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Indígenas
14 de Agosto de 2019 às 16h20

MPF participa de debate na Câmara sobre desafios históricos e institucionais dos direitos indígenas

Para o procurador Julio José Araujo Junior, a imagem colonial e idealizada dos índios é um dos obstáculos a serem superados na defesa da causa indígena

Foto mostra procurador em auditório na Câmara dos Deputados durante sua fala

Foto: Leonardo Prado/Secom/PGR

O Ministério Público Federal (MPF) participou nesta quarta-feira (14) de debate na Câmara dos Deputados para discutir a importância da defesa dos direitos de povos indígenas e aspectos relacionados à educação. A instituição foi representada pelo procurador da República Júlio José Araújo Júnior, que coordena o Grupo de Trabalho Povos Indígenas e Regime Militar, vinculado à Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6CCR). O objetivo do evento foi promover a compreensão da educação e da realidade indígena a partir dos direitos e singularidades desses povos, contextualizando os desafios institucionais numa perspectiva histórica.

Ao palestrar, o procurador apresentou o livro "Direitos territoriais indígenas: uma interpretação intercultural" e falou sobre o histórico de violações de direitos de indígenas no Brasil. Segundo ele, a visão idealizada e colonialista desses povos é um dos fatores que contribuem para esse quadro. “A gente identifica uma visão colonial e colonialista em relação a esses grupos, em que a negação da identidade, a inferiorização e o silenciamento de suas trajetórias se apresentam como aspectos essenciais na construção de outras identidades”, afirmou.

O procurador explicou que, embora as violações perdurem, os direitos indígenas são garantidos pela Constituição, de forma inovadora. “A Constituição é fruto de mobilização indígena, de uma sensibilização da sociedade, fruto de um embate que derrubou várias visões em relação a esses povos, trazendo autonomia e refutando a hierarquização de bens jurídicos e de visões de mundo”, disse.

Segundo ele, a Carta Magna reconhece a dívida histórica com esses povos, mas recusa a visão colonialista e idealizada dos indígenas. “A partir da Constituição, tivemos alguns avanços, como o reconhecimento dos direitos territoriais, principalmente na Amazônia Legal, a geração de políticas públicas, inclusive o subsistema próprio de saúde, mas nunca deixou de existir uma tentativa de olhar para esses direitos à luz de regimes passados”, ponderou. Ao final, Julio Araújo criticou a postura do governo atual contra a cultura indígena, que “reaviva a lógica autoritária do período da ditadura”, ao trazer um cenário de retórica do passado como se fosse nova.

A palestra fez parte do ciclo de debates da Comissão de Educação da Câmara, realizado em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação. Para a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), que conduziu a mesa, os apontamentos do MPF “só comprovam que é preciso quebrar os estereótipos, garantir direitos e preservar a cultura do país”. O debate também contou com a participação de Rubens Valente, jornalista e autor de livros sobre o tema.

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