Logo MPF nome Logo MPF

2ª Região

Espírito Santo e Rio de Janeiro

Procuradoria Regional da República da 2ª Região

  • MPF nas redes sociais  
  • Facebook
  • Flickr
  • Twitter
  • YouTube
  • Instagram
Criminal
13 de Março de 2019 às 11h25

MPF se opõe à soltura de condenados por enviar cocaína em voos entre Rio e Europa

TRF2 julga nesta quarta-feira (13) se mantém prisão de réus que atuavam no aeroporto do Galeão

Avião pousando em aeroporto

Imagem Ilustrativa (Istockimage)

O Ministério Público Federal (MPF) rebateu na Justiça pedidos de soltura de condenados por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico acusados a partir da Operação Rush, deflagrada em dezembro de 2017 no aeroporto Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro. O Tribunal Regional Federal na 2ª Região (TRF2) julgará a libertação de quatro réus com habeas corpus pautados nesta quarta-feira (13) – 18 pessoas foram acusadas de integrar o grupo que remetia malas com cocaína para a Europa. As penas fixadas pela 1ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro chegam a 24 anos de prisão e as defesas pleiteiam que os réus recorram em liberdade contra a sentença de 139 laudas.

O MPF na 2ª Região (RJ/ES) refutou as alegações dos advogados no pedido de liberdade provisória. Em manifestação ao TRF2, o MPF considerou que permanecem válidos os requisitos das prisões preventivas, tais como a gravidade das condutas praticadas por integrantes da associação criminosa. Além do tráfico de cocaína para a Europa, a operação Rush desmantelou grupos especializados em descaminho (entrada de produtos sem pagar tributos) e furto de bebidas alcoólicas servidas a bordo.

Nos autos do processo, ficou caracterizado o esquema de tráfico desmantelado pela operação Rush: sob a liderança de dois traficantes albaneses e dois brasileiros, o grupo levava cocaína de um galpão no Mercado São Sebastião, na Penha, em malas até áreas reservadas do aeroporto internacional. A articulação de funcionários e ex-funcionários de empresas atuantes no terminal permitia etiquetar malas com cocaína fraudulentamente – etiquetas retiradas de bagagens normais eram realocadas em malas com a droga fora do alcance das câmeras de segurança. Um integrante do grupo, ex-funcionário da Swissport e Avianca, chegou a ser chamado de RGA (sigla para “resolvedor-geral de aeroporto”) por buscar soluções para garantir a eficácia do esquema.

“Quem detinha condições para responder ao processo em liberdade ou para receber medida cautelar diversa da prisão teve esse direito natural e serenamente reconhecido”, frisou em parecer o procurador regional da República Blal Dalloul, que representará o MPF na sessão do Tribunal. "A sentença, a par de somar provas para a condenação, apontou de forma fundamentada as razões que exigiam e exigem a determinação da prisão, indicando a forte presença dos pressupostos autorizadores."

Atualização às 15h30 de 13/3: os três réus que estavam presos tiveram habeas corpus negados e permanecerão na prisão, enquanto o quarto réu, em liberdade por força de uma liminar, continuará solto até ser julgado recurso contra sentença.

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal na 2ª Região (RJ/ES) | Procuradoria Regional Eleitoral/RJ
Tel.: (21) 3554-9199/9003
Twitter: @mpf_prr2

Contatos
Endereço da Unidade

Avenida Almirante Barroso, 54, Centro
Rio de Janeiro/RJ
CEP 20031-000

Rua México, 158, Centro
Rio de Janeiro/RJ
CEP 20.031-900

PABX: (21) 3554-9300


Acesse aqui

Assessoria de comunicação
E-mail: prr2-assimp@mpf.mp.br

Informações sobre licitação
Telefone: (21) 3554-9013
E-mail: prr2-cpl@mpf.mp.br