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Para o Cidadão

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Rio de Janeiro

Em outubro de 2015, o Supremo Tribunal Federal determinou a remessa para o Rio de Janeiro de denúncia apresentada pela Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba que apontou irregularidades em contratos para a construção da usina nuclear Angra 3. Paralelamente ao curso desta ação penal na 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro deu início ao aprofundamento das investigações, pois constatou-se que o esquema era mais amplo que o núcleo denunciado inicialmente. Diante da complexidade das investigações, em junho de 2016, foi criada uma força-tarefa para investigar supostos crimes de corrupção, desvio de verbas e fraudes em licitações e contratos na Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás, responsável atualmente pelos seguintes processos:


1) Processo Penal nº 0510926-86.2015.4.02.5101 (Operação Radioatividade)

Síntese: Em 1º de setembro de 2015, o Ministério Público Federal no Paraná ofereceu denúncia expondo esquema criminoso nas licitações da Eletronuclear. Houve formação de cartel, principalmente nas licitações de serviços de montagem da usina Angra 3. As construtoras Andrade Gutierrez e Engevix, contratadas pela Eletronuclear, usaram empresas de fachada para repassar propinas ao vice-almirante reformado Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear.

Além do militar reformado e de Ana Cristina da Silva Toniolo, foram denunciados Rogério Nora, Clóvis Renato, Olavinho Ferreira Mendes, Flávio Barra, Gustavo Botelho, Carlos Gallo, Josué Nobre, Geraldo Arruda, José Antunes Sobrinho, Gerson Almada, Cristiano Kok, Victor Colavitti e Otávio Marques de Azevedo.

Ainda em setembro de 2015, o ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, determinou o envio do processo à Justiça Federal do Rio de Janeiro por entender que não há relação entre os crimes cometidos na Eletronuclear e na Petrobras, desmembramento que motivou a criação da força-tarefa no Rio de Janeiro.

Veja a denúncia .
Veja as alegações finais .
Veja a sentença .


2) Processo penal nº 0100511-75.2016.4.02.5101 (Operação Pripyat)

Síntese: Em 27 de julho de 2016, o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro denunciou 15 envolvidos na organização criminosa à frente de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro em contratos entre Eletronuclear e as construtoras Andrade Gutierrez e Engevix para as obras da usina Angra 3. O esquema usava empresas de fachada para pagar propina a altos funcionários da Eletronuclear. Foram denunciados Luiz Antônio de Amorim Soares, Luiz Manuel Amaral Messias, José Eduardo Brayner C.Mattos, Edno Negrini, Pérsio José Gomes Jordani, Marco Aurélio Barreto Pereira Leite, Marco Aurélio Vianna Pereira, Delmo Pereira Vieira, Rogério Nora de Sá, Clóvis Renato Numa Peixoto Primo, Flávio David Barra, Gustavo Ribeiro de Andrade Botelho, José Antunes Sobrinho, Ludmila Gabriel Pereira e Marlei Gabriel Pereira.

Veja a denúncia .
Veja a sentença .


3) Processo penal nº 0106644-36.2016.4.02.5101 (Operação Irmandade)

Síntese: Em 10 de agosto de 2016, 11 pessoas foram denunciadas por lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsidade ideológica. Os denunciados integravam o núcleo financeiro operacional do esquema investigado na Operação Pripyat, responsável pelas empresas de fachada que intermediavam o repasse de vantagens indevidas e geravam caixa 2 para pagamentos de propina em espécie pela construtora Andrade Gutierrez a diretores da Eletronuclear na construção de Angra 3. São réus na ação penal Samir Assad, Adir Assad, Marcello Abbud, Mauro Abbud, Sandra Branco Malagó, Sonia Malagó e Raul Tadeu Figueroa, Rogério Nora de Sá, Clóvis Renato Numa Peixoto Primo, Flávio David Barra e Gustavo Ribeiro de Andrade Botelho.

Veja a denúncia .


4) Processo penal nº 0509503-57.2016.4.02.5101 (Operação Calicute)

Síntese: O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e outros 12 acusados foram denunciados em 6 de dezembro de 2016 pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa nas obras para a urbanização em Manguinhos (PAC Favelas), construção do Arco Metropolitano e reforma do estádio do Maracanã para a Copa de 2014. As obras receberam recursos federais desde 2007 e a denúncia apontou a divisão da organização em quatro núcleos: econômico (executivos de construtoras que ofereciam vantagens indevidas); administrativo (gestores estaduais que pediam e geriam entrada de propinas); financeiro operacional (recebedores de propinas e ocultadores de sua origem); e político (ex-governador e líder da organização). Foram denunciados Sérgio Cabral, Wilson Carlos, Hudson Braga, Carlos Miranda, Carlos Bezerra, Wagner Jordão, Adriana Ancelmo, Pedro Ramos, Paulo Fernando, José Orlando, Luiz Paulo Reis, Carlos Borges e Luiz Igayara.

Veja a denúncia .
Veja as alegações finais .
Veja a sentença .


5) Processo penal nº 0501634-09.2017.4.02.5101 (Operação Eficiência)

Síntese: O pagamento de propina por parte do empresário Eike Batista ao ex-governador Sérgio Cabral foi objeto de denúncia em 10 de fevereiro de 2017. Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, Wilson Carlos e Carlos Miranda foram denunciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Eike Batista e Flávio Godinho por corrupção ativa e lavagem de dinheiro; e Luiz Arthur Andrade Correia, Renato Chebar e Marcelo Chebar por lavagem de dinheiro. Cabral e os irmãos Chebar também foram denunciados por evasão de divisas, por manterem recursos não declarados no exterior.

Veja a denúncia .


6) Processo penal nº 0015979-37.2017.4.02.5101 (Operação Eficiência)

Síntese: Em 14 de fevereiro de 2017, foi apresentada nova denúncia resultante da Operação Eficiência, desta vez por crimes de lavagem de dinheiro praticados por organização criminosa no Brasil. Além do ex-governador Sérgio Cabral (184 crimes), também foram denunciados Carlos Miranda (147 crimes), Carlos Bezerra (97 crimes), Sérgio Castro de Oliveira (6 crimes), Ary Ferreira da Costa Filho (2 crimes), Adriana Ancelmo (7 crimes), Thiago de Aragão Gonçalves (7 crimes), Francisco de Assis Neto (29 crimes), Álvaro José Galliez Novis (32 crimes). Sérgio de Oliveira, Thiago de Aragão, Francisco de Assis e Álvaro Novis também foram denunciados por integrarem a organização criminosa.

