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Indígenas
30 de Abril de 2019 às 16h45

#AbrilIndígena: MPF no Rio realiza roda de conversa com representantes de diversas etnias do país

Evento "Abril Indígena - Na luta a gente se encontra" reuniu membros do MPF, da OAB/RJ, do Conselho Indigenista Missionário e da Associação Americana de Juristas

Foto mostra índios sentados em fileira. Alguns vestidos com trajes típicos de suas etnias

Foto: Ascom/MPF

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio celebrou o Dia Nacional do Índio em uma roda de conversa que reuniu representantes do MPF, da Comissão de Direitos Sociais e Interlocução Sócio-Popular da OAB/RJ, do Conselho Indigenista Missionário e da Associação Americana de Juristas do Núcleo Brasil, além da participação de etnias indígenas de diversas regiões do país. No encontro, ocorrido na última sexta-feira (26), o procurador da República Julio José Araujo Junior, que é coordenador do grupo de trabalho Povos Indígenas e Regime Militar, da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, recebeu povos de diversas etnias do país que vivem no Rio de Janeiro estudando, trabalhando ou, ainda, em viagem/trânsito, como Xavantes, Tupinambás, Guajajaras, Korubos, Guaranis, Maraguás, Kambebas e Potiguaras.

O procurador abriu o evento com a exibição do documentário “O Retorno da Terra”, de Daniela Arlacón, que retrata a luta pela demarcação de terra dos índios Tupinambás residentes na aldeia Serra do Padeiro, no sul da Bahia. Há 10 anos, os Tupinambás sofrem com a criminalização da grande mídia pela resistência durante o episódio da tomada de suas terras e com as ameaças da Força Nacional de Segurança e de produtores rurais. Os moradores da aldeia aguardam até hoje o processo de demarcação de terras.

Assista a íntegra do documentário clicando aqui.

José Carlos Levinho, diretor do Museu do Índio em Botafogo relatou as dificuldades na preservação e conservação do patrimônio indígena. Segundo Levinho, o local hoje abriga o maior acervo etnográfico documental do Brasil. O diretor do museu, que também é antropólogo da Fundação Nacional do Índio (Funai), relembrou o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, onde foram encontrados registros de 200 anos de diretores relatando o descaso com o repasse de verbas para a manutenção do museu.

Urutau Guajajara, representante da etnia Guajajara e também residente na Aldeia Maracanã, levantou a questão dos índios brasileiros terem em seus respectivos registros de nascimento a etnia negra ao invés de indígena, o que, segundo as próprias lideranças, invisibiliza as tradições e o passado histórico desses povos. Urutau elogiou o título do convite realizado pelo MPF, "Abril Indígena - Na luta a gente se encontra”, mas questionou a ausência de representantes do governo do estado, da Defensoria Pública e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para prestarem esclarecimentos sobre o processo de reintegração de posse da Aldeia Maracanã.

Os líderes Tupinambás relembraram o recente episódio envolvendo o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL/RJ), o qual se referiu à Aldeia Maracanã como “cracolândia” e “lixo urbano”. Ricardo Ajuricaba, representante Tupinambá, relatou a resistência das tribos da Aldeia em relação aos ataques das forças policiais durante os processos de desocupação: “A tarefa agora é agir. Por que não nos lançamos na questão da Aldeia Maracanã? Porque é uma questão política”.

Ao final, os participantes definiram a realização de novos encontros, que abordem temas específicos, inclusive em espaços ocupados ou reivindicados pelos indígenas. Propostas como o encontro de estudantes indígenas que vivem no Rio de Janeiro e debates sobre o próximo censo foram aprovadas, e os eventos deverão ser realizados em breve.

Clique aqui para acessar a galeria de fotos.

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