Logo MPF nome Logo MPF

Paraná

Combate à Corrupção
16 de Dezembro de 2015 às 18h15

Lava Jato: força-tarefa denuncia mais 11 pessoas por crimes de corrupção, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro

Denunciados estão envolvidos em um esquema de corrupção para a contratação da Schahin Engenharia como operadora do navio-sonda Vitoria 10.000 pela Petrobras. MPF quer reparação de danos no montante de R$ 53,5 milhões

Lava Jato: força-tarefa denuncia mais 11 pessoas por crimes de corrupção, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro

Denunciados estão envolvidos em um esquema de corrupção para a contratação da Schahin Engenharia como operadora do navio-sonda Vitoria 10.000 pela Petrobras. MPF quer reparação de danos no montante de R$ 53,5 milhões

A força-tarefa da Operação Lava Jato do Ministério Público Federal em Curitiba denunciou, nesta segunda-feira (14 de dezembro), 11 pessoas envolvidas em um esquema de corrupção para a contratação da Schahin Engenharia, em 2009, como operadora do navio-sonda Vitoria 10.000 pela área internacional da Petrobras. As denúncias envolvem crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e corrupção ativa e passiva. Na ação, o MPF pede o valor mínimo de reparação dos danos causados no montante de R$ 53,5 milhões.

Foram denunciados José Carlos Bumlai, Salim Taufic Schahin, Cristiana Barbosa Dodero Bumlai, Milton Taufic Bumlai Schahin, Mauricio de Barros Bumlai, Fernando Schahim, Nestor Cuñat Cerveró, Jorge Luiz Zelada, Eduardo Costa Vaz Musa, Fernando Antonio Falcão Soares (Fernando Baiano) e João Vaccari Neto (veja a especificação dos crimes abaixo).

Corrupção - Entre outubro de 2006 e de janeiro de 2009 (o que abrangeu o período em que Nestor Cerveró, Jorge Zelada e Eduardo Musa ocupavam cargos de relevância na Área Internacional da Petrobras), Milton, Fernando e Salim Schaim ofereceram U$ 1 milhão como vantagem pessoal a Eduardo Musa, além da quitação de dívida no valor de R$ 18 milhões (que, na realidade, eram R$ 49 milhões quando considerados os juros) a Cerveró, Zelada e Musa (como vantagem indevida em favor do Partido dos Trabalhadores -PT), em benefício de José Carlos Bumlai, Mauricio Bumlai, Cristiane Dodero Bumlai e João Vaccari Neto e do Partido dos Trabalhadores. O valor foi oferecido para determinar os funcionários públicos a favorecer a empresa Schahin Engenharia nas negociações para a contratação da operadora do navio-sonda Vitoria 10.000. O custo da do contrato de afretamento do navio foi de U$ 1,6 bilhão. 

A aceitação da vantagem indevida foi intermediada por Fernando Baiano e João Vaccari Neto, atendendo a pedidos de José Bumlai e Salim Schahin. Baiano foi responsável pela aproximação com área técnica da diretoria internacional da Petrobras e Vaccari fez os contatos políticos no PT e na Petrobras para viabilizar a contratação. 

Gestão fraudulenta – Entre outubro de 2004 e dezembro de 2009, Milton e Salim Schahin, Cristiane Dodero Bumlai e Mauricio Bulmai geriram fraudulentamente instituições financeiras do Grupo Schahin (Banco e Securitizadora Schahin) e concederam empréstimos e renovações de empréstimos fraudulentos para José Carlos Bumlai, no valor total de R$ 12.176.850,80, e para a empresa Agro Caieira (R$ 18.204.036,81).

