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Geral e Direitos do Cidadão
18 de Março de 2019 às 18h40

PFDC participa de sessão solene em homenagem a Marielle Franco

Cerimônia foi realizada no Plenário da Câmara dos Deputados e reuniu parlamentares, defensores de direitos humanos, coletivos e organizações sociais

Foto mostra a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, discursando na Câmara dos Deputados

Fonte: PFDC

“Quem mandou matar Marielle Franco? E por quê?”. Sob esse lema, parlamentares, defensores de direitos humanos, coletivos e organizações sociais estiveram reunidos nesta segunda-feira (18) em sessão solene no Plenário da Câmara dos Deputados. 

Os assassinatos da vereadora carioca e do seu motorista Anderson Gomes completaram um ano na última quinta-feira. Dois dias antes, dois acusados de participação no crime foram presos: o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa – apontado como o responsável pelos disparos que assassinaram a vereadora e seu motorista – e o ex-policial Elcio Vieira de Queiroz, acusado de dirigir o veículo usado na perseguição à parlamentar. 

Para o deputado Ivan Valente (Psol/SP), que presidiu a sessão, a origem da ordem e a motivação para o crime demandam uma resposta urgente: “o Brasil inteiro exige essa resposta, o mundo inteiro quer saber, pelo ícone que Marielle representou". 

A cobrança também foi feita pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em discurso encaminhado para leitura durante a sessão. “A execução de uma militante ativa de causas presentes representa um inequívoco atentado contra a democracia, o que exige solução e punição exemplares”, destacou. 

A luta de Marielle em defesa de direitos humanos e de justiça social também foi destacada durante a sessão solene. “A parlamentar era símbolo de muitas vozes – de classe, de gênero, de raça, de orientação sexual e de território. Esclarecer por completo esse grave crime é um imperativo do campo ético e moral, assim como de defesa da democracia”, destacou a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat. 

É esse legado, reforçou o deputado distrital Fábio Felix, que precisa ser lembrado: “vivemos um momento de profunda polarização na política brasileira, com setores autoritários – que são os mesmos que não aceitaram a abolição da escravatura, que querem manter o povo negro sob seu jugo, aqueles que não aceitam o afeto e a identidade LGBT e que são contra as mulheres no poder. Para esses, o legado, a memória e a história de Marielle Franco devem ser a resposta”. 

Presente à cerimônia, o pai da vereadora, Antônio Francisco da Silva, apontou a atuação da parlamentar como parte de um movimento que busca construir um país com maior igualdade social. “Faço uso desse microfone, que tem alcance mundial, para dizer que apenas o primeiro passo na solução desse crime foi dado. Resta saber quem e por que mandou matar Marielle Franco. Sem essas respostas, outros defensores de direitos humanos seguem sob permanente ameaça”. 

A viúva de Anderson, Ághata Reis, também presente à sessão, reforçou que o esclarecimento dessa tragédia é uma luta em favor da vida. “Marielle era alvo por ser vereadora com a atuação que tinha, mas isso não diminui a gravidade da morte do meu marido. Anderson era um trabalhador”.

 

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