Veja a íntegra da denúncia
Veja a sentença


7) Processo penal nº 0501853-22.2017.4.02.5101 (Operação Mascate)

Síntese: Em 21 de fevereiro de 2017, o ex-governador Sérgio Cabral, o ex-assessor da Casa Civil do Governo do Rio de Janeiro Ary Filho, e Carlos Miranda, um dos operadores financeiros do esquema, foram denunciados pelo MPF pelo crime de lavagem de dinheiro. Ary Filho também foi denunciado por pertencer à organização criminosa, apontado como integrante do esquema de desvio de recursos públicos liderado por Cabral. A denúncia aponta que os denunciados se valeram de três formas distintas para promover a lavagem de ativos em 148 oportunidades: transferências bancárias de empresas de um colaborador para a empresa GRALC/LRG Agropecuária, de propriedade de Carlos Miranda, com a justificativa de prestação de serviços de consultoria inexistente; compra de veículos para a organização criminosa pelas empresas de um colaborador; compra de imóveis da organização criminosa pela empresa de um colaborador.

Veja a íntegra da denúncia
Veja a sentença


8) Processo penal nº 0502041-15.2017.4.02.5101 (Operação Eficiência e Hic et Ubique)

Síntese: Em 8 de março de 2017, foi apresentada denúncia por fatos apurados no curso das Operações Eficiência e Hic et Ubique. Após a celebração de acordos de colaboração premiada, foi possível revelar como Sérgio Cabral e sua organização criminosa ocultaram e lavaram: 1) R$ 39.757.947,69 movimentados e guardados no Brasil; 2) US$ 100.160.304,90 depositados em dinheiro em contas no exterior; 3) € 1.214.026,13 ocultados sob a forma de diamantes, guardados em cofre no exterior; 4) US$ 1.054.989,90 ocultados sob a forma de diamantes, guardados em cofre no exterior e; 5) US$ 247.950,00 ocultados sob a forma de quatro quilos e meio de ouro, guardados em cofre no exterior. Foram denunciados: Sérgio Cabral (evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção passiva), Carlos Miranda (evasão de divisas e lavagem de dinheiro), Wilson Carlos (evasão de divisas e lavagem de dinheiro), Sérgio Castro de Oliveira – Serjão (evasão de divisas), Vinicius Claret – Juca (evasão de divisas, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa), Claudio de Souza – Tony/Peter (evasão de divisas, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa) e Timothy Scorah Lynn (corrupção ativa e lavagem de dinheiro). A denúncia também imputou crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção passiva a duas pessoas que fizeram acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Veja a denúncia .


9) Processo penal nº 0035102-21.2017.4.02.5101 (Lavagem Angra 3)

Síntese: A partir das apurações da Operação Pripyat, foi oferecida denúncia em 22 de março de 2017 contra cinco ex-dirigentes da Eletronuclear e dois sócios da VW Refrigeração por crimes de lavagem de dinheiro somando mais de R$ 2,3 milhões. Eles foram acusados de movimentar e dissimular a origem de recursos destinados às obras da usina de Angra 3. Para tanto, foram usados pelo menos 27 saques não identificados e depósitos entre 2010 e 2016 nas contas dos executivos. Foram denunciados o ex-superintendente de construção da Eletronuclear, José Eduardo Costa Mattos, os ex-diretores Edmo Negrini (Administração e Finanças), Luiz Soares (Dir. Técnico), Luiz Messias (Superintendência de Gerenciamento de Empreendimentos) e Pérsio José Gomes Jordani (Planejamento, Gestão e Meio Ambiente), além dos empresários Marco Aurélio Barreto e Marco Aurélio Vianna, da VW Refrigeração.

Veja a denúncia .


10) Processo penal nº 0104045-90.2017.4.02.5101 (Operação Tolypeutes)

Síntese: Em 17 de abril de 2017, o ex-subsecretário de Transportes Luiz Carlos Velloso foi denunciado por lavagem de dinheiro referente ao recebimento de vantagens indevidas nos contratos para a construção da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro. A denúncia narra quatro tipos de lavagem de dinheiro: 1) três pagamentos em dinheiro, no valor total de R$ 68.376,60, por serviços educacionais de seus filhos; 2) 69 pagamentos em dinheiro, no valor total de R$ 600.479,25, de cartões de crédito de sua esposa; 3) 182 depósitos em dinheiro, no valor total de R$285.002,11, na conta de sua esposa; 4) aquisição do automóvel Mercedes Benz C180, pelo valor de R$125 mil, em nome da empresa de seu irmão. Também foram denunciados Renata Loureiro Borges Monteiro, esposa de Velloso, e Juscelino Gil Velloso, seu irmão.

Veja a denúncia .


11) Processo penal nº 0104011-18.2017.4.02.5101 (Operação Tolypeutes)

Síntese: Em 17 de abril de 2017, o diretor de Engenharia da RioTrilhos Heitor Lopes de Sousa Júnior foi denunciado por lavagem de dinheiro referente ao recebimento de vantagens indevidas nos contratos para a construção da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro. Nos termos da denúncia, Heitor Lopes de Souza Júnior praticou atos de lavagem de dinheiro de três formas distintas: 1) 19 depósitos em dinheiro, no valor total de R$ 174 mil, na conta da empresa Arqline Arquitetura e Consultoria - EPP, da qual é sócio; 2) 32 transações financeiras, no valor total de R$ 5.306.460,00, entre a empresa MC Link Engenharia LTDA, subcontratada do consórcio que construiu a Linha 4 do Metrô, e a Arqline Arquitetura e Consultoria - EPP; 3) 139 operações financeiras, no valor total de R$ 30.710.419,05, envolvendo a empresa Arqmetro Arquitetura e Consultoria, da qual era sócio oculto. Também foram denunciados Jean Louis de Billy, Manoel José Salino Cortes e Luciana Cavalcanti Gonçalves Maia.