Lavagem de dinheiro - Entre janeiro e dezembro de 2009, Salim Schahin, José Carlos Bumlai, Cristiane Dodero Bumlai e Mauricio Bumlai ocultaram e dissimularam a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade ilícita de R$ 18 milhões (que equivaliam, na verdade, a R$ 49 milhões quando considerados os juros incidentes) provenientes de crimes contra o sistema financeiro e de crimes de corrupção em face da Petrobras. Para isso, utilizaram-se da simulação de uma triangulação de negócios jurídicos envolvendo as empresas Schahin Securitizadora; Fazenda Agromasa; Fazenda Agropecuária Alto do Turiaçu (todas pertencentes ao Grupo Schahin) e Agro Caieiras (de José Bumlai e seus filhos). A operação tinha por objetivo ocultar e dissimular o pagamento da vantagem indevida em favor do PT e de José Carlos Bumlai, Cristiane e Mauricio Bumlai. A fraude consistiu na celebração de um contrato de transação e liquidação de dívida entre a Schahin Securitizadora de Créditos e Agro Caieiras, que envolveu a compra e venda simulada de embriões de gado de elite. 

Todos os detalhes das operações fraudulentas e das condutas de cada denunciado estão na denúncia. Clique aqui para ler. 

Denunciados e crimes:

Corrupção ativa (Art. 333 do Código Penal): Milton Taufic Schahin, Fernando Schahin e Salim Taufic Schahin

Corrupção passiva (Art. 317 do Código Penal): Nestor Cuñat Cerveró, Jorge Luiz Zelada, Eduardo Costa Vaz Musa, José Carlos Costa Marques Bumlai, Mauricio de Barros Bumlai, Fernando Antonio Falcão Soares, Crirtiane Barbosa Dodero Bumlai e João Vaccari Neto

Gestão fraudulenta (art. 4º da Lei nº 7492/96): Milton Taufic Schahin, Salim Taufic Schahin, José Carlos Costa Marques Bumlai, Cristiane Barbosa Dodero Bumlai e Mauricio de Barros Bumlai

Lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9613/98): Salim Taufic Schahin, José Carlos Costa Marques Bumlai, Cristiane Barbosa Dodero Bumlai, Mauricio de Barros Bumlai

Veja aqui a apresentação da coletiva de imprensa.

Lava Jato - Acompanhe todas as informações oficiais do MPF sobre a Operação Lava Jato no site www.lavajato.mpf.mp.br.

10 Medidas - O combate à corrupção é um compromisso do Ministério Público Federal. Por esta razão, o MPF apresentou ao Congresso Nacional um conjunto de dez medidas distribuídas em três frentes: prevenção (evitar que a corrupção aconteça por meio de campanhas educacionais, de treinamento, de accountability, de auditoria e de transparência); o estabelecimento de penas adequadas e que saiam do papel; por fim, a criação de instrumentos para a recuperação satisfatória do dinheiro desviado. Essas medidas podem se tornar projetos de iniciativa popular, como foi feito com a lei da Ficha Limpa. Para isso, é necessário coletar, no mínimo, 1,5 milhão de assinaturas de eleitores em todo o país. Saiba mais sobre as medidas e a campanha de coleta de assinaturas no site www.10medidas.mpf.mp.br

Matéria correlata: Lava Jato: Polícia Federal cumpre mandados relacionados a José Carlos Bumlai e ao BNDES na 21ª fase

Assessoria de Comunicação - Ascom
Procuradoria da República no Estado do Paraná
Atendimento à imprensa
Fones: 41. 3219-8843/ 3219-8870/ 8852-7555
E-mail: prpr-ascom@mpf.mp.br
Site: www.prpr.mpf.mp.br   
Twitter: www.twitter.com/MPF_PRPR

Contatos
Endereço da Unidade

Rua Marechal Deodoro, 933
Centro - Curitiba - PR
CEP 80060-010


(41) 3219-8700
Atendimento de protocolo administrativo e ao cidadão - segunda a sexta, das 11h às 18h

Protocolo eletrônico: www.protocolo.mpf.mp.br

Peticionamento eletrônico: www.peticionamento.mpf.mp.br

Núcleo de Atendimento ao Cidadão:
Telefone: (41) 3219-8754

prpr-nac@mpf.mp.br

Denuncie aqui.

Como chegar
Sites relacionados
Área Restrita