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Rio Grande do Norte

Criminal
14 de Janeiro de 2020 às 13h50

Operação Níquel: contrabandistas são alvos de mandados de busca, apreensão e prisão preventiva

Organização criminosa tem participação de policiais militares do Rio Grande do Norte

Imagem de fundo preto com a palavra OPERAÇÃO MPF destacada, na cor branca

Arte: Secom/PGR

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal cumpriram, na manhã desta terça-feira (14) mandados de busca, apreensão e prisão preventiva na Operação Níquel. A ação teve como alvo os membros de organização criminosa, inclusive policiais militares, responsáveis pelo contrabando aquaviário de cigarros e outros produtos do Paraguai para o Rio Grande do Norte. Ao todo, sete mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão foram cumpridos em Natal (RN), São Paulo e Abaetetuba (PA). Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal no estado, após pedidos da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF). Cigarros contrabandeados, armas de fogo e munições foram apreendidos pela PF na operação. 

De acordo com o MPF, as investigações apontam de forma contundente o cometimento de diversos crimes, como organização criminosa armada, contrabando e lavagem de ativos. Eles são responsáveis pelo escoamento, escolta e guarda dos produtos, além de executar operações financeiras para ocultar a origem e destino dos recursos. Dados obtidos no Inquérito Policial dão a dimensão da organização atuante no estado: em cerca de 18 meses, foram movimentados mais de R$ 16 milhões, por intermédio de pessoas físicas e jurídicas.

Para os procuradores da República signatários da manifestação, ficou amplamente comprovado que a atividade criminosa permanece, o que justifica a necessidade e urgência das prisões preventivas. “Os investigados continuam cometendo crimes de forma intensa, alguns inclusive se utilizando da farda da Polícia Militar do RN, e de armas de fogo para assegurar o resultado financeiro dos delitos de contrabando”, afirmaram. Os procuradores também ressaltaram que, com a apreensão de aparelhos, “poderá ser possível elucidar a autoria e a materialidade dos crimes em análise ou até mesmo se descobrir a ocorrência de outros ilícitos”.

Investigação – A organização criminosa passou a ser investigada com o compartilhamento de provas obtidas pelo Ministério Público do Estado do RN e pela Força Nacional, no âmbito das operações "Limpidare" e "Caronte", que apuram mais de uma centena de mortes violentas em Ceará-Mirim (RN).

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