Veja a denúncia .


12) Processo penal nº 0017513-21.2014.4.02.510 (Saqueador e Calicute)

Síntese: Em 19 de abril de 2017, o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu nova denúncia à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro contra o ex-governador do estado Sérgio Cabral e outros 19 investigados. Eles são acusados de fraudes nas licitações para a reforma do estádio do Maracanã para a Copa de 2014 e para as obras de urbanização do programa PAC-Favelas, além do superfaturamento e da formação de cartel para obras públicas estaduais financiadas pela União. Os fatos apontados na denúncia formam parte do elo entre os crimes apurados pelas operações Saqueador e Calicute. Além de Cabral, foram denunciados: Wilson Carlos (ex-secretário de governo), Hudson Braga (ex-subsecretário de obras), Ícaro Júnior (ex-presidente da empresa de obras do RJ), Louzival Luiz Lago Mascarenhas Junior, Marcos Antonio Borghi e Marcelo Duarte Ribeiro (OAS), Fernando Cavendish e Paulo Meriade Duarte (Delta Construções), Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Eduardo Soares Martins, Irineu Berardi Meireles, Marcos, Vidigal do Amaral e Karine Karaoglan Khoury Ribeiro (Odebrecht), Juarez Miranda Junior (Camter), Maurício Rizzo e Gustavo Souza (Queiroz Galvão), Paulo Cesar Almeida Cabral (EIA), José Gilmar Francisco de Santana (Camargo Corrêa) e Ricardo Pernambuco (Carioca).

Veja a denúncia .


13) Processo penal nº 0503608-81.2017.4.02.5101 (Operação Fatura Exposta)

Síntese: Em 3 de maio de 2017, Sérgio Côrtes (ex-secretário de Saúde na gestão de Sérgio Cabral), Miguel Iskin e Sérgio Vianna Júnior foram denunciados pelo crime de embaraço a investigação de organização criminosa, acusados de articulação para influenciar no acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-subsecretário executivo da pasta, César Romero. De acordo com a denúncia, usando Vianna como intermediário, Côrtes e Iskin agiram de forma conjunta para constranger Romero a alterar o conteúdo de sua delação, que se encontrava ainda em fase de negociação com o MPF, oferendo dinheiro, inclusive. Os acusados tentavam combinar entre si versões a serem apresentadas, buscando dificultar as apurações dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro praticados no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) e na Secretaria Estadual de Saúde do Rio.

Veja a íntegra da denúncia
Veja a sentença


14) Processo penal nº 0503870-31.2017.4.02.5101 (Operação Fatura Exposta)

Síntese: Em 15 de maio de 2017, foi apresentada denúncia contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e outras seis pessoas por corrupção passiva e ativa e organização criminosa por irregularidades cometidas na Secretaria Estadual de Saúde, entre 2007 e 2014. Além do ex-governador, César Romero, Carlos Miranda, Carlos Bezerra, Sérgio Côrtes, Miguel Iskin e Gustavo Estellita são acusados de pagar ou receber propina para fraudar contratos da área de saúde. O esquema consistia no direcionamento nas licitações de serviços e equipamentos médicos com a participação de empresas estrangeiras, com aplicação de sobrepreço e no qual foram pagos mais de R$ 16,2 milhões em propina.

Veja a denúncia .


15) Processo penal nº 0504113-72.2017.4.02.5101 (Calicute, Eficiência e Tolypeutes)

Síntese: Em 23 de maio de 2017, foi protocolada denúncia pelos crimes de corrupção ativa e passiva, por esquema de pagamento de propina envolvendo a empreiteira Carioca Christiani-Nielsen, em contratos milionários das obras do Arco Metropolitano, do PAC Favelas e da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro. A organização criminosa atuou em diversas contratações do Estado do Rio de Janeiro, entre os anos de 2008 e 2014, tendo sido estruturada para que o ex-governador Sérgio Cabral recebesse uma “mesada” de até R$ 500 mil por mês da empreiteira Carioca Engenharia. Foram denunciados Sérgio Cabral, Wilson Carlos, Hudson Braga, Ricardo Pernambuco, Luiz Carlos Velloso, Heitor Lopes de Souza Júnior, Carlos Miranda, Luiz Carlos Bezerra, Wagner Jordão e José Orlando Rabelo.

Veja aqui a denúncia .


16) Processo penal nº 0504446-24.2017.4.02.5101

Síntese: Em 31 de maio de 2017, foi oferecida denúncia contra Luiz Carlos Bezerra, Cláudia de Moura Soares Bezerra, John O´Donnell e John O´Donnel Júnior por lavagem de dinheiro. A denúncia aponta que Carlos Bezerra e sua esposa, Cláudia, ocultaram a origem de R$ 1.195.300,00 por meio de contratos fictícios celebrados entre empresas de propriedade dos dois acusados e empresas administradas por John O´Donnell e John O´Donnel Júnior.

Veja a íntegra da denúncia .
Veja a sentença .


17) Processo penal nº 0504466-15.2017.4.02.5101

Síntese: Em 1º de junho, foi oferecida denúncia contra Sérgio Cabral; Flávio Werneck, dono da FW Engenharia; Alberto Conde, contador da FW; Susana Neves, ex-mulher de Cabral; Maurício Cabral, irmão do ex-governador; e Carlos Miranda, um dos operadores do esquema. Os episódios de lavagem de dinheiro relatados na denúncia se referem ao uso da empresa Survey Mar e Serviços Ltda, ligada a Flávio Werneck, para dar aparência lícita ao pagamento de R$ 1,7 milhão em propina. Nos pagamentos, foram utilizadas as empresas Araras Empreendimentos, de Susana Neves, Estalo Comunicação, de Maurício Cabral, e LRG Agropecuária, de Carlos Miranda.

Veja a denúncia .


