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São Paulo

Criminal
6 de Outubro de 2022 às 13h0

MPF e PF prendem 36 pessoas na região de Ribeirão Preto (SP) por movimentação ilegal de R$ 22 bilhões

Alvos de mandados são investigados na Operação Octopus. Grupo lavava dinheiro e remetia quantias ao exterior

#Paratodosverem: Imagem mostra cédulas de 50 e 100 reais espalhadas e sobrepostas

Foto: Pixabay

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal prenderam 36 pessoas nesta quinta-feira (6), em Ribeirão Preto (SP) e municípios da região. Foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 22 de prisão temporária contra alvos da Operação Octopus, que investiga uma grande organização criminosa dedicada à lavagem de dinheiro e à evasão de divisas. As autoridades constataram que o grupo movimentou mais de R$ 22,3 bilhões entre o fim de 2014 e o início deste ano.

Além das prisões, o MPF e a PF executaram 45 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos envolvidos no esquema. As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios paulistas de Ribeirão Preto, Guatapará, Jaboticabal, São Paulo, Jardinópolis, São José do Rio Preto, Barretos e Brodowski e nas cidades de Uberlândia (MG) e Foz do Iguaçu (PR). A decisão da 4ª Vara Federal de Ribeirão Preto determinou também o bloqueio de bens imóveis, veículos, saldos e aplicações de contas correntes e carteiras de criptoativos dos investigados.

As apurações revelaram ainda a prática de falsidade ideológica. O dinheiro passava por contas bancárias abertas de maneira fraudulenta, muitas delas em nome de empresas de fachada. Os registros dessas firmas indicavam sedes fictícias, ausência ou pequena quantidade de funcionários, sócios com pequeno poder financeiro e fluxos contábeis incompatíveis com a capacidade presumida.

Boa parte dos depósitos que essas contas recebiam eram feitos fracionada e sucessivamente em espécie, com notas úmidas e sujas. Transferências bancárias também eram utilizadas, com quantias provenientes de pessoas físicas e jurídicas sem nenhuma relação com as atividades econômicas declaradas pelas empresas. Muitas vezes os recursos eram imediatamente sacados para o pagamento de títulos ou transferidos para corretoras de valores localizadas em regiões de fronteira, que faziam as remessas ilegais ao exterior. Compra de criptomoedas foi outro artifício empregado para a lavagem do dinheiro.

Há registro de movimentações financeiras com pessoas investigadas, denunciadas ou já condenadas e indícios de que o grupo mantinha conexões com outros grupos criminosos. “A investigação realizada até o momento descortinou uma organização criminosa de grande porte, marcada pela complexidade de suas relações, pela internacionalização e profissionalismo de sua atuação e pelo uso de técnicas de dissimulação e evasão de dinheiro bastante atuais e de difícil rastreamento”, destacaram os procuradores da República integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF em São Paulo.

As investigações basearam-se em quebras de sigilo bancário e fiscal judicialmente autorizadas das empresas envolvidas e análise de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As autoridades analisarão as provas colhidas nesta quinta-feira para determinar os próximos passos da apuração.

Gaecos federais No âmbito do Ministério Público Federal (MPF), os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) são grupos operacionais com a função de identificar, prevenir e reprimir o crime organizado, auxiliando membros da instituição no combate à criminalidade organizada em âmbito nacional, pela realização de investigações criminais em conjunto com a polícia judiciária ou por meio de procedimento próprio, com prioridade à integração, parceria, mútua cooperação, compartilhamento de informações e, quando necessário, atuação conjunta em âmbito regional e nacional, conforme o caso.

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