionados
Área Restrita