18) Processo penal nº 0133004-71.2017.4.02.5101 (obstrução de justiça – Thiago Aragão)

Síntese: Em 8 de junho de 2017, o ex-sócio de Adriana Ancelmo, o advogado Thiago Aragão, foi denunciado por obstrução à Justiça. Thiago embaraçou as investigações, forjando documentos ideologicamente falsos e constrangendo um pretenso colaborador ao propor um concerto de versões a serem apresentadas aos órgãos de investigação. De acordo com a denúncia, após ter sido efetivada a prisão preventiva de Sérgio Cabral, bem como a condução coercitiva de Adriana Ancelmo, Thiago Aragão passou a ter cada dia mais certeza de que as investigações chegariam aos esquemas criminosos perpetrados por meio do escritório Ancelmo Advogados. Por isso, passou a diligenciar no sentido de influenciar na disposição e conteúdo dos futuros depoimentos e declarações de seu concunhado perante as autoridades competentes, com a omissão de fatos e combinação de versões, atuando ainda na produção de documentos ideologicamente falsos que pudessem ser apresentados às autoridades para ocultar a verdade.

Veja a denúncia .


19) Processo penal nº 0135964-97.2017.4.02.5101

Síntese: Em 16 de junho de 2017, foi apresentada denúncia contra Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo, além dos assessores Luiz Carlos Bezerra e Carlos Miranda, por lavagem de dinheiro cometidos com a compra de joias em espécie, sem nota fiscal ou certificação nominal, revelados após a celebração de acordo de colaboração premiada. Por cinco vezes, os acusados adquiriam joias e pedras preciosas – avaliadas no valor total de R$ 4,5 milhões – com propósito de ocultarem ou dissimular a origem de dinheiro derivado de crimes praticados pela organização criminosa. De acordo com a denúncia, o dinheiro sujo era oriundo de propinas pagas por empreiteiras entre os anos de 2007 e 2014, em contratos para obras do metrô, reforma do Maracanã, PAC das Favelas e do Arco Metropolitano.

Veja a sentença


20) Processo penal nº 0504938-16.2017.4.02.5101 (Operação Ratatouille)

Síntese: Em 28 de junho de 2017, foi oferecida denúncia contra o ex-governador Sérgio Cabral, o empresário Marco de Luca, Carlos Miranda e Carlos Bezerra, apontados como operadores financeiros de Cabral. O ex-governador e os operadores foram denunciados por corrupção passiva, já de Luca foi denunciado por corrupção ativa e organização criminosa. De acordo com a denúncia, Marco de Luca pagou, entre os anos de 2007 e 2016, R$ 16,7 milhões em propina a Cabral para obter benefícios em contratos na área de alimentação e serviços especializados com o governo do Rio de Janeiro.

Veja a denúncia .


21) Processo penal nº 0505915-08.2017.4.02.5101 (Operação Ponto Final)

Síntese: Em 7 de agosto de 2017, foi apresentada denúncia que apontou a existência de um caixa dois na Fetranspor, abastecido regularmente com repasses das empresas de ônibus para custear o pagamento de propina para diversos agentes públicos, os quais tinham competência para a edição de atos administrativos que regulavam o setor de transporte público municipal e intermunicipal e, consequentemente, poder para afetar os interesses das empresas de ônibus, seja praticando atos em seu benefício, seja deixando de praticar atos que pudessem lhes prejudicar. Rogério Onofre foi beneficiado com R$ 43,4 milhões neste esquema. Foram denunciados Sérgio Cabral, José Carlos Lavouras, Jacob Barata Filho, Lelis Teixeira, Marcelo Traça, João Augusto Monteiro, Álvaro Novis, Edimar Dantas, Rogério Onofre, Cláudio Freitas, Dayse Deborah, Alexsander Queiroz e Bernardo Zajd. Os crimes denunciados são corrupção ativa, corrupção passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, organização criminosa.

Veja a denúncia .


22) Processo penal nº 0505914-23.2017.4.02.5101 (Operação Ponto Final)

Síntese: A denúncia oferecida em 7 de agosto de 2017 apontou que Sérgio Cabral recebia repasses mensais do caixa dois da Fetranspor e foi beneficiado com R$ 144,7 milhões no esquema. Em janeiro de 2014, o ex-governador concedeu desconto de 50% no IPVA das empresas de ônibus. Naquele mês e em fevereiro, as planilhas de colaboradores da força-tarefa indicam que um bônus de R$ 13 milhões saiu do “caixa dois” da Fetranspor para Cabral, que ainda recebia repasses mensais da Federação. Foram denunciados Sérgio Cabral, Carlos Miranda, Carlos Bezerra, Álvaro Novis, Edimar Dantas, José Carlos Lavouras, Jacob Barata Filho, Lelis Teixeira, Marcelo Traça, João Augusto Morais Monteiro, Márcio Miranda, David Sampaio, Eneas Bueno, Octacílio Monteiro, Carlos Roberto Alves, Regina Antônio, Eni Gulineli, Cláudia Ferreira e Francisca Medeiros. Os crimes são corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro, organização criminosa

Veja a denúncia .


23) Processo Penal nº 0174071-16.2017.4.02.5101 (Rio 40 Graus)

Síntese: Em 03 de setembro de 2017, onze pessoas foram denunciadas por envolvimento em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em obras municipais, como a Transcarioca e a recuperação da Bacia de Jacarepaguá. A denúncia é resultado da Operação Rio 40 graus, deflagrada com o objetivo de reprimir parcela da organização criminosa responsável pela obtenção de vantagens indevidas em detrimento da Prefeitura do Rio de Janeiro. Apenas com relação às obras da Transcarioca e de Recuperação Ambiental da Bacia de Jacarepaguá, os valores de propina solicitados pela organização criminosa às empreiteiras envolvidas na execução das obras foi da ordem de R$ 36 milhões, considerando os ajustes com as empreiteiras que alcançaram 5% do valor das obras da Transcarioca e 4% do valor das obras da Bacia de Jacarepaguá. Foram denunciados: Alexandre Pinto da Silva, Laudo Aparecido Dalla Costa Ziani, Vanuza Vidal Sampaio, Eduardo Fagundes de Carvalho, Ricardo da Cruz Falcão, Alzamir de Freitas Araújo, Carlos Frederico Peixoto Pires, Antônio Carlos Bezerra, Alexandre Luiz Aragão da Silva, Antônio Cid Campelo Rodrigues, Reginaldo Assunção Silva. Os crimes são tráfico de influência, lavagem de ativos, corrupção passiva, corrupção ativa e organização criminosa.

