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Pará

Indígenas
30 de Março de 2021 às 15h45

MPF e mulheres Munduruku lançam campanha após garimpeiros ilegais atacarem sede de associação no Pará

Objetivo é coletar recursos para reconstruir o espaço e reforçar a luta contra a mineração ilegal

#ParaTodosVerem: imagem em formato retangular, na horizontal, com colagem de arte gráfica e fotos. A arte, no canto superior esquerdo, tem o texto Campanha de Apoio à Associação das Mulheres Munduruku, e as logos da Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn e do Ministério Público Federal. Ao lado direito e abaixo da arte, fotos da depredação da sede da associação ocorrida em 25 de março de 2021. A fachada da sede da associação foi quebrada e pichada, vidros foram destruídos e restou sujeira no local. Documentos e outros materiais indígenas foram queimados, e só restaram cinzas.

Arte e fotos: organização da campanha

O Ministério Público Federal (MPF) e as mulheres Munduruku lançaram nesta terça-feira (30) campanha de arrecadação de recursos após a sede de associação em Jacareacanga, no sudoeste do Pará, ter sido atacada por grupo favorável ao garimpo ilegal.

No ataque, ocorrido na última quinta-feira (25), garimpeiros ilegais e representantes de uma minoria indígena aliciada pelos criminosos depredaram o prédio e destruíram documentos, móveis e equipamentos, além de produtos indígenas à venda no local.

A violência foi uma tentativa de silenciar as mulheres Munduruku, contrárias à mineração ilegal em terras indígenas. O escritório vandalizado, da Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn, é de uso coletivo com outras organizações indígenas antigarimpo.

Com a campanha, as mulheres Munduruku e o MPF têm o objetivo de conseguir fundos para a reforma do prédio, reposição dos itens destruídos, e para a ampliação da mobilização e da luta contra o avanço da mineração ilegal.

As doações são recebidas em conta bancária da Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn:

• Banco: Bradesco
• Agência: 0759-5
• Conta Poupança: 38295-7
• CNPJ: 30.024387/0001-87

Divulgação, informações e apoio - Materiais para divulgação da campanha em redes sociais estão disponíveis para download aqui.

Para mais informações sobre a campanha ou para que instituições e organizações se registrem como apoiadoras da iniciativa, os contatos são os das Assessorias de Comunicação (Ascons) do MPF no Pará e da associação: WhatsApp/telefone: (91) 98402-2708, e e-mail: prpa-ascom@mpf.mp.br (Ascom MPF/PA), ou e-mail: wakoborun@gmail.com (Ascom Associação Wakoborũn).

A relação apoiadores está sendo atualizada ao final desta página de lançamento da campanha (www.mpf.mp.br/pa/campanha-wakoborun).

Saiba mais – O povo Munduruku vem relatando aumento da invasão garimpeira às suas terras desde o início da década passada, quando foram anunciados vários projetos hidrelétricos na região onde vivem.

Nos últimos três anos o problema vem se intensificando, e este mês foi identificada a chegada de maquinário pesado, grupo armado e helicóptero suspeito de escoltar os criminosos, que estão avançando em direção a bacias hidrográficas fundamentais para a garantia da vida indígena.

Apesar de o MPF já ter cobrado providências das autoridades inclusive por meio de ações judiciais, até agora não há combate contínuo à mineração ilegal no território Munduruku, e a tensão na área só cresce.

O ataque à sede das mulheres indígenas em Jacareacanga é o mais recente de uma série de atos de violência contra a vida e os direitos indígenas.

Enquanto isso, uma ação de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em agosto do ano passado foi interrompida após visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da intervenção do Ministério da Defesa.

As circunstâncias da interrupção incluíram suspeitas de vazamento de informações sigilosas e transporte de garimpeiros em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), e estão sendo investigadas em dois inquéritos do MPF.

Este mês o MPF abriu apurações sobre a ocorrência de improbidade administrativa por parte de autoridades responsáveis por evitar a invasão garimpeira, e sobre a ocorrência de dano coletivo aos indígenas.

Apoiadores:

André Trigueiro

Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib)

Associação de Docentes da Universidade Federal do Pará (Adufpa)

Associação Nacional de Ação Indigenista (Anaí)

Comissão Pastoral da Terra

Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos

Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (Cita)

Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab)

Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa)

Fórum da Amazônia Oriental (Faor)

Instituto Kabu

International Rivers - Brasil

Jornal de Casa, com Victor Camejo

Movimento Xingu Vivo Para Sempre

Mulheres Indígenas do Baixo Tapajós - Departamento de Mulheres Indígenas do Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (Cita)

Sindicato Nacional de Docentes do Ensino Superior (Andes-SN)

Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH)

Uma Gota no Oceano

 

 

Ministério Público Federal no Pará
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(91) 3299-0148 / 3299-0212
(91) 98403-9943 / 98402-2708
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9 às 18h

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Plantão:

Telefone: (91) 98404-6620

O plantão da Procuradoria da República no Pará funciona em apoio ao plantão da Justiça Federal e também para o atendimento dos casos emergenciais de violação dos direitos do cidadão e da coletividade, por meio de pedidos, ações, procedimentos e medidas de urgência destinadas a evitar perecimento e danos a direito individual, difuso e coletivo, assegurar a liberdade de locomoção e garantir a aplicação da lei penal. Período e horário do plantão: Sábados, domingos, feriados, recessos e nos dias úteis iniciará às 18h01 e finalizará às 08h59 do dia seguinte, bem como abrangerá também as Procuradorias da República nos municípios do Pará nos finais de semana, nos feriados, nos pontos facultativos e nos recessos.

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