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3ª Região

Mato Grosso do Sul e São Paulo

Eleitoral
5 de Abril de 2024 às 19h5

Em evento do MPF, jornalista defende mudança de cultura para maior participação de mulheres na política

Rosane Borges participou do 3º episódio da série “Conversas sobre o enfrentamento à violência política de gênero”

Arte de divulgação do evento com o título do episódio e as fotos dos três participantes

Arte: Comunicação/MPF

O terceiro episódio da série “Conversas sobre o enfrentamento à violência política de gênero”, promovida de forma on-line pelo Ministério Público Federal (MPF), recebeu a jornalista, escritora e professora Rosane Borges. Na conversa, ela defendeu que é preciso uma mudança de cultura na sociedade relativa ao papel da mulher na política, para que a participação feminina nos cargos de decisão seja fortalecida. “Tivemos avanços no campo jurídico, mas esses avanços não se consolidam se não houver na sociedade processos educativos e formativos de transformação”, afirmou.  O episódio foi ao ar na última quarta-feira (3) e está disponível no Canal do MPF.

Para a jornalista, ainda não alcançamos patamar educativo capaz de mudar mentalidades e o imaginário predominante masculino sobre o que é ser mulher no mundo. “A lei, sozinha, não é capaz de mudar e nem de transformar”, pontuou.  Além de doutora em Ciências da Comunicação, Rosane  é autora e organizadora de diversos livros, como ‘Espelho infiel: o negro no jornalismo brasileiro’ (2004)” e ‘Fragmentos do tempo presente’ (2021).

Entre os obstáculos enfrentados pelas mulheres no meio político, ela listou as diversas situações de violência de gênero a que estão submetidas. Como exemplo, citou casos de mulheres que são destratadas ao se manifestarem nas tribunas, tendo suas falas interrompidas e sendo alvo de vaias, xingamentos e olhares sexualizados.  

“Essas formas de interdição são permanentes, históricas e afetam muito a performance das mulheres no espaço da política, porque minam a trajetória delas e tudo o que elas podem entregar”, defendeu. A jornalista enfatizou ainda que muitas delas são impedidas de acessar recursos financeiros do partido. “Quando falamos em violência política de gênero, temos um arco muito intrincado, que começa nas tentativas dessa mulher de se candidatar até a sua atuação como parlamentar ou governante”, observou.

Exclusão histórica – No episódio, Rosane pontuou que a percepção de que somente os homens devem participar da política tem origem histórica: “A democracia grega, que foi fonte de inspiração para as democracias ocidentais, tem um vício de origem, por interditar muita gente do seu espaço de fala. Quem falava era apenas os homens adultos. Essa democracia já começa com esse vício de origem, excluindo mulheres. E até hoje esse resquício está entre nós”. A jornalista ressaltou que a exclusão histórica das mulheres se apresenta tanto de forma física quanto simbólica.

Para Rosane, a mudança no cenário atual deve partir da transformação da concepção da sociedade sobre política e poder. “Queremos poder não apenas porque o poder é bom, mas porque, quando partilhamos poder, temos uma sociedade mais equânime, distribuindo as possibilidades desse comum ser pensado por várias vozes”, defende. A jornalista destacou ainda a importância da série de conversas promovida pelo MPF. “Esse encontro é uma forma de buscar bússolas para a gente não ceder. A persistência nos leva a criar um otimismo e a lutar contra a ordem de coisas que está aí”, acrescentou a jornalista.

Sobre a série – Conduzida pela procuradora regional da República Paula Bajer, integrante do Grupo de Trabalho (GT) Violência Política de Gênero do Ministério Público Eleitoral, e pelo procurador regional Eleitoral Paulo Taubemblatt, a série do MPF já possui três episódios. A primeira conversa foi com a procuradora regional da República Raquel Branquinho e a segunda com Marina Ganzarolli, advogada especialista em diversidade e inclusão e idealizadora do Me Too, projeto que ajuda vítimas de violência sexual.

No último episódio, Paula Bajer destacou que “as mulheres precisam ser muito mais corajosas do que os homens, porque os obstáculos que elas enfrentam são muito mais difíceis”. A procuradora ressaltou ainda que “as mulheres precisam estar envolvidas na política, para que a política possa se desenvolver e ser emancipatória”.

Ao final, ela reforçou que as denúncias de casos que se enquadram em violência política de gênero devem ser feitas diretamente ao Ministério Público Eleitoral, que é o órgão com competência para propor ações contra os agressores na Justiça. Acesse o canal de denúncias.

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