Veja a denúncia .

 

24) Processo penal nº 0507524-26.2017.4.02.5101 (Operação Unfair Play)

Síntese: Em 17 de outubro de 2017 foi oferecida a primeira denúncia resultante da Operação Unfair Play, que descreve o pagamento de propina por parte do empresário Arthur Soares, conhecido como “Rei Arthur”, e sua sócia Eliane Pereira Cavalcante a agentes públicos. O ex-governador Sérgio Cabral e o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes foram beneficiados em operações intermediadas por Carlos Miranda, Renato Chebar, Enrico Machado e Leonardo Aranha. Foram denunciados Arthur Soares, Eliane Pereira Cavalcante, Sérgio Cabral, Carlos Miranda, Renato Chebar, Sérgio Côrtes, Enrico Machado e Leonardo Aranha. Os crimes são corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa .

Veja a denúncia .

 

25) Processo penal nº 0507813-56.2017.4.02.5101 (Operação Unfair Play)

Síntese: Em 25 de outubro de 2017, foi oferecida nova denúncia resultante da Operação Unfair Play. De acordo com a denúncia, Sérgio Cabral, Carlos Nuzman e Leonardo Gryner solicitaram diretamente a Arthur Soares e aceitaram promessa de vantagem indevida a outras pessoas, os senegaleses Papa Diack e Lamine Diack, consistente no pagamento de US$ 2 milhões para garantir votos para o Rio de Janeiro na eleição da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o que configura corrupção passiva. A denúncia equipara Nuzman e Gryner a funcionários públicos, uma vez que tanto o COB quanto o Comitê Organizador dos Jogos receberam e eram gestores de verbas públicas e exerciam, por delegação, uma atividade típica de Estado: o desporto. Foram denunciados Sérgio Cabral, Arthur Soares, Carlos Nuzman, Leonardo Gryner, Papa Massata Diack, Lamine Diack. Os crimes são corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas.

Veja a denúncia.

 

26) Processo penal nº 0509799-45.2017.4.02.5101

Síntese: Em 15 de dezembro de 2017, foram denunciados o ex-governador Sérgio Cabral, Henrique Ribeiro, Lineu Martins, Luiz Carlos Bezerra e Wilson Carvalho por crimes na Fundação Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (Funderj). A ramificação da organização criminosa foi descoberta a partir dos desdobramentos das operações Calicute e Eficiência. Semelhante ao implementado na Secretaria de Obras, o sistema de propina na Funderj contava com o auxílio de Wilson Carvalho, operador administrativo do grupo, e revelou dois novos membros da organização criminosa de Cabral: o ex-presidente da Funderj, Henrique Ribeiro, e o seu ex-chefe de gabinete Lineu Martins, presos na Operação C'est Fini.

Veja a denúncia.

 

27) Processo penal nº 0231438-95.2017.4.02.5101

Síntese: Em 19 de dezembro de 2017, o MPF apresentou denúncia contra Sérgio Cabral, Régis Fichtner e Luiz Carlos Bezerra. A denúncia aponta que, no período de janeiro de 2007 a abril de 2014, Régis Fichtner recebeu vantagem indevida no valor de R$ 1,56 milhão em razão do exercício da chefia da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro, valor angariado e distribuído pela organização criminosa chefiada por Sérgio Cabral, sob orientação e anuência deste, cuja entrega era feita por Luiz Carlos Bezerra.

Veja a denúncia.

 

28) Processo penal nº 0231415-52.2017.4.02.5101

Síntese: Sérgio Cabral, Wilson Carlos, Luiz Carlos Bezerra e Georges Sadala foram denunciados em 19 de dezembro de 2017 pelo pagamento e recebimento de propina entre os anos de 2009 a 2015 no valor de R$ 1,33 milhão em troca de facilidades na contratação e execução de contratos da empresa Gelpar Empreendimentos e Participações Ltda perante o Estado do Rio de Janeiro.

Veja a denúncia.

 

29) Processo penal nº 0509842-79.2017.4.02.5101

Síntese: Em 19 de dezembro de 2017, Alex Sardinha da Veiga, Geraldo André de Miranda Santos, Sérgio Cabral, Hudson Braga e Wagner Jordão foram denunciados por atos de corrupção envolvendo a construtora Oriente na contratação de serviços de asfaltamento na Baixada Fluminense e em obras emergenciais em municípios do interior do estado, entre outros.

Veja a denúncia.

 

30) Processo penal nº 0004639-62.2018.4.02.5101

Síntese: Em 12 de janeiro de 2018, o ex-secretário de Obras do Município do Rio de Janeiro Alexandre Pinto foi denunciado por lavagem de dinheiro pela ocultação de bens em nome de familiares. Além de movimentar recursos obtidos indevidamente em uma conta bancária em nome de sua mãe, Alexandre Pinto comprou imóveis e constituiu sociedades em nome de seus dois filhos como forma de blindar o patrimônio adquirido como proveito dos crimes antecedentes de corrupção passiva.

Veja a denúncia.

 

31) Processo penal nº 0012275-79.2018.4.02.5101

Síntese: Em 29 de janeiro de 2018, a ação penal trata do crime de lavagem de dinheiro envolvendo o grupo Dirija. As investigações revelaram que uma rede de empresas “amigas” celebrava contratos fictícios com membros da organização criminosa, o grupo Dirija entre elas. Foram identificados ao menos 213 atos de lavagem envolvendo o grupo, que movimentou um total equivalente a pelo menos R$ 10,2 milhões. Foram denunciados Sérgio Cabral, Ary Filho, Sérgio Oliveira, Gladys Oliveira, Sônia Batista, Jaime Martins e João Martins.

Veja a denúncia.

