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2ª Região

Espírito Santo e Rio de Janeiro

Procuradoria Regional da República da 2ª Região

Criminal
18 de Janeiro de 2017 às 14h38

MPF quer dirigentes de banco punidos por crimes em crédito do BNDES

Réus do GNPP autorizaram R$ 30 milhões em financiamentos irregulares

Imagem ilustrativa (iStock foto)

Imagem ilustrativa (iStock foto)

O Ministério Público Federal (MPF) quer manter a condenação de dois dirigentes do Banco GNPP por crimes contra o sistema financeiro nacional. Eles são acusados de intermediar a obtenção fraudulenta de financiamentos que somam R$ 30 milhões (já corrigidos) por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os réus Denizar Azevedo e Carlos Humberto Rodrigues estão recorrendo de sua condenação a sete anos em regime fechado e a sete anos em regime semiaberto, respectivamente, além de multas de 1.650 e 495 salários mínimos.

O processo (nº 1996.51.01.068629-4) teve origem em quatro pedidos de financiamentos ao BNDES, intermediados pelo GNPP, para a Sanita Indústria e Comércio e RA Engenharia adquirirem maquinário. O banco era responsável por fazer vistorias in loco dos bens adquiridos e confirmar a concessão do empréstimo. A investigação, no entanto, revelou que a fornecedora Usitécnica Equipamentos Industriais já não funcionava mais e os equipamentos jamais foram entregues.

A Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) se manifestou contra o recurso dos réus. Para a PRR2, não há dúvidas de que os réus agiram deliberadamente de forma ilegal, assinando recibos falsos e atestando verificações que reconheceram nunca terem feito. As semelhanças entre as fraudes nos quatro financiamentos reforçam a tese de crime financeiro.

“A quantidade de atos de gestão do GNPP assinados pelos réus demonstram que eles tinham efetivos poderes de direção do banco, e não eram meros empregados como tentam fazer crer”, argumenta o procurador regional da República Flávio Paixão. “Ambos também já foram condenados em São Paulo por crimes de mesma natureza, o que justifica a gravidade das penas aplicadas”, explica ele.

Também réu na ação, Sérgio da Silva Carvalho, sócio-gerente da RA Engenharia, foi condenado a quatro anos e dez meses em regime semiaberto e a 321 salários mínimos de multa.

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