 

32) Processo penal nº 0021748-89.2018.4.02.5101

Síntese: Em 26 de fevereiro de 2018, foi apresentada denúncia que revela o pagamento de vantagens indevidas pelos representantes das empresas que compunham o Consórcio Dynatest-TCDI ao então secretário municipal de Obras Alexandre Pinto da Silva e ao subsecretário Vagner de Castro Pereira, assim como à equipe de fiscalização do contrato de monitorização da execução das obras do BRT. Foram denunciados Alexandre Pinto da Silva; Vagner de Castro Pereira; Maura Fernanda Carvalho Moreira Cerqueira; Eduardo Fagundes de Carvalho; Alzamir de Freitas Araújo; Celso Reinaldo Ramos Júnior; Raphael Lima Roig; Ernesto Simões Preussler; Eder Parreira Vilela e Wanderley Tavares da Silva pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa.

Veja a denúncia.

 

33) Processo penal nº 0022096-10.2018.4.02.510

Síntese: Em 26 de fevereiro de 2018, o MPF ajuizou denúncia que revela como Alexandre Pinto utilizou contas abertas no exterior em nome de empresas ligadas ao colaborador e com a ajuda deste e do doleiro Juan Luis Bertrán para receber e ocultar valores recebidos indevidamente como propina para favorecer o interesse de empreiteiras, prestadores de serviços e fornecedores de materiais em obras como a Transcarioca, Transbrasil e recuperação ambiental da bacia de Jacarepaguá, entre outras. Foram denunciados Alexandre Pinto da Silva, Celso Reinaldo Ramos Júnior, Juan Luis Bertrán Bitllonch, Miguel Alexandre Martins Cardoso dos Santos Barreiros pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva.

Veja a denúncia.

 

34) Processo penal nº 0039777-90.2018.4.02.5101

Em 27 de março de 2018 , o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Como presidente da Fecomércio, ele teria sido responsável pelo desvio de pelo menos R$ 10 milhões dos cofres públicos. O ex-governador Sérgio Cabral também foi denunciado, além de Wilson Carlos, Ary Filho, Sérgio Castro de Oliveira, Carlos Miranda, Jaime Luiz Martins, João do Carmo Monteiro Martins, Manuel João Pereira, Sônia Ferreira Baptista, Carla Carvalho Hermansson, Ione Brasil Macedo e Gladys Silva Falci de Castro Oliveira.

Veja a íntegra da denúncia


35) Processo penal nº 0055772-46.2018.4.02.5101

Nesta denúncia, oferecida em 16 de abril de 2018, Cabral responde por corrupção passiva por ter aceitado promessa e recebido pelo menos R$ 1 milhão ofertado pelo então secretário da Seap, César Rubens, e por Marcos Lips, em relação ao esquema montado em torno de contratos firmados entre a Seap e empresas envolvidas no esquema criminoso. A título de exemplo, mesmo com diversas irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o então secretário renovou o fornecimento de refeições para os presídios com a empresa Induspan, do denunciado Carlos Felipe Paiva. Foram denunciados Sérgio Cabral, César Rubens, Marcos Lips, Sandro Lahmann, Wilson Carlos, Sergio Castro de Oliveira (Serjão), Marcelo Martins, Carlos Martins, Ary Filho, Jaime Luiz Martins, João do Carmo Monteiro Martins, Carlos Felipe Paiva, Sérgio Roberto Pinto da Silva, Gabriela Barreiros, Ivan Ângelo Labanca Filho, William Antônio de Souza, Katia dos Reis Mouta, Wedson Gedeão de Farias e Maria do Carmo Nogueira de Farias. Os crimes apontados são corrução passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa.

Veja a íntegra da denúncia


36) Processo penal nº 0055758-62.2018.4.02.5101

Em 16 de abril de 2018, foi oferecida denúncia na qual são apontados atos de lavagem de dinheiro de valores desviados da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). A denúncia é resultado da Operação Pão Nosso, deflagrada em março de 2018, que revelou ramificação da Orcrim em contratos. Estima-se que o dano causado à Seap seja de pelo menos R$ 23,4 milhões. Foram denunciados pelo crime de lavagem de dinheiro Carlos Felipe Paiva, Mônica de Sá Herdem, Evandro Gonzalez Lima, Delisa de Sá Herdem Lima, Felipe Herdem Lima, Marcos Alexandre Ferreira Tavares e Carla dos Santos Braga.

Veja a íntegra de denúncia


37) Processo penal nº 0066693-64.2018.4.02.5101

Em 15 de maio de 2018, foi oferecida denúncia Arthur Machado é apontado como o chefe de uma organização criminosa formada com o objetivo de lesar os cofres de fundos de pensão e obter proveitos financeiros de investimentos realizados nas empresas pertencentes ao seu grupo econômico ou que possuem sua participação. A denúncia aponta os crimes de lavagem de ativos, evasão de divisas, corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e organização criminosa a partir de fatos investigados na operação Rizoma. Foram denunciados Arthur Machado, Patrícia Iriarte, Alessandro Laber, Cláudio de Souza, Vinícius Claret, Edward Penn, Adeilson Telles, Henrique Barbosa, Marta Coerin, João Vaccari Neto, Wagner Pinheiro, Ricardo Rodrigues, Carlos Alberto Pereira (Gandola), Marcelo Sereno, Milton Lyra e Márcio Ramos.

Veja a íntegra da denúncia


38) Processo penal nº 0073766-87.2018.4.02.5101

Em 7 de junho de 2018, foi oferecida denúncia contra 62 pessoas investigadas na operação Câmbio, Desligo. A denúncia mostra a atuação de uma gigantesca organização criminosa liderada pelo doleiro Dario Messer e que possibilitou atos de lavagem de ativos e evasão de divisas da organização chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral. Os 186 fatos narrados na denúncia tratam dos crimes de quadrilha, organização criminosa, lavagem de ativos, evasão de divisas, corrupção passiva e operação de instituição financeira não autorizada. Foram denunciados: Dario Messer, Cláudio de Souza, Vinícius Claret, Alessandro Laber, Patrícia Matalon, Marco Matalon, Bella Kayreh Skinazi, Ernesto Matalon, Wu Yu Sheng, Cláudia Mitiko Ebihara, Lígia Martins Lopes da Silva, Carlos Alberto Lopes Caetano, Diego Renzo Candolo, Daniela Figueiredo Nevez Diniz, Carlos Eduardo Caminha Garibe, Sérgio Mizrahy, Marcelo Rzezinski, Roberto Rzezinski, Alexsander Luiz de Queiroz Silva, Raul Alberto Zoboli Pegazzano, Francisco Joaquim Eduardo Aparício Muñoz Melgar, Juan Luis Bertran Bitllonch, Henrique José Chueke, Wander Bergmann Vianna, Alberto Cezar Lisnovetzky, Oswaldo Prado Sanches, Francisco Araújo Costa Júnior, Afonso Fábio Barbosa Fernandes, Henri Joseph Tabet, Flávio Dib das Chagas Moura, Lino Mazza Filho, Carlos Alberto Braga de Castro, Athos Roberto Albernaz Cordeiro, Antônio Cláudio Albernaz Cordeiro, Paulo Aramis Albernaz Cordeiro, Carmen Regina Albernaz Cordeiro, Suzana Marcon, Rony Hamoui, Betina Lúcia Calichman Cohen, Joyce Presley Gomes, Maria Dolores Ferreira Siqueira, Bernardo Lederman Zajd, Richard de Mol Van Otterloo, Marco Antônio Cursini, Claudine Spiero, Paulo Sérgio Vaz de Arruda, Cláudio Sá Garcia de Freitas, José Carlos Maia Saliba, Camilo de Lélis Assunção, Alexandre de Souza Silva, Nei Seda, Renê Maurício Loeb, Alexander Monteiro Henrique, Augusto Rangel Larrabure, Bruno Farina, Raul Fernando Davies, Jorge Davies, Chaaya Moghrabi, Marcelo Fonseca de Carmago, Edward Gaede Penn, Roberta Prata Zvinakevicius, Sérgio Cabral.

Veja a íntegra da denúncia

 

39) Processo penal nº 0055772-46.2018.4.02.5101 (Pão Nosso)

Nesta denúncia, oferecida em 16 de abril de 2018, Cabral responde por corrupção passiva por ter aceitado
promessa e recebido pelo menos R$ 1 milhão ofertado pelo então secretário da Seap, César Rubens, e por
Marcos Lips, em relação ao esquema montado em torno de contratos firmados entre a Seap e empresas
envolvidas no esquema criminoso. A título de exemplo, mesmo com diversas irregularidades apontadas pelo
Tribunal de Contas do Estado (TCE), o então secretário renovou o fornecimento de refeições para os
presídios com a empresa Induspan, do denunciado Carlos Felipe Paiva. Foram denunciados Sérgio Cabral,
César Rubens, Marcos Lips, Sandro Lahmann, Wilson Carlos, Sergio Castro de Oliveira (Serjão), Marcelo
Martins, Carlos Martins, Ary Filho, Jaime Luiz Martins, João do Carmo Monteiro Martins, Carlos Felipe
Paiva, Sérgio Roberto Pinto da Silva, Gabriela Barreiros, Ivan Ângelo Labanca Filho, William Antônio de
Souza, Katia dos Reis Mouta, Wedson Gedeão de Farias e Maria do Carmo Nogueira de Farias. Os crimes
apontados são corrução passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa.

Veja a íntegra da denúncia

 

40) Processo penal nº 0055758-62.2018.4.02.5101 (Pão Nosso)

Em 16 de abril de 2018, foi oferecida denúncia na qual são apontados atos de lavagem de dinheiro de valores
desviados da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). A denúncia é resultado da
Operação Pão Nosso, deflagrada em março de 2018, que revelou ramificação da Orcrim em contratos.
Estima-se que o dano causado à Seap seja de pelo menos R$ 23,4 milhões. Foram denunciados pelo crime de
lavagem de dinheiro Carlos Felipe Paiva, Mônica de Sá Herdem, Evandro Gonzalez Lima, Delisa de Sá
Herdem Lima, Felipe Herdem Lima, Marcos Alexandre Ferreira Tavares e Carla dos Santos Braga.

Veja a íntegra de denúncia


41) Processo penal nº 0066693-64.2018.4.02.5101 (Rizoma)

Em 15 de maio de 2018, foi oferecida denúncia Arthur Machado é apontado como o chefe de uma
organização criminosa formada com o objetivo de lesar os cofres de fundos de pensão e obter proveitos
financeiros de investimentos realizados nas empresas pertencentes ao seu grupo econômico ou que possuem
sua participação. A denúncia aponta os crimes de lavagem de ativos, evasão de divisas, corrupção passiva e
ativa, tráfico de influência e organização criminosa a partir de fatos investigados na operação Rizoma.
Foram denunciados Arthur Machado, Patrícia Iriarte, Alessandro Laber, Cláudio de Souza, Vinícius Claret,
Edward Penn, Adeilson Telles, Henrique Barbosa, Marta Coerin, João Vaccari Neto, Wagner Pinheiro,
Ricardo Rodrigues, Carlos Alberto Pereira (Gandola), Marcelo Sereno, Milton Lyra e Márcio Ramos.

Veja a íntegra da denúncia

 

42) Processo penal nº 0073766-87.2018.4.02.5101 (Operação Câmbio, Desligo)

Em 7 de junho de 2018, foi oferecida denúncia contra 62 pessoas investigadas na operação Câmbio, Desligo.
A denúncia mostra a atuação de uma gigantesca organização criminosa liderada pelo doleiro Dario Messer e
que possibilitou atos de lavagem de ativos e evasão de divisas da organização chefiada pelo ex-governador
Sérgio Cabral. Os 186 fatos narrados na denúncia tratam dos crimes de quadrilha, organização criminosa,
lavagem de ativos, evasão de divisas, corrupção passiva e operação de instituição financeira não autorizada.
Foram denunciados: Dario Messer, Cláudio de Souza, Vinícius Claret, Alessandro Laber, Patrícia Matalon,
Marco Matalon, Bella Kayreh Skinazi, Ernesto Matalon, Wu Yu Sheng, Cláudia Mitiko Ebihara, Lígia
Martins Lopes da Silva, Carlos Alberto Lopes Caetano, Diego Renzo Candolo, Daniela Figueiredo Nevez
Diniz, Carlos Eduardo Caminha Garibe, Sérgio Mizrahy, Marcelo Rzezinski, Roberto Rzezinski, Alexsander
Luiz de Queiroz Silva, Raul Alberto Zoboli Pegazzano, Francisco Joaquim Eduardo Aparício Muñoz Melgar,
Juan Luis Bertran Bitllonch, Henrique José Chueke, Wander Bergmann Vianna, Alberto Cezar Lisnovetzky,
Oswaldo Prado Sanches, Francisco Araújo Costa Júnior, Afonso Fábio Barbosa Fernandes, Henri Joseph
Tabet, Flávio Dib das Chagas Moura, Lino Mazza Filho, Carlos Alberto Braga de Castro, Athos Roberto
Albernaz Cordeiro, Antônio Cláudio Albernaz Cordeiro, Paulo Aramis Albernaz Cordeiro, Carmen Regina
Albernaz Cordeiro, Suzana Marcon, Rony Hamoui, Betina Lúcia Calichman Cohen, Joyce Presley Gomes,
Maria Dolores Ferreira Siqueira, Bernardo Lederman Zajd, Richard de Mol Van Otterloo, Marco Antônio
Cursini, Claudine Spiero, Paulo Sérgio Vaz de Arruda, Cláudio Sá Garcia de Freitas, José Carlos Maia
Saliba, Camilo de Lélis Assunção, Alexandre de Souza Silva, Nei Seda, Renê Maurício Loeb, Alexander
Monteiro Henrique, Augusto Rangel Larrabure, Bruno Farina, Raul Fernando Davies, Jorge Davies, Chaaya
Moghrabi, Marcelo Fonseca de Carmago, Edward Gaede Penn, Roberta Prata Zvinakevicius, Sérgio Cabral.

Veja a íntegra da denúncia

 

43) Processo penal nº 0506899-55.2018.4.02.5101 (Ressonância)
Em 3 de agosto de 2018, trata-se de denúncia oferecida em desfavor de Sérgio Côrtes, Miguel Iskin, Gustavo
Estellita e Verônica Vianna pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A denúncia versa sobre o recebimento de vantagens ilícitas por Sérgio Côrtes (USD 2.451.742,12) oferecidas
pelos empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita por meio de transferências bancárias para conta oculta
mantida na Suíça em nome da offshore Casius Global S.A., que possuía Verônica Vianna como beneficiária.
Posteriormente, a conta na Suíça foi encerrada e o saldo transferido para uma conta nas Bahamas em nome
da offshore Caltex Holding Corp, que também possuía Verônica Vianna como beneficiária final. O saldo
final da aludida conta era de USD 4.366.533,89 em 27/07/17, quando os valores foram repatriados.

Veja a denúncia

 

44) Processo penal nº 0507030-30.2018.4.02.5101

Em 23 de agosto de 2018, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou a 25ª denúncia contra o exgovernador
do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o ex-secretário de Estado Wilson Carlos, o ex-secretário de
Obras Hudson Braga, o ex-assessor da Secretaria de Obras do Rio de Janeiro Wagner Jordão, e o diretor da
Riotrilhos Heitor Lopes. Eles foram denunciados por crimes de corrupção passiva praticados na contratação
de obras com a participação da empreiteira Odebrecht. No total, foi identificado o pagamento de propina a
Cabral no valor de R$ 78.924.800,00.

Veja a íntegra de denúncia

 

45) Processo penal nº 0507170-64.2018.4.02.5101 (Operação Calicute, Eficiência e Tolypeutes)

O MPF apresentou a 25ª denúncia contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o ex-secretário
de Estado Wilson Carlos, o ex-secretário de Obras Hudson Braga, o ex-assessor da Secretaria de Obras do
Rio de Janeiro Wagner Jordão, e o diretor da Riotrilhos Heitor Lopes. Eles foram denunciados por crimes de
corrupção passiva praticados na contratação de obras com a participação da empreiteira Odebrecht. No total,
foi identificado o pagamento de propina a Cabral no valor de R$ 78.924.800,00.
5 denunciados: Sérgio Cabral, Wilson Carlos, Hudson Braga, Wagner Jordão e Heitor Lopes de Sousa Júnior.
Crimes: corrupção passiva

Veja a íntegra da denúncia

 

46) Processo penal nº 0507170-64.2018.4.02.5101 (Operações Câmbio Desligo, Calicute, Tolypeutes e
Advalorem)

Em 13/09/2018, o MPF denunciou cinco pessoas por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crime contra o
sistema financeiro (apropriação indébita). Foram denunciados João Paulo Julio Lopes e Miguel Julio Lopes,
proprietários da corretora Advalor; e os doleiros Dario Messer, Chaaya Moghrabi (Yasha) e Flávio Dib. Os
crimes, apurados a partir das operações Câmbio Desligo, Calicute, Tolypeutes e Advalorem, foram
cometidos a partir das movimentações financeiras da corretora Advalor, que funcionava tanto como
instituição financeira, para armazenar recursos ilícitos de agentes públicos, como para efetivar pagamentos
em seu favor.

Veja a íntegra da denúncia


47) Processo penal nº 0507310-98.2018.4.02.5101 ( Operação S.O.S)

Em 05/10/2018, o MPF denunciou o ex-secretário de saúde do Rio de Janeiro Sérgio Côrtes, os empresários
Miguel Iskin e Gustavo Estellita, e os gestores da Organização Social Pró-Saúde, Paulo Câmara e Ricardo
Brasil, além de outras 25 pessoas por desvio de recursos da saúde. De acordo com a denúncia, o esquema
criminoso envolvendo a OS Pró-Saúde causou um prejuízo de R$ 52 milhões aos cofres públicos. A denúncia
imputa os crimes de quadrilha, organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, constrangimento ilegal
com emprego de arma de fogo, corrupção ativa e passiva por fatos apurados a partir da Operação S.O.S.

Veja a íntegra da denúncia